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Defesa de Lula pede liberdade urgente de seu cliente e diz que processo de Moro está ‘corrompido’



A defesa do ex-presidente Lula já fala em exigir a liberdade do petista em caráter de urgência, após a divulgação de supostas conversas ocorridas entre o ex-juiz  Sergio Moro e o procurador da República na Lava Jato, Deltan Dallagnol divulgadas pelo site The Intercept neste final de semana.

As conversas em aplicativos de celular obtidas pela publicação por meio de uma fonte anônima envolveriam ainda outros procuradores da República. Segundo a publicação, o conteúdo teria sido enviado por um hacker, que teve sua identidade preservada.

A defesa do ex-presidente Lula  informa que o conteúdo das conversas apontam para um suposto complô entre juiz e procuradores no sentido de criar dificuldades para seu cliente, inclusive no episódio que culminou na proibição de que Lula concedesse uma entrevista às vésperas das eleições de 2018. Nas redes sociais, apoiadores do PT já classificam o episódio do vazamento de conversas entre integrantes da força-tarefa como Lava Jato Gate.

Os advogados de Lula afirmam que as conversas divulgadas demonstram “uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

“Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos”, declaram os advogados, que pedem, de forma “urgente”, o restabelecimento da liberdade do petista.

O texto afirma, ainda, que Lula “não praticou qualquer crime e que é vítima de “lawfare”, que é a manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política”.

Veja, abaixo, a íntegra da nota divulgada pela defesa de Lula:

Em diversos recursos e em comunicado formalizado perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU em julho de 2016 demonstramos, com inúmeras provas, que na Operação Lava Jato houve uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem publicada hoje (09/06/2019) pelo portal “The Intercept” revela detalhes dessa trama que foi afirmada em todas as peças que subscrevemos na condição de advogados de Lula a partir dos elementos que coletamos nos inquéritos, nos processos e na conduta extraprocessual dos procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro.

A atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades. A esse cenário devem ser somadas diversas outras grosseiras ilegalidades, como a interceptação do principal ramal do nosso escritório de advocacia para que fosse acompanhada em tempo real a estratégia da defesa de Lula, além da prática de outros atos de intimidação e com o claro objetivo de inviabilizar a defesa do ex-Presidente.

Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-Presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade plena de Lula é urgente, assim como o reconhecimento mais pleno e cabal de que ele não praticou qualquer crime e que é vítima de “lawfare”, que é a manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.

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