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MP diz que porteiro mentiu em depoimento sobre Bolsonaro no caso Marielle



Logo após o vereador Carlos Bolsonaro divulgar um vídeo com supostos registros de visitas no condomínio onde ele e o pai possuem residência na Barra da Tijuca, a promotora Simone Sibilio, do Ministério Público do Rio de Janeiro, concedeu uma entrevista a jornalistas sobre o caso.

A representante do MP afirmou na tarde desta quarta-feira (30) que o porteiro que cita Jair Bolsonaro mentiu no depoimento prestado à Polícia Civil que serviu de base para a reportagem divulgada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite anterior.

Segundo a matéria do Jornal Nacional, baseada em informações sobre a investigação, o porteiro teria dito no depoimento que suspeito do assassinato de Marielle Franco teria diro na portaria do condomínio que iria à casa de Bolsonaro, na época deputado federal.

O porteiro teria dito que a visita do  o ex-policial militar Élcio Queiroz foi registrada no dia do assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson gomes.

Segundo o depoimento do porteiro à Polícia Civil do Rio, o suspeito pediu para ir na casa de Bolsonaro e um homem com a mesma voz do presidente teria atendido o interfone e autorizado a entrada. O acusado, no entanto, teria ido em outra casa dentro do condomínio.

A declaração da promotora coincide com a tese do vereador Carlos Bolsonaro, que gravou um vídeo na administração do condomínio, no qual apresenta dados conflitantes com os apresentados na reportagem da Globo.

A representante do MP afirmou que a investigação teve acesso à planilha da portaria do condomínio e às gravações do interfone e que restou comprovado que o porteiro interfonou para a casa 65 e que a entrada de Élcio foi autorizada por Ronnie Lessa, com quem se encontrou.

O Ministério Público disse que o porteiro pode ter anotado que Élcio foi para a casa de Bolsonaro por vários motivos e que eles serão apurados. "Todas as pessoas que prestam falso testemunho podem ser processadas", disse a promotora Sibilio.

Questionada em seguida, a promotora disse que o porteiro pode ter se equivocado. Reiterou que o depoimento dele não bate com a prova técnica, que comprovou que é a voz de Ronnie Lessa que autoriza a entrada de Élcio Queiroz às 17h07.

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