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Segundo Rodrigo Maia, o que atrai investimentos para o Brasil é o ambiente democrático



Criticado por militantes de diversos espectros políticos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vem conduzindo os trabalhos relacionados aos projetos mais relevantes para o país. Atuando na condução de reformas estruturantes desde o governo passado, Maia afirmou nesta quarta-feira (22) que um ambiente democrático no País favorece o investimento e que eventuais conflitos entre Poderes podem sinalizar de forma negativa para aqueles que querem investir no Brasil. Maia participou de evento sobre a reforma da Previdência promovido pelo jornal Correio Braziliense.

“A gente sabe o que está acontecendo, mas vemos uma maior participação do governo na reforma da Previdência. Isso vai colocar o trem no trilho em relação ao crescimento e ao fortalecimento das instituições democráticas no Brasil”, disse.

“O Parlamento vai trabalhar sempre na construção de um Estado que garanta independência entre os Poderes e uma estrutura que possa recuperar a capacidade de cuidar das pessoas que mais precisam”, afirmou o presidente.

Temas polêmicos
Maia defendeu o diálogo para que a comissão especial que analisa a reforma encontre o melhor caminho para os temas polêmicos, de forma a garantir a economia prevista de R$ 1 trilhão. Entre os temas polêmicos, Maia destacou que a capitalização pode ser aprovada, desde que sua regulamentação fique para um segundo momento. Segundo ele, a capacidade da base da sociedade em poupar e contribuir para um sistema individual de capitalização é muito pequena.

“Talvez você deixar a capitalização aprovada, com um sistema de repartição, e a regulamentação vir num segundo momento, quando a gente tiver o desemprego caindo, a desigualdade caindo, para ter clareza que a maior parte da sociedade vai poder garantir sua poupança”, explicou Maia.

O presidente também defendeu que os estados e municípios não sejam retirados da reforma. Para ele, não adianta resolver o problema previdenciário da União e deixar a Previdência dos estados com déficit.

“É um sistema único: se a gente não resolver o todo, a gente não resolve o problema previdenciário brasileiro”, ressaltou Maia.

Despesas públicas
Rodrigo Maia voltou a afirmar que a estrutura do Estado brasileiro é responsável por boa parte dos problemas enfrentados no País, e, por essa razão, é importante discutir as despesas públicas obrigatórias. Segundo ele, a reforma da Previdência é o primeiro passo para isso.

“A gente falar de uma economia de R$ 1 trilhão, num momento em que a desigualdade tem crescido, precisa ser muito bem explicado para sociedade. O equilíbrio do sistema previdenciário é decisivo para que, de fato, a gente possa começar a organizar os gastos públicos”, defendeu.

Líder do governo
O presidente da Câmara voltou a afirmar que não houve rompimento com o líder do governo na Câmara, deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO), apenas ressaltou que não tem relação pessoal com ele.

“Não posso romper com quem nunca tive relação. Eu falo com ele nas reuniões de líderes, ele participa, não excluo ninguém. Agora, quando eu convido três ou quatro deputados para conversar, ele não faz parte desse meu núcleo de relações”, disse.


Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias' 
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Mourão trabalha para que o país possa exportar produtos de maior agregado para a China, maior parceiro comercial do Brasil



Bem longe das controvérsias que envolve membros do governo brasileiro, o vice-presidente Hamilton Mourão está na China trabalhando para ampliar a relações comerciais com o Brasil, num esforço que visa abrir novas frentes de negócios que possam gerar mais empregos no Brasil.  Mourão afirmou  nesta quarta-feira (22), durante um simpósio do Conselho Empresarial Brasil-China, em Pequim, que a demanda por alimentos por parte do país asiático seguirá crescendo, mas é preciso diversificar as exportações brasileiras com produtos de maior valor agregado. No ano passado, os principais produtos exportados pelo Brasil foram soja, combustíveis e minérios de ferro e seus concentrados, que são, basicamente, matérias-primas.

"A China continuará a crescer acima da média mundial e sua demanda por alimentos, por exemplo, deverá crescer de 11% a 13% até 2030. Iremos trabalhar para ampliar e diversificar as exportações brasileiras com maior valor agregado. Aumentar o volume e redirecionar os investimentos chineses para áreas de interesse do Brasil e aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação", disse Mourão, que cumpre até sexta-feira (24) uma visita oficial ao país.

A China é, desde 2009, o principal parceiro comercial do Brasil. A corrente de comércio bilateral alcançou, em 2018, US$ 98,9 bilhões (exportações de US$ 64,2 bilhões e importações de US$ 34,7 bilhões). O comércio bilateral caracteriza-se por expressivo superávit brasileiro, mantido há nove anos, e que, em 2018, atingiu recorde histórico de US$ 29,5 bilhões. Já o saldo das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos deixou um saldo negativo de cerca de US$ 1 bilhão. O Brasil vendeu para os EUA US$ 30 bilhões aos americanos no ano passado, mas comprou US$ 31 bilhões. Cada bilhão a mais faz uma grande diferença neste caso, pois pode representar milhares de empregos a mais para o lado que consegue manter o saldo positivo.

Cosban
Mourão presidirá amanhã (23) a 5ª reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), também na capital chinesa. Ele também será recebido, no dia seguinte, pelo presidente do país, Xi Jinping. A viagem a China é preparatória para a ida do presidente Jair Bolsonaro ao país, no segundo semestre.

Instituída em 2004, a Cosban é o principal mecanismo de coordenação da relação bilateral entre o Brasil e a China e é comandada pelos vice-presidentes dos dois países. Mourão deu um passo importante na recomposição das relações do Brasil com a China A comissão não se reunia desde 2015. A uma plateia formada por empresários e diplomatas, o vice-presidente disse hoje que pretende ampliar o "arcabouço" de assuntos tratados pela Cosban.

"Proporemos que o arcabouço da Cosban seja atualizado de modo a refletir a nova realidade da agenda bilateral. Quando o mecanismo foi criado, em 2004, o nosso comércio bilateral era 11 vezes menor, os investimentos de parte a parte eram poucos expressivos e os Brics sequer exisitiam. Desde então, nosso relacionamento diversificou-se e tornou-se mais complexo e intenso", disse.

Reformas
Em seu discurso dirigido a empresários, o vice-presidente fez uma defesa enfática das medidas econômicas apresentadas pelo atual governo brasileiro, como a reforma da Previdência, como forma de corrigir problemas fiscais e destravar a economia do país.

"O PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro cresceu 2%, na média anual, entre 1980 e 2018. A produtividade da mão de obra aumentou somente 0,2% ao ano. Para reverter esse quadro, o governo vem implementando medidas para reequilibrar as contas públicas, simplificar o ambiente regulatório e reduzir o custo tributário, além de privatizar empresas públicas e reformar o sistema educacional. Estamos combatendo a ineficiência, que pesa sobre os ombros dos brasileiros que desejam investir, trabalhar e produzir. Com o objetivo de equilibrar os resultados fiscais, o governo propôs reformar o sistema de seguridade social, reduzir subsídios fiscais e diminuir o custo do Estado", disse.

Muralha
Na manhã desta quarta-feira (22), pelo horário da China, terça (21) à noite no horário de Brasília, Mourão fez uma visita à Muralha da China, patrimônio mundial da Unesco. A fortificação tem mais de 8,8 mil quilômetros de extensão e começou a ser erguida há mais de 2,2 mil anos. No final do dia, o vice-presidente participou do evento Brazilian Beef, projeto da associação dos criadores brasileiros de gado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para promover a carne brasileira no exterior e ampliar as exportações de carne bovina para o mercado chinês.



As informações são da Agência Brasil

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Bolsonaro diz ter carta 'na manga' que pode economizar mais que a reforma da Previdência



O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu a todos na manhã desta quarta-feira durante café da manhã com a bancada de deputados federais do Nordeste, no Palácio do Planalto. Na ocasião, o presidente anunciou que o governo estuda um projeto que poderá gerar melhor resultado fiscal do que a economia estimada com a reforma da Previdência, que é de cerca de R$ 1,16 trilhão em 10 anos.

"Não quero adiantar aqui, brevemente estará sendo apresentado aos senhores antes, em especial aos presidente da Câmara e líderes, um projeto que, com todo respeito ao Paulo Guedes, a previsão de nós termos dinheiro em caixa é maior do que a reforma da Previdência em 10 anos. E ninguém vai reclamar desse projeto, com toda certeza será aprovado com unanimidade nas duas Casas", disse Bolsonaro.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) informou não ter detalhes sobre a proposta, que "será divulgada oportunamente". À tarde, após reunir-se com Bolsonaro no Palácio do Planalto, o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, conversou com jornalistas sobre a proposta mencionada pelo presidente e disse que ainda vai analisar detalhadamente o texto para verificar, inclusive, sua viabilidade. Segundo Cintra, trata-se de um medida de reavaliação patrimonial de bens declarados por pessoas físicas e jurídicas. Ele não soube explicar como o governo aumentaria receitas, mas negou que haverá aumento de imposto.

"A temática é essa, reavaliação de patrimônio, que normalmente são declarados pelos valores históricos e que poderiam, eventualmente, ser declarados para valores de mercado e, logicamente, isso vai implicar uma agilização de mercado, facilitação de negócio e alguma arrecadação extra por aqueles que optem ou que vierem a optar por um regime diferenciado. Mas não tenho os detalhes, não recebi o projeto ainda, é apenas uma solicitação do presidente para que a Receita se debruce sobre esse projeto", afirmou.

Questionado sobre o valor da arrecadação que o projeto poder gerar aos cofres públicos, Cintra disse que essas projeções serão analisadas. "O presidente tem indicações, mas nós vamos confirmar isso no momento oportuno", acrescentou.

No início da noite desta quarta-feira, durante o briefing diário com jornalistas no Palácio do Planalto, o porta-voz da Presidência da República leu uma posição oficial do governo sobre o anúncio de Bolsonaro aos parlamentares nordestinos.

"O projeto a que o presidente se referiu trata da reavaliação de patrimônio e alguns mecanismos que permitem a atualização dos valores e, com isso acabar com boa parte do contencioso, boa parte da burocracia envolvida. Esse projeto será estudado e discutido com profundidade pelo Ministério da Economia".

Com informações da Agência Brasil
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Senado aprova MP que garante bagagem de até 23 quilos sem custo e abre setor aéreo ao capital estrangeiro



O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (22) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 12/2019, apresentado à Medida Provisória 863/2018, que autoriza até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas com sede no Brasil. O texto aprovado pelo Congresso também autoriza cada passageiro a levar, sem cobrança adicional, uma mala de até 23 quilos nas aeronaves a partir de 31 assentos. Aprovada no último dia de sua vigência, a matéria será encaminhada à sanção presidencial.

O Senado manteve as alterações feitas pela Câmara no relatório apresentado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), autor do parecer da comissão mista que analisou a MP, editada no final do governo Michel Temer. Os deputados retiraram duas emendas apresentadas pelo relator.

No caso do controle das aéreas pelo capital internacional, ficou de fora da MP a proposta de condicionar esse controle à operação, por um mínimo de dois anos, de 5% dos voos em rotas regionais. Os deputados também rejeitaram emenda que previa a operação de voos internacionais por tripulantes brasileiros, ressalvada a possibilidade de no máximo 1/3 de comissários estrangeiros.

O teor das emendas rejeitadas deverá ser incorporado ao Projeto de Lei (PL) 2.724/2015, aprovado no mês passado na Câmara, que permite ao capital estrangeiro controlar empresas aéreas com sede no País e reformula regulamentos do setor de turismo. A proposta aguarda votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, onde tramita como PL 1.829/2019, sob a relatoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Voos regionais
Defensor da MP, o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) reiterou em Plenário o compromisso assumido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, de editar decreto como forma de impor o cumprimento do percentual de 5% em voos regionais pelas companhias aéreas, previsto inicialmente no relatório apresentado por Roberto Rocha, não acatado pela Câmara.

Até a edição da MP 863/2018, o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565, de 1986), alterado pela medida, permitia a participação de capital estrangeiro até o limite de 20%. Com a MP, esse controle sem restrições será igual ao de países como Argentina, Colômbia, Bolívia e Índia. Austrália, Nova Zelândia e União Europeia admitem 100% de capital estrangeiro para empresas que atuem somente dentro de seu território.

Franquias
A franquia de até 23 kg é a mesma existente à época em que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) editou resolução permitindo a cobrança de bagagens. Essa franquia é prevista para as linhas domésticas e em aeronaves a partir de 31 assentos. Em aeronaves de 21 a 30 assentos, o passageiro poderá despachar sem custo adicional 18 kg; e em aeronaves de até 20 assentos, 10 kg. Em voos com conexão, deverá prevalecer a franquia de bagagem referente à aeronave de menor capacidade.

Nas linhas internacionais, a franquia de bagagem funcionará pelo sistema de peça ou peso, de acordo com regulamentação específica. Nas linhas domésticas em conexão com linhas internacionais, quando conjugados os bilhetes de passagem, prevalecerá o sistema e o correspondente limite de franquia de bagagem estabelecido para as viagens internacionais.

O texto aprovado no Congresso proíbe o uso da franquia de bagagem para transporte de animais vivos, e a soma total do peso das bagagens de passageiros não pode ultrapassar os limites contidos no manual de voo da aeronave.

Preços
Fernando Bezerra disse que a MP facilita o investimento no transporte aéreo, que se encontra em crise decorrente da situação falimentar da Avianca Brasil. Com isso, afirmou, o país se tornou oligopólio de três empresas que abusam do poder econômico para estabelecer o preço que bem entendem das passagens aéreas.

Já o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que as mudanças contidas na MP são adequadas, e elogiou a decisão de Roberto Rocha de proibir, em seu relatório, a cobrança de bagagens com peso superior a 23 quilos.

Por sua vez, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse que a MP “é infelizmente necessária” em razão da atuação de “apenas duas ou três empresas” no mercado.

O senador Jayme Campos (DEM-MT) destacou a importância dos voos regionais, e disse que as empresas aéreas “só querem o filé e não comer carne de segunda”. Ele afirmou que os cidadãos brasileiros são “extorquidos” pelos preços impostos pelas companhias aéreas, que ainda contam com benefícios do governo federal.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) apontou avanços com a aprovação da MP, e disse que as companhias aéreas precisam olhar para os estados que não são considerados “os filés da aviação”.

A aprovação da matéria foi também saudada pelos senadores Rodrigo Cunha (PSDB-AL), Reguffe (sem partido-DF) e Carlos Viana (PSD-MG).

Controle
Esta não foi a primeira vez, em período recente, que a Câmara dos Deputados analisa a questão. Em março de 2016, a ex-presidente Dilma Rousseff assinou medida provisória que, entre outros pontos, elevava o capital estrangeiro nas empresas aéreas para 49% (MP 714/2016). Durante discussão na Casa, o percentual subiu para 100%.

Diante de risco de derrota no Senado, onde a ampliação não foi bem recebida, o então presidente Michel Temer fez um acordo com os partidos da base do governo para aprovar a MP, com o compromisso de vetar a parte sobre a elevação do capital estrangeiro, que seria reenviada por meio de projeto de lei.

A solução foi uma alternativa para salvar o texto, que continha outros pontos importantes para o governo, como o perdão de dívidas da Infraero com a União. Em seguida, em vez de tratar do tema apenas por meio do PL 2.724/15, o Executivo decidiu editar a MPV 863/2018, em 13 de dezembro do ano passado, após acertos do período de transição de governos.

Com informações da Agência Câmara Notícias e Agência Senado
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Ao lado de Witzel e Crivella, Bolsonaro diz que problema do Brasil é a classe política

Imagem do G1


Em meio as dificuldades de relacionamento com o Congresso Nacional, o O presidente Jair Bolsonaro voltou a se queixar da classe política na manhã desta segunda-feira (20). Ao lado do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel  so prefeito do Rio, Marcelo Crivella, Bolsonaro afirmou que o Brasil é "um país maravilhoso" e que o grande problema "é a nossa classe política", disse o presidente durante cerimônia na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

"É um país maravilhoso que tem tudo para dar certo, mas o grande problema é a nossa classe política. É 'nós' [Wilson] Witzel, 'é nós' Crivella, sou eu Jair Bolsonaro, é o Parlamento em grande parte, é a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa. Nós temos que mudar isso. Não existe maior satisfação para um político do que ser reconhecido em qualquer lugar, do Brasil ou fora do Brasil. Ser reconhecido pelo lado bom. Temos que mudar o destino do Brasil."

Bolsonaro atuou como parlamentar por quase três décadas e está bastante familiarizado com as divergências entre deputados, senadores e presidentes da República. Ao longo de sua carreira como deputado, em partidos do hoje Centrão, como PTB, PFL e PP, Bolsoanro discordou de projetos importantes em vários governos. votou contra o Plano Real, a privatização da Vale, a privatização da Telefonia, militou contra várias reformas da Previdência, contra a Reforma Administrativa, contra a quebra do monopólio exploração estatal do Petróleo e Contra Lei de responsabilidade Fiscal, entre outras posições polêmicas. Há poucos dias, o presidente confessou se sentir arrependido por não ter apoiado a proposta de reforma da Previdência do governo Temer. Hoje, como presidente, Bolsonaro reconhece que governar é mesmo uma tarefa árdua.

Diante das dificuldades alegadas para aprovar projetos de interesse do governo, o presidente deveria adotar uma postura mais radical em relação à classe política que tanto condena. Seria ideal que convocasse partidos e parlamentares para explicar a real situação do país. Caso alguém ouse propor o famigerado 'toma-lá-da-cá', deveria denunciar o proponente publicamente. Munido desta disposição, certamente a mais adequada para o momento atual, ninguém ousaria barganhar vantagens com o presidente.

Com informações do G1
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Homem diz que governo Bolsonaro não está dando certo por conta de 'macumba'



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Proposta de Bolsonaro e Guedes para a Previdência pode ir para lata do lixo. Grupo de Maia prepara nova proposta



Os desgastes contínuos entre o presidente Jair Bolsonaro e o Congresso, sobretudo com a Câmara dos Deputados, na tramitação da proposta de governo para a reforma da Previdência tem um novo capítulo. Desta vez, há o risco da proposta apresentada por Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, ir parar na lata do lixo.

Segundo a Gazeta do Povo, "Um grupo de deputados que inclui o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu apresentar um novo projeto de reforma da Previdência, abandonando o texto enviado em fevereiro pelo governo".

Impasses na tramitação do projeto mais importante para a economia do país teriam levado lideranças da Câmara à adoção de uma proposta alternativa à do governo. Segundo o presidente da Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), a decisão já foi tomada em reunião na casa de Rodrigo Maia na noite de quinta-feira. A decisão teria sido tomada por  líderes de partidos do grupo conhecido como Centrão.

O deputado Marcelo Ramos entende que a decisão de apresentar um substitutivo ao projeto enviado pela equipe do ministro Paulo Guedes está relacionada à relação completamente desgastada entre o Legislativo e o governo Bolsonaro. “Este é um governo que desconsidera completamente o Parlamento”, afirmou.

Para o deputado, apresentar um novo projeto é a única chance de a reforma da Previdência ser aprovada. “Essa é uma reforma muito importante para o País, fundamental, e não podemos correr o risco de não ser aprovada porque o deputado antipatiza com o governo Bolsonaro”, afirmou.

Segundo o parlamentar, um projeto a ser definido para ser apresentado ainda será discutido a partir da próxima semana.

“Mas há alguns projetos no Congresso que podem servir de base.” Ele deixou claro, no entanto, que o substitutivo terá de ser apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que é o relator do projeto na Comissão Especial da Previdência"

Há quem entenda que a iniciativa possa até mesmo vir a ser encorajada pelo governo de forma indireta. Bolsonaro já declarou mais de uma vez que não gostaria de tocar uma reforma da Previdência. Por se tratar de uma iniciativa independente, a proposta de tocar a própria reforma blinda o grupo de acusações do governo sobre o tal do toma lá, dá cá. Na prática, ninguém teria que negociar pontos da proposta com Bolsonaro ou com Guedes.

Ao assumir a responsabilidade sobre a iniciativa, Maia e seu grupo poderão arcar com eventuais ônus em relação ao desgaste perante a opinião pública. Por outro lado, o mesmo grupo poderá se capitalizar politicamente, caso a reforma ajude a tirar o País da situação econômica precária observada nos primeiros meses deste ano. Resta saber se o ubstitutivo ao projeto enviado pela equipe do ministro Paulo Guedes será mais ousado em relação ao corte de privilégios de determinados setores.

Com informações da Gazeta do Povo
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Em conversa com sindicalistas, FHC diz que "Presidente que não toma em consideração o Congresso corre o risco de cair"



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ainda se mantém como uma voz ativa na política nacional. Apesar da polidez e elegância, o tucano não consegue esconder seu descontentamento com o governo do presidente Jair Bolsonaro. Há poucos dias, FHC sugeriu que seria melhor que Bolsonaro ficasse calado em certas circunstâncias, por não entender de economia. O ex-presidente postou a sugestão em suas redes sociais na ocasião em que Bolsonaro interferiu na decisão da Petrobras de elevar o preço do Diesel. A empresa acabou aumentando o valor do combustível cinco dias depois, mas suas ações na Bolsa sofreram uma queda considerável durante o episódio.

"A Bolsa caiu, as ações da Petrobras despencaram. Pr que não avalia consequências do que diz leva a incertezas. As da economia nem sempre controlamos. As políticas, vindas de quem mais pode, são perigosas. O país paga caro. Tomara que os que pouco sabem aprendam ou calem" sugeriu FHC na ocasião.

Esta semana, durante conversa com sindicalistas da Força Sindical, em São Paulo, o tucano afirmou que um presidente da República que não tem maioria no Congresso corre o risco de perder o cargo. FHC falava sobre o impeachment de Dilma Rousseff, afastada em 2016, e não citou o presidente Jair Bolsonaro, mas admitiu que o risco existe.

“No episódio da Dilma é um caso perigoso que pode acontecer. Os partidos são fracos mas o Congresso é forte. É um paradoxo no Brasil. O presidente que não toma em consideração o Congresso corre o risco de cair. Tem que entender que aquilo ali representa uma vontade nacional”, disse o ex-presidente.

Segundo o Estadão, Fernando Henrique frisou "que é em princípio contra deposições de presidentes porque considera o movimento traumático e que gera custos elevados ao país mas afirmou que em alguns casos, como o da petista, isso é inevitável. Sobre o momento atual, disse ser impossível prever o futuro mas considera que a conjuntura “ainda” permite fazer tal afirmação.

“Não dá para prever o que vai acontecer porque as coisas mudam. Mas estou dizendo agora porque as circunstâncias permitem ainda dizer isso”, afirmou o tucano.
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Bolsonaro teria chamado Mourão para vice para fugir de Bebiano, que estaria de olho na vaga, diz Estadão



As polêmicas envolvendo o vice-presidente Hamilton Mourão ao longo da semana são apontadas como resultantes do acúmulo de controvérsias alimentadas pelo próprio Mourão ao longo dos primeiros meses de governo do presidente Jair Bolsonaro. Esta é a conclusão da maioria dos apoiadores do núcleo do presidente, incluindo seus próprios filhos Eduardo e Carlos Bolsonaro. O vereador pelo estado do Rio de Janeiro disparou nada menos que 16 postagens nos últimos dias em seu perfil no Twitter expondo o vice aos seus seguidores.

Segundo o Estadão, o próprio Bolsonaro não estaria satisfeito com a postura de seu vice, que estaria atuando como um 'presidente paralelo' em busca de holofotes. Segundo a publicação, Bolsonaro teria afirmado que escolheu Mourão de última hora para evitar uma possível articulação de seu ex-ministro Gustavo Bebiano para ficar com a vaga de vice durante a campanha.


Segundo o Estadão, "Pouco antes de a nova ofensiva contra Mourão vir à tona, o próprio presidente fez reparos à atuação do general, durante um voo de Brasília para o Rio, em conversa com senadores e um deputado. A impressão de passageiros daquela comitiva foi a de que, para Bolsonaro, Mourão se movimenta como uma espécie de presidente paralelo, mais interessado em holofotes.

A viagem ocorreu no último dia 11, após a cerimônia para comemorar cem dias de governo. O Estado ouviu três parlamentares que estavam no voo e, sob a condição de anonimato, todos confirmaram o incômodo do presidente com o vice. Naquele dia, Bolsonaro foi ao Rio para assistir a uma palestra do pastor John Hagee e participar de um almoço do Conselho de Ministros Evangélicos do Brasil.

Descontraído, acima das nuvens, Bolsonaro apresentou ali vários problemas com o vice que, nove dias depois, apareceram nas redes sociais do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Ele não gostou, por exemplo, de Mourão ter aceitado fazer palestra no Wilson Center, nos EUA, no dia 9, após receber um convite dizendo que os primeiros cem dias do governo foram marcados por uma “paralisia política”. A convocação também elogiava o vice, tratado como “uma voz de razão e moderação, capaz de orientar a direção em assuntos nacionais e internacionais”.

No “voo da queimação”, como ficou conhecida aquela viagem entre os passageiros, Bolsonaro lembrou que havia convidado o general em cima da hora para ser seu vice, no ano passado, porque tinha certeza de que o então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, queria a vaga. A convicção vinha do fato de que todo político chamado na campanha para fazer dobradinha com ele era “fuzilado” no outro dia pelos jornais. Bolsonaro concluiu, então, que Bebianno detonava todos os candidatos a vice e agia como um “traidor” para ocupar o posto.

Nomeado ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Bebianno foi demitido em fevereiro, após uma queda de braço justamente com Carlos, o filho “zero dois”, que hoje direciona sua artilharia contra Mourão. Os ataques foram puxados pelo escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, que no sábado publicou um vídeo com ruidosas críticas aos militares. Ao se referir à ala fardada do governo, Olavo disse que “cabelo pintado e voz empostada” são a herança das escolas dirigidas por “milicos”. O vídeo chegou a ser postado no canal de Bolsonaro no YouTube, mas depois foi apagado. Irônico, o vice respondeu que Olavo “deve se limitar à função que desempenha bem, a de astrólogo”.

União. No bate-papo durante a viagem de pouco mais de uma hora ao Rio, após deixar a cerimônia na qual Mourão estava a seu lado, Bolsonaro disse ter certeza de que muitos no governo agem para afastá-lo de seus filhos. Assegurou, no entanto, que ninguém conseguirá separá-lo de Carlos, do deputado Eduardo (PSL-SP) e do senador Flávio (PSL-RJ). Em entrevista ao Estado, nesta quarta-feira, Eduardo afirmou que Mourão tem causado ruído no Planalto por causa de suas declarações polêmicas.

Na prática, Olavo de Carvalho e os filhos de Bolsonaro avaliam que o vice está em campanha e quer o lugar dele. No Twitter, nesta quarta-feira, Carlos voltou a dirigir farpas a Mourão. “Vice contraria ministros e agenda que elegeu Bolsonaro presidente”, escreveu ele. Antes, o vereador já havia considerado “estranhíssimo” o alinhamento do vice com “políticos que detestam o presidente”, citando a defesa que Mourão fez do ex-deputado Jean Wyllys.

“Esse tipo de comunicação por redes sociais não contribui em nada”, afirmou o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), um dos que estavam no voo com Bolsonaro. “O governo tem muito dever de casa a fazer para ficar administrando esse tipo de confronto.” Além de Sóstenes, participaram da comitiva o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Zequinha Marinho (PSC-PA) e Vanderlan Cardoso (PP-GO), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e Pastor Everaldo, que comanda o PSC. O pastor se sentou ao lado de Bolsonaro no avião.

Mourão disse a interlocutores que considera “absurda e descabida” a desconfiança sobre ele. “Estou aqui para ajudar. Não sou desleal”, reagiu o vice, negando que suas ações tenham no horizonte a disputa para as eleições de 2022. “Isso não existe. Não vou me candidatar. Há muito envenenamento nessa história.”

O Planalto não quis comentar as críticas feitas por Bolsonaro na viagem do dia 11 ao Rio. Na tentativa de mostrar que não há atrito entre os dois, o presidente convidou Mourão para descer com ele, nesta quarta-feira, 24, a rampa interna da sede do governo e pôs a mão em seu ombro. “Estamos juntos”, disse.

Generais próximos de Bolsonaro tentam pôr panos quentes na crise, mas, a portas fechadas, admitem que Carlos está “incontrolável”.

Carlos Bolsonaro seria influenciado pelo astrólogo radicado na Virgínia, nos Estados Unidos. Este, por sua vez, também teria influenciado o pastor Marco Feliciano, que chegou a protocolar um pedido de impeachment contra Mourão na semana passada.

Não há qualquer dúvida de que o Brasil passa por mais uma crise institucional na qual o presidente e seu vice parecem envolvidos em polêmicas que nada contribuem para a estabilidade política e econômica do país. O governo está dividido em núcleos compostos por evangélicos, militares e bolsonaristas que se digladiam nos bastidores em busca de poder e espaço na administração pública. O problema é que os integrantes do Centrão não estão nada satisfeitos com as práticas de bastidores do governo. Há ressentimentos inconfessos sobre as críticas quanto ao que seria a velha política.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (24) que “ninguém explicou o que é a nova política ainda” e criticou a associação que se faz do Parlamento com a “velha política”. Maia afirmou que não se pode criminalizar todo tipo de indicação política no governo. “Não pode transformar a participação de um partido no governo em um crime, que não é”, afirmou o presidente da Câmara, citando como exemplo o número de militares no governo.

“Outro dia eu fui no Comando Militar e não tem mais general. Eles estão todos no governo”, brincou. “Isso não é velha ou nova política. Eles são quadros de grande qualidade. Agora, por que é que um político não pode ser um quadro de grande qualidade e participar do governo?”.

Em meio a tantas divisões internas, uma rede de intrigas entre o presidente e seu vice é algo que não contribuiu em nada para o bom encaminhamento das reformas que o país precisa. Diante de divisões tão profundas, qualquer governo tende a enfrentar maiores dificuldades para implementar políticas que possam tirar a economia do país do quadro de estagnação. Num quadro de crise política, eleva-se o risco de ceder a pressões para aprovar projetos importantes, algo que não parece ser um bom caminho num quadro de crise econômica.

Com informações do Estadão
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Mais artistas poderão ser beneficiados da Lei Rounaet com redução do teto, promete Bolsonaro



O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (18) que o governo prepara um pacote de alterações na Lei federal de Incentivo à Cultura (8.313/91), a chamada Lei Rouanet, para incluir o estabelecimento de um teto máximo de R$ 1 milhão por projeto. As alterações devem ser publicadas por meio de Instrução Normativa do Ministério da Cidadania nos próximos dias. Segundo o presidente, atualmente os projetos podem captar até R$ 60 milhões, valor que ele considera exorbitante.

"O teto era até R$ 60 milhões. Artistas recebiam ou poderiam receber até R$ 60 milhões. Passamos esse limite para R$ 1 milhão, acho que ele tá alto ainda, mas diminuímos 60 vezes o valor desse teto. Então, mais gente, mais artistas poderão ser beneficiados da Lei Rounaet", afirmou durante transmissão ao vivo em sua página oficial no Facebook, acompanhado por uma tradutora de Libras.

O orçamento da Lei Rouanet é de cerca de R$ 1 bilhão por ano. Ela funciona como mecanismo de abate de impostos. As empresas que patrocinam projetos culturais podem deduzir até 4% do imposto de renda. A escolha dos projetos a serem apoiados cabe aos próprios patrocinadores e não ao governo.

O presidente defendeu o novo valor para o teto de captação de projetos via Lei Rounet e estima que será ampliado o número de artistas contemplados. "Com R$ 1 milhão, com todo respeito, dá pra fazer muita coisa, em especial alavancar esses artistas da terra, raiz, para que eles tenham uma carreira promissora no futuro", acrescentou.

Com informações da Agência Brasil

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Gleisi Lula Hoffmann explora aumento da pobreza causado pelo próprio PT no Brasil



Valendo-se de um relatório no qual o Banco Mundial alerta para aumento da pobreza no Brasil, qual o número de pessoas que vivem na pobreza no país tenha atingindo 21% da população, ou 43,5 milhões de brasileiros, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), usou seu perfil no Twitter para alavancar a notícia.




O documento intitulado Efeitos dos ciclos econômicos nos indicadores sociais da América Latina: quando os sonhos encontram a realidade, demonstra que o aumento da pobreza nesse período foi de 3%, ou seja, um número adicional de 7,3 milhões de brasileiros passou a viver com até US$ 5,50 por dia. No ano de 2014, o total de brasileiros que viviam na pobreza era de 36,2 milhões (17,9%). O quadro negativo teve início com a forte recessão que o país atravessou a partir do segundo semestre daquele ano, que durou até o fim de 2016, justamente o período da catástrofe petista na administração pública, que culminou com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Isso a Gleisi não mostra.
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FHC diz que Governo Bolsonaro é pior que imaginava e que não viu nada até agora



Em entrevista concedida à BBC News Brasil na sede do Instituto que leva seu nome, no centro de São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a tecer críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

"Hoje, há três meses sob a nova administração, o tucano é mais taxativo. Bolsonaro, diz, é pior do que ele esperava. Quase cem dias depois da posse, o sociólogo de 87 anos afirma não ter visto "nada" do governo", informa a publicação.

O ex-presidente afirma que o governo Bolsonaro precisa aprender a se relacionar com o Congresso, se comunicar com a população para explicar medidas consideradas fundamentais pelo governo, como a reforma da Previdência. "Na reforma da Previdência, o presidente tem que se meter. Ou algum ministro que seja quase presidente."

FHC criticou ainda a postura do ministro da Economia, Paulo Guedes, defendendo que o economista deveria assumir a parte política na condução das propostas do governo.

"Fui ouvir o debate com o ministro da Economia no Senado. Bom, ele dizia coisa com coisa, né? Abstratamente. Agora, quando chegava o negócio da política, ele dizia 'mas não é meu terreno'. Como não é seu terreno? Ou tem o terreno da política ou não existe a transformação do governo num objetivo e num processo."

Companhe abaixo um pequeno trecho da entrevista:

FHC - Estamos perdendo oportunidades. Num mundo difícil, confuso, você tem que ter algum objetivo e estratégia. Se nos perdermos no que se chama de "curto-prazismo", não acontece nada. O que vai ser daqui a dez anos? Daqui a 20? O que eu quero fazer? Quero mandar o homem para Lua? Eu quero fazer o quê? [...] Alguma coisa mais concreta para que você possa orientar o sentimento e o comportamento das pessoas em uma certa direção.

BBC News Brasil - Mas em relação aos temores que o senhor mencionou, esses três meses foram melhores ou piores do que tinha imaginado?

FHC - Acho que piorou no seguinte sentido: não vi nada.

BBC News Brasil - É pior do que o senhor esperava?

FHC - É.

BBC News Brasil - O que o senhor esperava?

FHC - Um caminho. Vamos pegar uma coisa concreta. O setor econômico do governo parece ter um caminho, posso concordar ou não, mas é um caminho. Só que não vi esse caminho se transformar numa realidade congressual. E vivemos numa democracia, não adianta eu saber. Tem que fazer com que os outros estejam de acordo e votem do meu lado. Não vejo organização no Congresso para isso.

Leia a entrevista completa no site da BBC Brasil
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Filho de José Dirceu chama Paulo Guedes de "Tigrão" e "Tchutchuca" e leva resposta à altura - Vídeo



O clima esquentou na Comissão de Constituição e Justiça audiência durante a audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes nesta quarta-feira, 03, quando o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu se referiu ao ministro como "Tirgão" e "Tchutchuca".

Zeca Dirceu indagou o ministro sobre a proposta de reforma, alegando que Guedes estaria privilegiando os ricos e prejudicando os pobres.

"Eu estou vendo que o senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidade. É tigrão quando é com agricultores, com professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país. O cargo público que você ocupa exige uma outra postura", afirmou Dirceu.

Visivelmente irritado, Guedes devolveu as ofensas, citando familiares de Zeca Dirceu:"Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a avó!", berrou o ministro, que chegou a ameaçar deixar o local.


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Bolsonaro se saiu muito bem em seu primeiro grande desafio no campo político



O presidente Jair Bolsonaro foi duramente criticado esta semana por vários setores da política e imprensa por um gesto bastante singular: a criação de um escritório comercial brasileiro em Jerusalém sem atribuições diplomáticas.

A decisão de Bolsonaro contrariou críticos e aliados de todos os lados. Durante a campanha, o presidente havia prometido transferir a embaixada do Brasil de Israel da cidade de Tel-Aviv para Jerusalém. Este teria sido inclusive um dos maiores compromissos assumidos pelo então candidato com apoiadores evangélicos de sua candidatura. Ao anunciar a criação de apenas um escritório comercial no lugar de transferir a embaixada para Jerusalém, Bolsonaro foi duramente criticado por líderes evangélicos. No início do mês, em entrevista à BBC, o pastor Silas Malafaia garantia que Bolsonaro mudaria embaixada em Israel: 'Vai ter que ser macho, e acho que ele é' (aqui)

“Se for para voltar atrás é melhor não prometer, não é? Por que fazer promessa se não vai cumprir? Eu acho que vai ficar chato para ele se ele não cumprir. Os evangélicos tiveram um peso forte em sua eleição. É uma comunidade para ele pensar direitinho”.

“Para fazer isso (mudar a embaixa), tem que ter peito, tem que ser audacioso. O Bolsonaro vai ter que ser macho para fazer. Eu acho que ele é. Não estou falando de masculinidade. Estou falando de ser corajoso. O que marca uma liderança é a coragem”, afirmou Malafaia. Como se vê, havia sim uma forte pressão sobre Bolsonaro para cumprir o compromisso de campanha com os evangélicos. Ainda que Malafaia tenha recuado.

Na outra ponta, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que era contrária à transferência da embaixada para Jerusalém, também criticou a decisão de Bolsonaro em criar o escritório comercial brasileiro, decisão que teria provocado “desconforto” e “descontentamento” em segmentos do agronegócio brasileiro preocupados com possíveis retaliações de países árabes às exportações, sobretudo de carnes. Como se vê, Bolsonaro caiu numa situação "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

Mas estes ainda não eram os maiores desafios de Bolsonaro diante da responsabilidade assegurar interesses comerciais do Brasil com países Árabes e um comércio de cerca de U$ 25 bilhões/ano. O primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu, que esteve na posse de Bolsonaro, dava como certo o anúncio da transferência da embaixada do Brasil de Israel da cidade de Tel-Aviv para Jerusalém durante a visita de Jair Bolsonaro ao seu país. Além da pressão dos evangélicos, de parte do eleitorado que apostou na promessa de campanha, a expectativa de Netanyahu em relação à transferência da embaixada brasileira somaram um peso enorme sobre os ombros de Bolsonaro.

Ciente de que seria criticado por aliados por descumprir uma promessa tão amplamente divulgada, cinte de que seria criticado por opositores por um eventual recuo, Bolsonaro soube ser político num momento extremamente delicado, propondo a criação de um escritório comercial sem atribuições diplomáticas. Embora a decisão tenha desagradado a 'gregos e troianos', o gesto de Bolsonaro poderá preservar interesses comerciais do Brasil responsáveis não apenas pela geração de divisas para o país, como também a manutenção de milhares de empregos no setor de proteína animal do país. 40% das exportações de carne bovina brasileira seguem para países árabes. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, ao apresentar números e expectativas do setor para o ano passado.

Contrariando todas as observações sobre o gesto de Bolsonaro, é preciso reconhecer que teve grandeza política e patriótica adotando uma decisão 'salomônica' neste caso.


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Paulo Guedes condiciona permanência no cargo ao apoio de Bolsonaro e do Congresso à pauta econômica



Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado nesta quarta-feira, 27, o ministro da Economia Paulo Guedes condicionou sua permanência no cargo ao apoio do presidente Jair Boslonaro e do Congresso para as medidas que considera mais urgentes para a economia.

Diante das visíveis dificuldades do governo em tocar as reformas, Guedes foi sucinto e disse que não tem apego ao cargo, algo que foi entendido por muitos dos presentes como recado claro para a ala política do governo, e não para o parlamento. A fala do ministro deve repercutir ao longo desta quinta-feira no mercado.




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Rodrigo Maia diz que Bolsonaro está brincando de presidir o Brasil



O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a criticar publicamente a postura do presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (27) ao afirmar que o governo ainda não começou e que Bolsonaro está "brincando de presidir" o país.

Maia reagiu ao ser questionado sobre uma fala de Bolsonaro durante entrevista na Bandeirantes, quando disse que questões pessoais têm "abalado" Rodrigo Maia, no que seria uma alusão à prisão do ex-ministro Moreira Franco na semana passada. O emedebista é casado com a sogra de Rodrigo Maia. Na entrevista que irritou Maia, Bolsonaro afirmou que não pretendia procurá-lo para conversar neste momento porque o deputado está "abalado".

"Abalados estão os brasileiros, que estão esperando desde 1º de janeiro que o governo comece a funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, capacidade de investimento do Estado brasileiro diminuindo, 60 mil homicídios e o presidente brincando de presidir o Brasil", reagiu Rodrigo Maia.

"Eu acho que está na hora de a gente parar com esse tipo de brincadeira, está na hora de ele sentar na cadeira dele, do parlamento sentar aqui, e a gente em conjunto resolver os problemas do Brasil. Não dá mais para a gente perder tempo com coisas secundárias", acrescentou o presidente da Câmara.


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Votação da PEC do orçamento eleva em R$ 3.4 bilhões a cota de emendas para parlamentares. Seria o toma lá dá cá institucionalizado?



A votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que obriga o governo a executar todos os investimentos previstos no Orçamento aprovada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 26, está sendo descrita por vários analistas como uma enorme derrota do governo.

Mas será que é isso mesmo? PEC foi aprovada em primeiro turno por 448 votos a 3 e, em segundo turno, por 453 votos a 6. Neste caso, o governo, que até o momento tinha como única obrigação o repasse de emendas individuais dos congressistas, as chamadas "emendas impositivas", será obrigado a cumprir o orçamento de 2019, que prevê R$ 1,434 trilhões de despesas primárias. 

Neste pacote descrito como uma retaliação ao governo, a Câmara embutiu a elevação de R$ 4,6 para R$ 8 bilhões da cota de emendas para parlamentares de bancada. Seria um toma lá dá cá de R$ 3.4 bilhões em troca da aprovação da reforma da Previdência?

Curiosamente, nada menos que 13 partidos manifestam apoio à reforma da Previdência nesta mesma terça. Entre as bancadas que assinaram a nota, estão as do PSDB, DEM, PP, PR, PRB, PSD, PTB, SD, MDB, Podemos, Cidadania, PROS e Patriota. 

Sobre a aprovação da PEC que obriga o governo a executar verbas do orçamento e aumenta em R$ 3.4 bilhões a verba destinada à emendas de parlamentares de bancada, o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), esclareceu que não se tratou de uma retaliação ao governo e disse que "Até Eduardo Bolsonaro estava defendendo, estava a favor. Vai ser bom para retomarmos as prerrogativas do parlamento". Com a aprovação da PEC, a única forma de desengessar o governo seria aprovar a reforma da Previdência. Caso contrário, o país mergulharia numa crise ainda mais profunda que a desencadeada pela ex-presidente Dilma Rousseff antes do impeachment.

Churrasco na casa de Maia reuniu  Davi Alcolumbre,
 Bolsonaro e mais 15 ministros
A articulação para esta possível manobra pode ter sido feita durante um churrasco na residência de Rodrigo Maia no último dia 16, quando estiveram presentes o presidente Jair Bolsonaro, O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) (DEM-RS), entre outros. A confraternização informal entre boa parte da cúpula política de Brasília ocorreu poucos dias antes das críticas de Maia a Bolsonaro, algo que agora pode ser entendido como uma jogada ensaiada.

No final da noite desta terça, a deputada Carla Zambelli, (PSL-SP), confirmou em um vídeo publicado em seu perfil no Twitter que a votação teria sido uma vitória do governo Bolsonaro. Confirmada a manobra, a aprovação da reforma da Previdência pode acabar mesmo sendo fruto de um bem arquitetado esquema de toma lá da cá de, no mínimo, R$ 3.4 bilhões. O trem da alegria foi composto por nada menos que 453 deputados que votaram favoravelmente à PEC. Talvez isto explique o bolo que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara, na qual seria sabatinado sobre a reforma da Previdência.

Esta teria sido a saída do governo para não negociar com a classe política?





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Qual será a carta na manga que Bolsonaro tem para aprovar a reforma da Previdência?



O presidente Jair Bolsonaro não tem emitido sinais sobre sua estratégia para aprovar a proposta de reforma da Previdência na Câmara e no Senado ainda este ano. Mantendo seu discurso de campanha de que não negociaria cargos, Bolsonaro deixou o mercado financeiro agitado esta semana, com a sensação de que a reforma da Previdência teria subido no telhado.

Na semana passada, manifestações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, colocaram ainda mais lenha na fogueira. Para piorar, o ministro Paulo Guedes, da Economia, deu o bolo na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara, onde era aguardado para ser sabatinado sobre aspectos da proposta do governo para a Previdência.

Mas ao que tudo indica, a estratégia de Bolsonaro em se recusar a negociar acordos visando a aprovação da reforma mais importante deste início de governo parece começar a apresentar os primeiros resultados. Líderes de 13 partidos divulgaram nesta terça-feira (26) na Câmara uma nota em apoio à aprovação da reforma da Previdência, embora tenham defendido modificações sensíveis no texto enviado pelo governo.

Inicialmente, o movimento contou com líderes de 11 partidos. Depois, mais dois aderiram ao ato.

Os partidos se manifestaram contra as mudanças propostas pelo Palácio do Planalto para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos de baixa renda, e a aposentadoria rural. Embora não tenham sugerido de onde sairá o dinheiro para cobrir eventuais rombos no futuro, o PSDB, DEM, PP, PR, PRB, PSD, PTB, SD, MDB, Podemos, Cidadania, PROS e Patriota assinaram a nota em apoio à proposta do governo. Os votos destes partidos somam praticamente o que o governo precisa para aprovar a reforma. São 291 dos 513 deputados.

Considerada a principal medida para ajustar as contas públicas, a reforma da Previdência mexe nas regras de aposentadoria para a iniciativa privada e o funcionalismo público. Pelas estimativas do governo, se a reforma for aprovada da maneira como foi enviada ao Congresso, seria possível economizar R$ 1 trilhão em 10 anos.

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a retirada dos dois pontos sugeridos pelos partidos ajudará na tramitação da matéria na Câmara.

“Eu acho que é uma boa iniciativa dos 11 partidos. Acho que os dois temas têm mais atrapalhado do que ajudado a discussão da reforma da Previdência. O BPC e a aposentadoria rural não são, do ponto de vista fiscal, o principal problema, mas, do ponto de vista de atingir as pessoas que mais precisam, são os que estão prejudicando mais o projeto”, afirmou Maia.

Em nota, as legendas justificaram que "qualquer reforma previdenciária deve ter como princípios maiores a proteção aos mais pobres e mais vulneráveis" e, por isso, decidiram "retirar do texto a parte que trata de forma igual os desiguais e penaliza quem mais precisa".

A nota foi divulgada após uma reunião entre as lideranças partidárias, que negaram que seja uma retaliação ao governo federal, que está sob críticas em relação à articulação para aprovar a matéria.

Pelo andar da carruagem, o próprio Congresso deve encontrar um caminho menos traumático para aprovação da reforma. Se tudo continuar a ser encaminhado como se desenhou a partir desta terça-feria, é possível prever que Bolsonaro tem mesmo uma estratégia e que ela pode dar certo, no fritar dos ovos.


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Governo mantém 8 servidores à serviço de Lula ao custo de R$ 50 mil/mês ao contribuinte. 7 são militares



O governo do presidente Jair Bolsonaro está mantendo uma despesa mensal de cerca de R$ 50 mil todo mês para bancar os 8 servidores que prestam serviço ao ex-presidente Lula, mesmo com o petista na cadeia.

Entre os oito servidores de Lula, sete são militares, com patentes de sargento a capitão, que recebem remuneração extra por causa da função comissionada. Foram escolhidos por livre nomeação do pelo próprio Lula e prestam serviços ao presidiário como assessoria e segurança.

A mordomia tem sido questionada na Justiça Federal, e o Ministério Público defende a redução desses benefícios em virtude da prisão. Assim como os outros cinco ex-presidentes da República vivos, Lula tem direito vitalício a quatro seguranças, dois motoristas, dois carros oficiais à disposição e dois assessores.

Além das despesas que seu staff formado quase que integralmente por militares, o contribuinte ainda arca com um custo de cerca de R$ 10 mil por dia com a manutenção do petista preso em Curitiba. Como Lula já está preso há mais de 11 meses, sua prisão já custou ao contribuinte mais de R$ 3 milhões. 
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Discurso de Bolsonaro em jantar na casa de Sergio Amaral, embaixador do Brasil, em Washington - Vídeo



Acompanhe abaixo o discurso do presidente Jair Bolsonaro durante jantar na casa de Sergio Amaral, embaixador do Brasil, em Washington, nos Estados Unidos.

Durante o encontro com jornalistas conservadores, Bolsonaro falou sobre os desafios que tem pela frente.

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