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Lula desafia Bolsonaro a se comportar como presidente eleito, mas sugere que eleição foi "cheia de trambique"



O ex-presidente Lula (PT) fez um apelo nesta quarta-feira (1º) para que o presidente Jair Bolsonaro se "comporte com a estatura de um presidente da República eleito democraticamente", mas sugeriu que "foi uma eleição cheia de trambique, com fake news e a começar pela minha prisão".

O petista cobrou do governo agilidade na liberação dos recursos públicos para a população mais vulnerável. Por meio de suas redes sociais, Lula tem repercutido a preocupação de vários setores da sociedade, do Congresso e do Judiciário:


Em entrevista no dia anterior, Lula teceu várias críticas sobre a conduta do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia do novo coronavírus que sacudiu o mundo.

"Tentar defender os mais pobres, o camelô, o cara do Uber, do pequeno comércio... Além de estar defendendo esses caras da língua pra fora. As medidas concretas beneficiaram os banqueiros, porque ele liberou R$ 200 bilhões para os banqueiros", disse Lula.

"E para as pessoas pobres que estão precisando dos R$ 600, a gente ouviu o Guedes [ministro da Economia] dizer que só vai ser dia 16 de abril", completou.

O petista também exaltou iniciativas dos parlamentares e da sociedade civil para tecer medidas contra a pandemia. "Há uma preocupação da sociedade em dar resposta àquilo que o governo não consegue fazer. Estamos percebendo que governo não se preparou para uma crise desse dessa magnitude", afirmou.

Lula cobrou que Bolsonaro coordene uma saída à crise com os entes federados e afirmou que "quem está fazendo o trabalho mais sério são os governadores e prefeitos".

"Ele que cumpra com seu papel de ser coordenador e libere o dinheiro logo, porque o povo está precisando do recurso", disse. Segundo o petista, só o Estado forte pode combater o vírus.



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