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Bolsonaro pressionado sobre demissão de Mandetta - O recuo do impasse



Pressionado por apoiadores mais radicais que veem a atuação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, como uma ameaça ao seu protagonismo, o presidente Jair Bolsonaro passou o dia hesitando da decisão de demitir ou não seu ministro mais popular.

O presidente recebeu recados internos e externos sobre os riscos políticos que a demissão de Mandetta acarretaria ao seu governo. Segundo o site O Antagonista, "Os generais Braga Netto, Luiz Ramos, Fernando Azevedo e Silva e o almirante Flávio Rocha fecharam posição contra a demissão de Luiz Henrique Mandetta"

Os aliados teriam alertado Bolsonaro sobre "uma série de consequências negativas, dentre elas o risco de que um pedido de impeachment seja acolhido pelo Congresso Nacional" Ainda segundo O Antagonista, o Presidente do Senado, David Alcolumbre, também teria avisado o Planalto que Congresso não aceitará demissão de Mandetta.

A decisão sobre a demissão do ministro da Saúde segue em suspensa, mas já há muitos congressistas afirmando que o ímpeto de Bolsonaro demitir seu ministro subiu no telhado. Mas esta não foi a única derrota de Bolsonaro do dia. Nesta segunda, governadores de menos 20 estados decidiram manter quarentena em combate ao coronavírus,  com restrição do funcionamento do comércio e de escolas, contrariando sinalizações defendidas por Bolsonaro nas últimas semanas. O risco de se ver isolado politicamente, tanto por parte do Congresso quanto pela maioria dos governadores de estado e parte da sociedade tem sido um fator preponderante na indecisão do presidente. 

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