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Bolsonaro admite que Coaf pode encontrar mais dinheiro de Fabrício Queiroz em suas contas



O presidente Jair Bolsonaro, admitiu na véspera de sua posse nesta segunda-feira (31), que o  Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) pode encontrar mais operações financeiras envolvendo seu nome e o do ex-PM Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Alerj.

Fabrício Queiroz caiu em uma investigação sobre a atuação de uma organização criminosa na Alerj que levou dez deputados estaduais para a cadeia. O relatório do Coaf apontou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, na qual apareceram inclusive operações envolvendo o nome da primeira dama, Michele Bolsonaro.

Prevendo a possibilidade do Coaf estender o pente fino nas contas do ex-PM, Bolsonaro admitiu que, além dos R$ 40 mil que assumiu que recebeu de Queiroz, via sua mulher, ocorreram outras transações no passado, também relativas à empréstimos ao ex-PM, diz Bolsonaro.

 “Há seis, sete, oito anos atrás também chegou uma dívida a R$ 20 mil e ele pagou em cheque para mim também. Quem nunca fez um negócio como esse com um amigo até? Foi o que foi feito. Não cobrei juros, não cobrei nada, então não devo nada”, disse Bolsonaro em entrevista ao Jornal da Record. Pelo menos em relação aos R$ 40 que entraram na conta de Michele Bolsonaro, o presidente havia assumido que não havia declarado o recebimento dos valores ao Imposto de Renda. Resta saber se estes novos valores foram declarados ao fisco.

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EUA já metem a colher de pau na política externa do Brasil



Nem bem o presidente Jair Bolosnaro havia assumido a Presidência da República do Brasil, representantes do governo americano já atuavam no sentido de influenciar a política externa do país de acordo com as visões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sequer compareceu à posse de Bolsonaro esta semana em Brasília.

Antes mesmo da posse, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que os EUA saudaram o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, por “defender a soberania brasileira” diante de práticas comerciais “predatórias” chinesas.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil os negócios entre os dois países são vistos como alternativas para alavancar o crescimento da economia interna e a geração de empregos. O Brasil tem atualmente mais de 12 milhões de desempregados e cerca de 40 milhões de pessoas na informalidade ou em atividades precárias.

Como uma das maiores economias do mundo, a China possui um PIB de mais de U$ 12 trilhões, mais de 1.4 bilhões de habitantes, sendo que mais de 800 milhões estão na classe média. Para se ter uma ideia, Israel tem um PIB de apenas U$ 350 bilhões e menos de 9 milhões de habitantes. É praticamente metade da economia da Argentina e 1/3 da economia mexicana. Além do PIB minúsculo e da população inexpressiva, qualquer privilégio nas relações do Brasil com Israel pode prejudicar em muito as exportações para países da liga árabe, formada por 9 países que compram cerca de U$ 10 bilhões a mais do Brasil do que vendem aqui. Os evangélicos cobram que Bolsonaro transfira a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o que pode estremecer as relações do Brasil com 9 importantes parceiros comerciais.

Mas o maior risco mesmo é a interferência dos EUA na política externa do Brasil, sobretudo no acirramento das críticas à China. Enquanto os Estados Unidos garantem emprego pleno ao seu povo mantendo negócios que podem chegar a trilhões de dólares com a China, o Brasil, que precisa urgentemente de gerar empregos para milhões de cidadãos, pode se ver prejudicado neste jogo de interesses dos americanos.

Segundo uma alta funcionária do Departamento de Estado americano ouvida pelo GLOBO, os EUA celebraram declarações de Bolsonaro que afastam o novo governo da China, o maior parceiro comercial do Brasil.


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Bolsonaro concede aumento de R$ 44 no salário mínimo, que passa para R$ 998 em 2019



Em uma de suas primeiras iniciativas como chefe do executivo, o presidente Jair Bolsonaro e decretou nesta terça-feira (1º) um reajuste de R$ 44,00 no salário mínimo, que salta de R$ 954 para R$ 998,00 com entrada em vigor já neste ano de 2019. O decreto foi publicado em edição extra do "Diário Oficial da União" fixou o salário mínimo em R$ 998 neste ano. O valor atual é de R$ 954.

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio econômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para o rendimento de cerca de 48 milhões de trabalhadores no Brasil. O próprio Dieese sugere que o salário mínimo "necessário" para despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 3.959,98.

Segundo estimativas da equipe do governo Temer, havia expectativas de que o mínimo ultrapassasse um pouco a barreira dos mil reais. No entanto, para não parecer interferir em decisões que recairiam sobre o novo governo, a equipe do ex-presidente deixou que a decisão sobre o reajuste ficasse por conta de Bolsonaro e sua equipe.

Com informações do G1
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URGENTE - Queiroz aparece e diz que "movimentação atípica" vem de revenda de carros



Após quase vinte dias de polêmicas, idas e vindas e rumores de toda sorte, o ex-PM Fabrício Queiroz, que trabalhava como assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), finalmente apareceu. O motorista concedeu uma entrevista ao SBT nesta quarta-feira, 26, na qual afirmou que parte do R$ 1,2 milhão que movimentou em suas contas são provenientes  negócios como compra e venda de carros. A íntegra da entrevista -- a primeira de Queiroz desde que o assunto veio a público -- vai ao ar às 19h45 no "SBT Brasil" desta quarta-feira, informou o UOL.

Nove assessores e ex-assessores de Flávio Bolsonaro repassaram dinheiro para o motorista, que afirmou durante a entrevista que prefere prestar maiores esclarecimentos ao Ministério Público do Rio de Janeiro. "Esse mérito de dinheiro eu queria explicar para o MP [Ministério Público]", disse o ex-PM. Há expectativas de que ele seja ouvido pela procuradoria até sexta-feira. Queiroz, que faltou a dois depoimentos alegando motivos de saúde, aparece bem disposto no vídeo abaixo:

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Israel deve faturar mais de R$ 1 bilhão com exportação de maconha para uso medicinal. Plantio já foi liberado



O governo de Israel pode faturar mais de R$ 1 bilhão no próximo ano com a exportação de maconha para fins medicinais.  Segundo a revista Exame, o Parlamento israelense anunciou nesta quarta-feira (26) a aprovação de uma lei que permite aos agricultores exportar cannabis para uso médico, o que vai gerar receitas significativas ao Estado.

A Lei que foi aprovada no dia de Natal permite o cultivo de maconha para fins terapêuticos, desde que com permissão do Ministério da Saúde, da Polícia e da Autoridade de Controle dos produtores. Ainda segundo a publicação, a exportação de maconha pode gerar uma receita de cerca de 234 milhões de euros) ao ano a Israel, segundo estimativas do Parlamento.

Yoav Kisch, deputado do Likud (direita conservadora), o partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que redigiu a lei, destacou o “enorme potencial econômico” para o Estado e os agricultores.




Com informações da Revista Exame
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Mais problemas para Flavio Bolsonaro? Coaf já tem em mãos dados sobre 'movimentações volumosas nos últimos 10 anos'



A jornalista Denise Rothenburg, do Correio Brasiliense, informou nesta terça-feria, 25, que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) já possui informações sobre movimentações financeiras envolvendo pessoas ligadas ao senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Atendendo a pedido das autoridades, o órgão produziu uma série relatórios sobre as movimentações financeiras dos assessores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Alerj, no âmbito de operações que levaram dez deputados estaduais para a cadeia este ano. O ex-PM e motorista de  Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, caiu neste relatório que investigava a atuação de uma organização criminosa na Alerj.

Os dados que se tornaram públicos, que revelam que Queiroz movimentou mais de R$ 1.2 milhão em uma conta, são relativos a apenas um ano, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2017.

Segundo o Correi Brasiliense, o Coaf ampliou o levantamento “pratrasmente”. Os números indicam  "movimentações volumosas nos últimos 10 anos. As pesquisas serão de 2007 para cá e pretendem pegar todo o período que assessores — inclusive Queiroz, o sumido — serviram aos deputados". A matéria não informou se foram detectadas novas operações envolvendo o presidente eleito Jair Bolsonaro ou a primeira dama Michele Bolsonaro.

As informações são do Correio Brasiliense
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Que os governantes que vão assumir cargos a partir de 2019 olhem para o povo e não apenas para os ricos



Há muitas expectativas sobre a política econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro a partir de 2018. Há previsão de que o governo arrecade, já no primeiro ano, até R$ 500 bilhões com programas já aprovados pelo atual governo em áreas como privatizações e Parcerias Público Privadas. A equipe econômica promete ainda uma série de cortes em gastos em áreas como o Sistema S, que engloba instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Social da Indústria (SESI).

Muito se fala em corte no número de cargos comissionados. Apenas os vinculados à Presidência da República são cerca de 23 mil, de um total de mais de 100 mil que podem ser reduzidos na administração federal. Pelo menso até o momento, não há nada de concreto neste aspecto. Pelo contrário. A partir de 2019, haverá um aumento de cargos para os partidos, que poderão ter de 18 a 108 cargos, dependendo do número de deputados eleitos. Apenas com este aumento, a Câmara gastará R$ 19,5 milhões a mais que em 2018.

O governo também estuda o perdão de dívidas de até R$ 17 bilhões para empresários do agronegócio. Se ao menos o perdão das dívidas fosse condicionado à obrigatoriedade de comprovação de novos investimentos, o impacto seria menor. O problema é que muitos devedores usam os recursos para fim pessoais, como o aumento de patrimônio.

O problema é que, com o déficit nas contas públicas, não há como distribuir bondades sem que se retire recursos de outras fontes. Neste caso, será preciso acompanhar de perto o destino dos cerca de R$ 500 bilhões que podem entrar nos cofres públicos em 2019 com as privatizações, PPPs e corte de investimentos. Há muitos grupos de olho nestes números.

Grupos poderosos são habilidosos na arte de justificar as 'vantagens' da concessão de benefícios, incentivos, perdões de dívidas, isenções de impostos, etc. O problema é que este tipo de 'política' não contribuiu em nada com a livre concorrência. Pelo contrário. Grupos menos organizados costumam ficar de fora dos grandes acordos, de modo que tornam-se mais vulneráveis aos grandes grupos. É normal que empresas mais estruturadas retirem rivais menores do mercado apenas para eliminar a concorrência. Na maioria dos casos, empresas menores são fechadas logo após as aquisições.

O desenho traçado pela equipe econômica do novo governo parece bastante generoso com corporações. Será preciso acompanhar o modelo de reforma da Previdência que será apresentado ao Congresso. Na proposta original do atual governo, havia a previsão de criação de um regime único e democrático para todos os brasileiros, no qual todo cidadão passaria a ter direito a um teto único de R$ 5.3 mil. A economia prevista era de R$ 800 bilhões. Pelo esboço da proposta do governo Bolsonaro, algumas categorias do serviço público continuariam a receber mais que os trabalhadores da iniciativa privada. Caso a ideia do regime único e democrático para todos os cidadãos seja retirada da proposta de reforma da Previdência, a economia para o povo cai para R$ 400 bilhões. Ou seja, metade da economia da proposta original.

Neste caso, os cerca de R$ 500 bilhões previstos para entrar em 2019 podem ser pulverizados com a manutenção de privilégios de uma elite no INSS, perdão de dívidas para empresários e incentivos para grupos econômicos. Neste cenário, o Brasil pode sim melhorar bastante a partir do ano que vem, mas apenas para grupos econômicos e integrantes da já abastada elite do serviço público que drenaram mais de R$ 60 bilhões do dinheiro do povo em 2018 só com penduricalhos do tipo auxílio-moradia. É mais de dez vezes o tamanho do rombo identificado pela Lava Jato em quatro anos na Petrobras. Enquanto a elite se esconde atrás da cortina do combate à corrupção, fazem a festa com o dinheiro do povo e ninguém se dá conta das dimensões da sangria. O Brasil é um país onde mais de 95% da população ganha menos que o auxílio-alimentação de um juiz. Uma elite de pouco mais de 500 mil vivendo com renda acima da observada em países ricos, sustentados por 200 milhões de contribuintes sacrificados. Neste final de ano, há membros do Judiciário embolsando até R$ 300 mil no mês, enquanto mais de 50 milhões de cidadãos vivem com menos de R$ 400,00 por mês

O único cenário em que a população poderia colher algum benefício com a entrada de novos recursos nos cofres públicos seria através do aumento do salário mínimo ou da redução drástica nos impostos sobre alimentação, vestuário, combustíveis, etc. No entanto, até o momento, não há qualquer compromisso do futuro governo neste sentido. Os ministros indicados para pastas importantes são representantes de seus respectivos setores. Será preciso acompanhar de perto o que o futuro governo fará para oferecer benefícios diretos ao povo, sem intermediários.

No passado, os governos do PT concederam cerca de R$ 730 bilhões em incentivos para grupos econômicos. Além da garantia da obtenção de financiamentos para as campanhas do partido, havia a expectativa de que os incentivos seriam capazes de aquecer a economia com o aumento do consumo e a geração de mais empregos. Os empresários simplesmente embolsaram as 'vantagens' e não ofereceram nenhuma contrapartida para a sociedade, dona de todo aquele dinheiro. algo bastante previsível.

Se um produtor rural com plena capacidade instalada consegue produzir 'x' toneladas de soja por uma propriedade do tamanho 'y', nenhum incentivo será capaz de ampliar sua produtividade. O mesmo ocorre em qualquer planta industrial. As limitações do mercado de consumo impedem que a produção seja ampliada de forma agressiva. O excesso de oferta provocaria a redução dos preços e das margens de lucro. Nenhuma empresa estaria disposta a azedar o próprio negócio em troca de benefícios. Apesar disso, nenhuma empresa dispensa qualquer benefício que aumente seus lucros sem a necessidade de contratar mais empregados, comprar mais máquinas e produzir mais.

Num cenário em que grupos econômicos saem lucrando, grupos de comunicação vendem a imagem de prosperidade do país com relativo entusiasmo. Tudo depende de onde o dinheiro muda de lugar. por meio de seu perfil no Twitter, o presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu nesta véspera de natal revogar “inúmeras regulamentações” que, segundo ele, só servem para “arrecadação e entraves de desenvolvimento”. Bolsonaro defendeu que  “menos interferência do Estado significa melhores condições de vida ao brasileiro”, mas para qual brasileiro? Empresários? Abrir mão de arrecadação pode significar mais benesses para setores ineficientes e menos recursos para devolver ao cidadão.

Há séculos, o Estado brasileiro atua em prol de uma elite dominante. A desculpa dos governantes é a de que o Estado precisa atuar como indutor da economia, irrigando os bolsos de uma pequena parcela da sociedade. Ao povo, as migalhas. Esta não é uma caraterística de um ou outro governo, mas de praticamente todos os que já existiram. Temer ousou ameaçar as elites do serviço público e deu no que deu. Quase foi derrubado do cargo.

Os donos do poder no Brasil são poderosos e capazes de influenciar todo o processo eleitoral, incluindo ai a elite do servidores, inclusive no Judiciário, grandes produtores rurais e a classe empresarial, de modo geral. Enquanto nos Estados Unidos, empresários bilionários se comprometem a doar mais da metade de suas fortunas em vida, devolvendo ao país parte daquilo que amealharam, no Brasil, empresários poderosos se alinham a governantes visando a obtenção de mais vantagens e vantagens. Ninguém se importa com a grávida que tem o filho na calçada dos hospitais por falta de atendimento. Ninguém parece se importar com a ausência de escolas de qualidade em comunidades carentes. Os poderosos querem apenas a manutenção de salários altos no serviço público, isenções, incentivos e reduções de impostos que, na maioria das vezes, não são repassadas ao povão.

O povo mesmo, só se beneficia quando há aumento de salário, redução da inflação e de impostos ou geração de empregos. Será importante garantir a manutenção de algumas compensações para a população de baixa renda que podem ser consideradas importantes, como a redução da inflação e dos juros. Este é o aspecto da economia que mais favorece a distribuição de renda e melhora na qualidade de vida da população em alguns aspectos mais relevantes de seu dia a dia, como a alimentação e o acesso a bens de consumo básicos. Foram conquistas do atual governo que devem ser mantidas a todo custo pelo futuro governo do presidente Jair Bolsonaro. Elevação dos juros e aumento da inflação são os instrumentos mais covardes concebidos para tirar dinheiro dos pobres para dar aos ricos. Não é possível que este tipo de política seja retomada no Brasil, um dos países com a pior distribuição de riquezas do mundo.

Embora apareça no segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul, atrás apenas da Bolívia, o Brasil tem mais analfabetos que todo o continente. Com mais de 50 milhões de pessoas na pobreza, o país também praticamente supera todos os vizinhos em número de pobres. Como consequência dos baixos índices de educação e altos índices de pobreza, o Brasil tem a 3.ª maior população carcerária do mundo e pode ter mais presos que todos os países da América do Sul juntos.

Será preciso observar por qual caminho a equipe econômica do futuro governo conduzirá o país. Se para os ricos, para o povo ou para todos. O Brasil tem desafios enormes pela frente em áreas como a saúde, educação, mobilidade urbana, violência nos grandes centros, corrupção policial, tráfico de drogas e armas, etc. Não há como minimizar os sofrimento do povo com projetos monumentais. Não há como tocar projetos monumentais sem dinheiro. Um dado que muitos desconhecem. Boa parte dos estados repassa à União até 90% de tudo que arrecadam. São Paulo arrecada mais de R$ 500 bilhões por ano, mas fica com menos de R$ 40 bilhões. O Rio de Janeiro arrecada mais de R$ 200 bilhões, mas fica com menos de R$ 25 bilhões. São estados com problemas crônicos de mobilidade urbana, moradia, violência, precariedade na educação e saúde pública, sobretudo no Rio de Janeiro.

A diminuição da arrecadação pode forçar uma alta dos juros, da inflação e onerar ainda mais a população que já sofre com todos os problemas citados acima.

Que os governantes que vão assumir cargos a partir de 2019 olhem para o povo e não apenas para os ricos

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Veja como o Brasil pode melhorar a partir do ano que vem e para quem



Há muitas expectativas sobre a política econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro a partir de 2018. Há previsão de que o governo arrecade, já no primeiro ano, até R$ 500 bilhões com programas já aprovados pelo atual governo em áreas como privatizações e Parcerias Público Privadas. A equipe econômica promete ainda uma série de cortes em gastos em áreas como o Sistema S, que engloba instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Social da Indústria (SESI).

Muito se fala em corte no número de cargos comissionados. Apenas os vinculados à Presidência da República são cerca de 23 mil, de um total de mais de 100 mil que podem ser reduzidos na administração federal. Pelo menso até o momento, não há nada de concreto neste aspecto. Pelo contrário. A partir de 2019, haverá um aumento de cargos para os partidos, que poderão ter de 18 a 108 cargos, dependendo do número de deputados eleitos. Apenas com este aumento, a Câmara gastará R$ 19,5 milhões a mais que em 2018.

O governo também estuda o perdão de dívidas de até R$ 17 bilhões para empresários do agronegócio. Se ao menos o perdão das dívidas fosse condicionado à obrigatoriedade de comprovação de novos investimentos, o impacto seria menor. O problema é que muitos devedores usam os recursos para fim pessoais, como o aumento de patrimônio.

O problema é que, com o déficit nas contas públicas, não há como distribuir bondades sem que se retire recursos de outras fontes. Neste caso, será preciso acompanhar de perto o destino dos cerca de R$ 500 bilhões que podem entrar nos cofres públicos em 2019 com as privatizações, PPPs e corte de investimentos. Há muitos grupos de olho nestes números.

Grupos poderosos são habilidosos na arte de justificar as 'vantagens' da concessão de benefícios, incentivos, perdões de dívidas, isenções de impostos, etc. O problema é que este tipo de 'política' não contribuiu em nada com a livre concorrência. Pelo contrário. Grupos menos organizados costumam ficar de fora dos grandes acordos, de modo que tornam-se mais vulneráveis aos grandes grupos. É normal que empresas mais estruturadas retirem rivais menores do mercado apenas para eliminar a concorrência. Na maioria dos casos, empresas menores são fechadas logo após as aquisições.

O desenho traçado pela equipe econômica do novo governo parece bastante generoso com corporações. Será preciso acompanhar o modelo de reforma da Previdência que será apresentado ao Congresso. Na proposta original do atual governo, havia a previsão de criação de um regime único e democrático para todos os brasileiros, no qual todo cidadão passaria a ter direito a um teto único de R$ 5.3 mil. A economia prevista era de R$ 800 bilhões. Pelo esboço da proposta do governo Bolsonaro, algumas categorias do serviço público continuariam a receber mais que os trabalhadores da iniciativa privada. Caso a ideia do regime único e democrático para todos os cidadãos seja retirada da proposta de reforma da Previdência, a economia para o povo cai para R$ 400 bilhões. Ou seja, metade da economia da proposta original.

Neste caso, os cerca de R$ 500 bilhões previstos para entrar em 2019 podem ser pulverizados com a manutenção de privilégios de uma elite no INSS, perdão de dívidas para empresários e incentivos para grupos econômicos. Neste cenário, o Brasil pode sim melhorar bastante a partir do ano que vem, mas apenas para grupos econômicos e integrantes da já abastada elite do serviço público.

O único cenário em que a população poderia colher algum benefício com a entrada de novos recursos nos cofres públicos seria através do aumento do salário mínimo ou da redução drástica nos impostos sobre alimentação, vestuário, combustíveis, etc. No entanto, até o momento, não há qualquer compromisso do futuro governo neste sentido. Os ministros indicados para pastas importantes são representantes de seus respectivos setores. Será preciso acompanhar de perto o que o futuro governo fará para oferecer benefícios diretos ao povo, sem intermediários.

No passado, os governos do PT concederam cerca de R$ 730 bilhões em incentivos para grupos econômicos. Além da garantia da obtenção de financiamentos para as campanhas do partido, havia a expectativa de que os incentivos seriam capazes de aquecer a economia com o aumento do consumo e a geração de mais empregos. Os empresários simplesmente embolsaram as 'vantagens' e não ofereceram nenhuma contrapartida para a sociedade, dona de todo aquele dinheiro. algo bastante previsível.

Se um produtor rural com plena capacidade instalada consegue produzir 'x' toneladas de soja por uma propriedade do tamanho 'y', nenhum incentivo será capaz de ampliar sua produtividade. O mesmo ocorre em qualquer planta industrial. As limitações do mercado de consumo impedem que a produção seja ampliada de forma agressiva. O excesso de oferta provocaria a redução dos preços e das margens de lucro. Nenhuma empresa estaria disposta a azedar o próprio negócio em troca de benefícios. Apesar disso, nenhuma empresa dispensa qualquer benefício que aumente seus lucros sem a necessidade de contratar mais empregados, comprar mais máquinas e produzir mais.

Num cenário em que grupos econômicos saem lucrando, grupos de comunicação vendem a imagem de prosperidade do país com relativo entusiasmo. Tudo depende de onde o dinheiro muda de lugar. O povo mesmo, só se beneficia quando há aumento de salário, redução da inflação e de impostos ou geração de empregos. Será preciso observar por qual caminho a equipe econômica do futuro governo conduzirá o país. Se para os ricos, para o povo ou para todos.


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Após aumento do Judiciário, CNJ aprova continuidade indefinida do auxílio-moradia para magistrados



Logo após a obtenção de um reajuste 16,38% nos salários do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) usou sua última reunião do ano nesta terça-feira, 18, votar sobre a manutenção do auxílio-moradia para a categoria. A proposta foi aprovada por unanimidade em votação de poucos segundos. A nova regra prevê a regulamentação do pagamento de auxílio-moradia aos magistrados brasileiros, no valor máximo de R$ 4.377,73.

A norma tem validade já a partir de janeiro de 2019, quando os magistrados brasileiros também passam a receber o aumento de 16,38% nos salários, que acompanham o reajuste aprovado neste ano no Congresso para os vencimentos de ministros do Supremo. Isto significa que, em muitos casos, não haverá sequer interrupção de um mês no pagamento do penduricalho.

Para conseguir a aprovação do reajuste de 16,38% em seus salários, representantes da categoria sinalizaram que abririam mão do famigerado auxílio-moradia. Dados da Consultoria de Orçamento, Fiscalização e Controle do Senado apontaram que somente em 2017, o contribuinte brasileiro bancou para o Judiciário  cerca de R$ 291 milhões em auxílio-moradia e  R$ 108 milhões para o Ministério Público.

Ao contrário da medida que regia o pagamento de auxílio-moradia, que tinha caráter provisório, a nova regra aprovada pelo CNJ sob a Presidência do ministro Dias Toffoli prevê o pagamento do penduricalho em caráter indefinido.

O benefício no valor de 4.377,73 reais, contudo, foi limitado pelo CNJ e não alcançará toda a magistratura do país, como previa uma decisão liminar tomada em 2014 pelo ministro Luiz Fux e que foi revogada por ele em novembro. Conforme estimativa do Conselho, apenas 1% dos juízes receberá o auxílio. O valor do será revisado ano a ano pelo Conselho.

O benefício no valor de 4.377,73 reais, contudo, foi limitado pelo CNJ e não alcançará toda a magistratura do país, como previa uma decisão liminar tomada em 2014 pelo ministro Luiz Fux e que foi revogada por ele em novembro. Conforme estimativa do Conselho, apenas 1% dos juízes receberá o auxílio, mas este é um dado que deverá ser observado a partir do próximo ano. O valor do será revisado ano a ano pelo Conselho.


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Mourão assume protagonismo e recebe representantes da Câmara de Comércio Árabe Brasileira



O vice presidente da República eleito, General Hamilton Mourão, confirmou em seu perfil no Twitter que se reuniu nesta terça-feira, 18, com representantes da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, entidade que congrega interesses de 22 países árabes nas relações comerciais com o Brasil.

O encontro ocorre em meio à polêmica proposta do presidente Jair Bolsonaro de transferir a  transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, gesto que contraria os interesses da liga árabe. Há uma tensão entre os representantes sobre a possibilidade da medida afetar as relações com o Brasil  não apenas na parte comercial — a região é a principal compradora de produtos de origem animal do Brasil, como carnes bovina e de frango —, mas também em áreas como aviação militar e investimentos. A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira já emitiu vários alertas ao futuro governo neste sentido.

Segundo matéria publicada no Globo, "Outras retaliações podem surgir no decorrer disso, criando embargos às vendas de outros setores da indústria nacional, a exemplo da aviação militar, dado que os países da região do Golfo Árabe são clientes potenciais para a aquisição desse tipo de equipamento", diz um trecho de um levantamento.

Do lado dos investimentos, a imagem do Brasil como um bom ambiente para negócios "pode ficar arranhada". Isso afastaria os fundos soberanos da região, cujos recursos podem ser usados, principalmente, em infraestrutura e logística no país.

No levantamento, elaborado com base em dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior Brasileiro (Siscomex), a entidade destaca que os países árabes são o 5º principal destino de produtos brasileiros. Compraram cerca de US$ 10 bilhões de janeiro a setembro deste ano. O Brasil tem déficit na balança comercial com apenas quatro, dos 22 países árabes: Argélia, Marrocos, Arábia Saudita e Catar.

Segundo resoluções aprovadas pela ONU, o status de Jerusalém deve ser determinado em negociações com os palestinos. Assim, as Nações Unidas não apoiam a reivindicação de Israel de que a cidade seja sua capital "única e indivisível".

Uma fonte graduada do governo brasileiro revelou ao GLOBO que diplomatas que se encontram em embaixadas localizadas nos países árabes estão preocupadas com a segurança. Existe certo temor de que o Brasil seja alvo de grupos radicais contrários à posição de Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Se ele cumprir o que disse, o Brasil se juntará aos Estados Unidos e à Guatemala como os únicos países que tomaram essa posição" diz a publicação.

Ao anunciar o encontro com os representantes da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Mourão sinaliza que pretende empenhar um protagonismo político e diplomático para gerenciar eventuais crises geradas por decisões ou anúncios do novo governo que possam causar transtornos ao país.


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Coaf foi fundamental para decretação da prisão do médium João de Deus. Veja o momento da prisão



Após se entregar  à polícia em uma encruzilhada de uma estrada de terra, no município de Abadiânia, Goiás,  o médium João de Deus já chegou à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) no fim da tarde deste domingo (16). O médium foi levado sem algemas no banco de trás de uma Duster preta.

Um relatório do Coaf entregue as autoridades que apontava uma movimentação financeira atípica nas contas do médium nos últimos dias foi crucial para que as autoridades determinassem sua prisão. A partir das informações fornecidas pelo órgão de controle, as autoridades admitiram que a movimentação de mais de R$ 35 milhões indicava que havia preparativos para uma possível fuga do país.
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Como João de Deus conseguiu retirar R$ 35 milhões de contas bancárias após denúncia? Isto é Brasil



O Globo informa que o médium João de Deus conseguiu retirar cerca de  cerca de R$ 35 milhões de contas bancárias em seu nome logo após o surgimento das primeiras denúncias contra ele sobre abuso sexual.

Segundo a publicação, "investigadores identificaram movimentações recentes nas contas bancárias em nome dele. Segundo estes investigadores, na quarta-feira passada, dia 12, quando as primeiras denúncias de abuso sexual já eram conhecidas, foram retirados cerca de R$ 35 milhões de contas bancárias em nome de João de Deus"


A matéria informa ainda que "A descoberta destas operações fez com que a Polícia de Goiás e o Ministério Público do estado acelerassem o processo para pedir a prisão do médium. O dinheiro foi retirado de aplicações que João de Deus tem em instituições bancárias". 

Após a graves denúncias confirmadas por mais de 300 vítimas de abusos sexuais relatadas no Brasil e em outros seis países do mundo, o médium teve a tranquilidade para percorrer bancos, sacar quantias milionárias e se esconder. Para os intrépidos agentes do MP e autoridades policiais, João de Deus já é oficialmente considerado foragido da Justiça. Parece absurdo? Sim, mas isto é Brasil, um país onde a decretação da prisão de um terrorista vira notícia no Jornal Nacional antes das autoridades colocarem a mão no criminoso. Cesare Battisti também está foragido.

Com informações de O GLOBO
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FHC lamenta episódio envolvendo novo governo e diz que sem confiança e credibilidade impossível reconstruir o país



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifestou neste sábado sobre o episódio envolvendo o presidente eleito Jair Bolsonaro e seus familiares no escândalo do motorista que caiu no relatório do Coaf por movimentação financeira atípica.

Sem citar nominalmente ninguém, FHC afirmou que "Diariamente há pessoas acusadas de corrupção ou mal uso de dinheiro publico. Lamento que antes de começar o novo governo pedras sejam lançadas.É preciso verificar, antes de condenar, mas sem confiança e credibilidade impossível reconstruir o país, como a maioria do povo deseja", observou o ex-presidente por meio de seu perfil no Twitter.

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Por que imprensa dá mais destaque ao R$ 1.2 milhão do motorista de Flávio Bolsonaro, se Coaf revelou milhões de outros políticos do PT e PDT?



Por que imprensa dá mais destaque ao R$ 1.2 milhão do motorista de Flávio Bolsonaro, se Coaf revelou milhões de outros políticos do PT e PDT?

O escândalo revelado pelo relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) que apontou movimentação atípica do policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), tem sido alvo de questionamentos por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Realizado à pedido da Lava Jato do Rio no âmbito de operações que levaram dez deputados estaduais para a cadeia, o relatório mencionou auxiliares de outros 20 deputados da Assembleia fluminense. Na maioria dos casos, os assessores dos demais parlamentares estão envolvidos em repasses muito superiores aos identificados pelo ex-PM motorista de Flávio Bolsonaro.

O que os apoiadores de Jair Bolsonaro questionam sobre a cobertura da imprensa é o fato de darem tanto destaque para o caso do colaborador de Flávio Bolsonaro, que aparece em 17.ª da lista com movimentação de pouco mais de R$ 1.2 milhão, quando pessoas ligadas a políticos como André Ceciliano (PT), movimentaram cerca de R$ 49,3 milhões. Pessoas ligadas a Paulo Ramos (PDT) movimentaram mais de R$ 30 milhões.

MOVIMENTAÇÃO SUSPEITA DE FUNCIONÁRIOS DA ASSEMBLEIA DO RJ EM 2016 (EM MILHÕES)

André Ceciliano (PT)
R$ 49,3
Paulo Ramos (PDT)
R$ 30,3
Márcio Pacheco (PSC) 
R$ 25,3
Luiz Martins (PDT)
(preso) R$ 18,5
Dr. Deodalto (DEM)
R$ 16,3
Carlos Minc (PSB)
R$ 16,0
Coronel Jairo (SD)
(preso) R$ 10,2
Marcos Müller (PHS)
R$ 7,8
Luiz Paulo (PSDB)
R$ 7,1
Tio Carlos (SD)
R$ 4,3
Pedro Augusto (MDB)
R$ 4,1
Átila Nunes (MDB)
R$ 2,2
Iranildo Campos (SD)
R$ 2,2
Márcia Jeovani (DEM)
R$ 2,1
Jorge Picciani (MDB) 
(preso) R$ 1,8
Eliomar Coelho (PSOL)
R$ 1,7
Flávio Bolsonaro (PSL)
R$ 1,2
Waldeck Carneiro (PT)
R$ 0,7
Benedito Alves (PRB)
R$ 0,5
Marcos Abrahão (Avante)
(preso) R$ 0,3

Com tanta gente envolvida no suposto esquema de um mensalinho na Alerj, por que a imprensa tem se concentrado apenas no caso do senador eleito Flávio Bolsonaro? Coaf identificou movimentação suspeita em transferências financeiras de 75 servidores da Alerj

A resposta é bem simples: ninguém sabe quem é André Ceciliano na fila do pão. Já o senador eleito Flávio Bolsonaro faz parte do núcleo duro do presidente Jair Bolsonato. Para se ter uma ideia, o número de comissionados e cargos de confiança no executivo que será comandado por este grupo político gira em torno de 99 mil postos. São indicados políticos que recebem salários de até R$ 20 mil e consomem quase R$ 1 bilhão por ano do dinheiro do contribuinte.

Adicionalmente, este grupo político comandará um orçamento de mais de R$ 2.4 trilhões e tomará decisões sobre o futuro de mais de 200 milhões de habitantes. A preocupação de parte da sociedade neste caso não se refere ao valor movimentado pelo motorista de Flavio Bolsonaro ou o valor de R$ 40 mil repassados pelo ex-PM ao presidente eleito. Não se trata de valor, mas de valores. O caso afetou a imagem do governo perante parte da opinião pública.

Entre os grandes inconvenientes deste episódio, está a narrativa política. O tema servirá de munição eterna para esquerda atacar um governo desde seu início. Nos bastidores, há ainda a possibilidade do caso ser usado por setores do Judiciário como forma de pressionar a futura administração por aumentos de salários e manutenção de privilégios. 
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Governo Temer recuperou mais de R$ 7 bilhões este ano combatendo corrupção. Mais que a Lava Jato



O governo Federal recuperou mais de R$ 7 bilhões entre janeiro e novembro deste ano para os Cofres Públicos em ações de auditoria e fiscalização, segundo o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União. 80% eram de benefícios indevidos do INSS. Para se ter uma ideia, a Operação Lava Jato recuperou cerca de R$ 14 bilhões para os cofres públicos ao longo de 4 anos, numa média de R$ 3,5 bilhões ao ano. O governo recuperou o dobro deste valor em 11 meses. As informações são do Jornal da Band

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Temer sanciona Lei que destina bilhões das loterias para Segurança Pública a partir de 2019



Como informou o Imprensa Viva na terça-feira, 11, o presidente Michel Temer sancionou na tarde de hoje (12) lei que destina receitas da arrecadação de loterias para a segurança pública, bem como para os ministérios do Esporte e da Cultura. Essas duas últimas já recebiam recursos das loterias da Caixa Econômica Federal. A Medida Provisória (MP) 846, que trata do tema, foi aprovada pela Câmara em 21 de novembro, e no Senado no mesmo dia, seguindo para sanção presidencial.

O Ministério da Segurança Pública ficará com cerca de 9,4% da arrecadação bruta das loterias existentes. De acordo com o ministro Raul Jungmann, o setor terá cerca de R$ 4,2 bilhões de receita oriunda dessa lei até 2022. Apenas para o ano que vem, serão cerca de R$ 2 bilhões.

Da verba destinada à segurança pública, metade vai para os estados. A outra metade será dividida em 20% para programas de qualidade de vida dos policiais, agentes de segurança e agentes penitenciários e 30% para gestão do governo federal. A União, segundo Jungmann, poderá fazer convênios com os estados e municípios ou então a compra direta.

Anteriormente, Temer havia editado a MP 841 que criava o Fundo Nacional de Segurança Pública com recursos das loterias federais e tirava recursos das pastas da Cultura e do Esporte. A MP 846, assinada pelo presidente Michel Temer no final de julho, voltou a destinar recursos das loterias federais para os ministérios do Esporte e da Cultura, além de alocar parte dessa verba na área da segurança pública.

Na cerimônia de sanção da lei, Jungmann, exaltou as providências do governo Temer para federalizar a segurança pública. Para ele, o que se fazia antes era um “federalismo acéfalo”. “Se na saúde o processo de construção do SUS foi liderado pela União; se isso aconteceu na assistência, cultura e esportes e nunca na segurança pública, o governo federal teve responsabilidade [de fazer]. Hoje temos uma Política Nacional de Segurança Pública. É lei, institucional e vai dar rumo à segurança pública no Brasil”.

Em junho, Temer já havia sancionado a Lei que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A Lei estabelece diretrizes para a atuação conjunta de diferentes órgãos de segurança federais, estaduais e municipais. A medida integrou no mesmo sistema a Polícia Federal e as polícias civis e militares. Com Sérgio Moro à frente do Ministério da Justiça e Segurança Púbica, o caminho para o combate à corrupção e ao crime organizado a partir de 2019 já está pavimentado pelo atual governo, inclusive no que diz respeito à garantia dos recursos, acrescidos agora dos bilhões das loterias.

Com informações da Agência Brasil
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Dallagnol diz que MP tem que investigar relatório do COAF que apontou que 9 ex-assessores de Flávio Bolsonaro repassaram dinheiro para o seu motorista



O Procurador da República e coordenador da força tarefa do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, se manifestou sobre o escândalo do COAF. Dallagnol afirmou em seu perfil no Twitter que o MP do Rio de Janeiro precisa apurar com agilidade o teor do relatório do COAF, que apontou que 9 ex-assessores do deputado Flávio Bolsonaro repassaram dinheiro para o seu motorista.

Adicionalmente, o Procurador da República utilizou uma matéria publicada pelo Jornal Nacional, que informa que, segundo o relatório do COAF,  datas de depósitos na conta de motorista de Flávio Bolsonaro coincidem com pagamentos na Alerj. A matéria informa que o "Relatório mostrou que ex-funcionário de Flávio Bolsonaro teve movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão. Nove ex-assessores de Flávio repassaram dinheiro para o motorista".

Mais cedo, também por meio de seu perfil no Twitter, a jurista e deputada eleita Janaína Pachoal também manifestou sua indignação com relevação de movimentações financeiras atípicas nas contas do colaborador do deputado Flávio Bolsonaro. Janaína Pachoal afirmou que  "por mais próximo que seja esse alguém, pode chamar a Polícia, pois é bandido", numa referência à possibilidade de viver situação similar, que chegou a classificar como um 'mensalinho'. (AQUI)









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Governo garante mais R$ 2 bilhões para a segurança em 2019 e até R$ 4,5 Bilhões em 2021 com recursos das loterias



A segurança pública deve ganhar um belo reforço no caixa a partir dos próximos anos com a disponibilidade de recursos vinculados às loterias. Segundo o ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, serão R$ 2 bilhões em 2019, R$ 3 bilhões em 2020 e R$ 4,5 Bilhões em 2021".

Jungmann, assinou nesta terça-feira, 11, no Rio um acordo de cooperação com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar equipamentos de segurança pública para a iniciativa privada.

A equipe econômica do governo Temer tem destinado cada vez mais recursos para a Segurança Pública. O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, afirmou que a ideia é montar fundos de investimentos com os recursos para adquirir projetos de tecnologia aplicadas na segurança pública, com uma gestão eficiente.

Jungmann anunciou durante o evento que outras medidas estão sendo tomadas para melhorar a segurança do País, que segundo ele terá no ano que vem mais recursos após a decisão do atual governo de dedicar parte da arrecadação das loterias para a área de segurança. "Pela primeira vez, teremos recursos vinculados às loterias para segurança pública", anunciou Jungmann.
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O recado do secretário-geral da Liga Árabe a Bolsonaro sobre mudança da da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém



A ideia do presidente Jair Bolsonaro em transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel-Aviv para a cidade de Jerusalém não está incomodando apenas os exportadores brasileiros que negociam mais de U$ 10 bilhões ao ano com os países do mundo Árabe.

Esta semana, o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmad Abu Al Ghait, alertou Bolsonaro por meio de uma carta sobre as possíveis consequências da transferência da embaixada brasileira para uma cidade que é fonte de conflitos entre israelenses e palestinos. A comunidade internacional, como forma de se manter neutra no conflito, encoraja as nações a manterem suas embaixadas em Israel na cidade de Tel-Aviv, principal centro comercial do país.

“Dar um passo como este não apenas prejudicaria os interesses palestinos, mas reduziria drasticamente as oportunidades de se alcançar uma paz abrangente”, diz no texto, obtido por Samy Adghirni, da Bloomberg.

Em sua carta, Abu Al Ghait enfatizou ainda a “natureza duradoura das relações árabe-brasileiras e seu potencial de crescimento”. O secretário-geral pediu a Bolsonaro que “leve em consideração o ponto de vista árabe como forma de preservar nossa amizade de longa data”.

A Liga Árabe é uma organização de estados árabes fundada em 1945 com o objetivo de reforçar e coordenar os laços econômicos, sociais, políticos e culturais entre os seus membros. Atualmente possuí 22 Estados-membros, incluindo a Palestina.
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Casa de amigo de Bolsonaro não condiz nem com os R$ 23 mil que recebia



No processo em que a ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle disputava a guarda de um filho dos dois, uma informação em particular chamou a atenção: segundo  declarou Ana Cristina naquele ano de 2008, Bolsonaro tinha uma renda mensal do deputado chegava a R$ 100 mil reais – R$ 183 mil em valores atualizados.

Na época, Bolsonaro recebia R$ 26,7 mil como deputado e R$ 8,6 mil como militar da reserva. No processo, Ana Cristina informava que Bolsonaro tinha outras fontes de renda. Mesmo se recusando a explicar a origem desses recursos, a ex-mulher de Bolsonaro garantiu que a renda dele chagava aos R$ 100 mil reais mensais. (aqui).

Bolsonaro já teria se separado de outra ex-mulher, Rogéria Bolsonaro, por motivos financeiros,  Rogéria se elegeu vereadora em 1996, com o apoio do então marido. Teve dois mandatos. Segundo rumores, ela não teria concordado em 'compartilhar' rendimentos decorrentes do mandato. Bolsonaro alega que se separou da mãe de seus filhos por ela não ter seguido suas orientações políticas. E então deputado diz que se irritava quando Rogéria Bolsonaro  deixava de consultá-lo antes de votar alguns projetos. O casal acabou se separando e, depois de uma briga judicial pelo uso do sobrenome, Rogéria tentou mais uma reeleição. Dessa vez, pelo PMDB. Sem a ajuda de Jair, não conseguiu e abandonou a política.


Rumores à parte, é compreensível que apoiadores do presidente costumam refutar qualquer acusação que paire sobre Bolsonaro e seus familiares. No entanto, mesmo para os que preferem o jornalismo-pollyanna, é preciso considerar as informações disponíveis para analisar não apenas as acusações, como também oferecer um parâmetro das denúncias envolvendo o novo chefe do executivo.

Há poucos dias, uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema criminoso envolvendo deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, acabou resvalando no deputado Flavio Bolsoanro, e, consequentemente no presidente Bolsonaro. A operação da Lava Jato que culminou na prisão de dez deputados cariocas revelou que um colaborador de Flavio Bolsonaro movimentou mais de R$ 1.2 milhão em uma conta criada para, supostamente, centralizar depósitos de cerca de oito assessores do filho de Bolsonaro.

Assim como o caixa 2, o hábito de lotar gabinetes com assessores e ficar com parte de seus salários é, infelizmente, algo muito comum entre a classe política. A investigação conduzida pelo Ministério Público Federal sugere que o colaborador do filho de Bolsonaro, Fabrício Queiroz, tinha a função de administrar parte do salário de assessores de Flavio e de seu pai, Jair Bolsonaro. O ex-PM é amigo de Bolsoanro há 34 anos. Sua filha, Nathalia Queiroz, atuava como secretária parlamentar no gabinete de Jair Bolsonaro em Brasília. Nathalia transferiu a maior parte de seus rendimentos para a contra administrada por Queiroz, cerca de R$ 84 mil que ganhou ao longo de um ano como secretária de Bolsonaro.

A investigação apurou que Queiroz fez pagamentos a Bolsonaro, via Michele Bolsonaro. O presidente assumiu que recebeu, via esposa, cerca de R$ 40 mil de Fabrício Queiroz. Bolsonaro afirmou que o dinheiro era referente a uma dívida que o amigo  tinha com ele, mas admitiu que não informou sobre a entrada dos recursos em sua declaração do Imposto de Renda.

O ex-PM tinha uma renda de cerca de R$ 23 mil. Os problemas futuros para os envolvidos estão abrigados na possibilidade das autoridades pedirem a quebra dos sigilos bancários, telefônicos e fiscais. Neste caso, a movimentação na suposta 'conta de passagem' mantida por Queiroz para receber e sacar depósitos de assessores será cruzada com telefonemas, horários, etc. É desta forma que se monta o quebra cabeça da movimentação financeira atípica de capitais. Siga o dinheiro, ensinam as autoridades. O maior problema neste caso é que tais fatos podem nunca chegar ao conhecimento público. A possibilidade de que setores do Judiciário use 'problemas espinhosos' de políticos para manter altos salários e privilégios também é uma prática considerada comum no Brasil.

Foragido desde o início do escândalo do Coaf,  Fabrício Queiroz mora em uma casa simples e sem pintura externa, em um beco no bairro da Taquara, na Zona Oeste do Rio, revelou  O GLOBO nesta terça-feria, 11. Queiroz tinha praticamente toda a família, incluindo a mulher e duas filhas, empregadas no gabinete de Flavio Bolsonaro. Somando todas as supostas rendas, o total poderia ultrapassar a casa dos R$ 50 mil mensais.

O problema é que a moradia de Queiroz não conidz com esta renda. Segundo a reportagem de O Globo, "Na viela onde Queiroz mora com a mulher, Márcia Aguiar, os imóveis são colados uns aos outros. No beco há varais improvisados do lado de fora das casas, fios emaranhados e canos aparentes. Na casa de Queiroz, um adesivo rasgado com as fotos do presidente eleito Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos, vereador no Rio, está colado na fachada. No segundo andar, que tem a laje sem revestimento, tapetes secavam no parapeito ainda sem janela".

Logo após o escândalo, toda a imprensa tentou entrar em contado com o amigo de longa data do presidente Bolsonaro.  A reportagem esteve na segunda-feira na residência de Queiroz, mas não encontrou nem ele e nem a mulher, Márcia. Vizinhos confirmaram que o casal vive na casa. O chefe de gabinete de Flávio, Miguel Angelo Braga, admitiu que elas não foram à Alerj por estarem tratando de suas defesas:

— Estão buscando informações para os esclarecimentos que já estão com data marcada para ser prestados (ao MP). Não estão aqui pelo assédio da imprensa. Não estão podendo vir pelo constrangimento.

É impossível não levantar determinados questionamentos, diante da precariedade da moradia de Queiroz e sua família. O ex-PM, sua mulher e as duas filhas teriam ficado com todo o dinheiro que recebiam como funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro ou teriam repassado parte de seus rendimentos para a conta administrada por Queiroz?

A casa de Queiroz, cujo valor de mercado não deve passar de R$ 100 mil, não condiz com sua renda. No entanto, a família de Bolsonaso acumulou ao longo dos últimos anos nada menos que 13 imóveis em bairros como a Barra da Tijuca, Copacabana e Urca. Quem mora no Rio de Janeiro sabe que um imóvel nestes bairros não custa menos de R$ 1 milhão.

A verba de gabinete de um parlamentar ultrapassa a casa dos R$ 100 mil mensais. Infelizmente, muitos desempregados se sujeitam a aceitar cargos, abrindo mão de parte do salário. A alegação dos políticos é a de que parte dos recursos servem para assegurar novos mandados e, conseqüentemente, a manutenção dos funcionários lotados em seus gabinetes.

É uma realidade suja? É. Mas é uma realidade, na maioria dos casos. 
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