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Manifestantes pró-reformas tomam as ruas do país. Se a esquerda pode, por que a direita não pode?



As manifestações em apoio à Reforma da Previdência, ao pacote anticrime de Sérgio Moro e ao governo do presidente Jair Bolsonaro que tomaram as ruas do país neste domingo foram precedidas de uma série de polêmicas. Além dos tradicionais críticos no campo da esquerda, cidadãos neutros e até mesmo aliados do governo, como a deputada Janaína Paschoal, manifestaram seu descontentamento com a programação dos atos.

É fato que o Brasil anda meio confuso e dividido nos últimos anos. Muitos preferiram abordar as manifestações com foco nos que protestavam contra o Supremo Tribunal Federal, o Congresso e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. No entanto, como em qualquer manifestação de grandes proporções, estes grupos representavam minorias, como foi possível constatar através dos registros das imagens de manifestações em todo o país.

A maioria dos manifestantes estavam mesmo nas ruas pedido urgência na aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrimes, entre outras pautas urgentes para o país. Obviamente, havia manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Os dois estão à frente dos principais projetos reivindicados pelos manifestantes.

Apesar da incompreensão por parte de alguns políticos, jornalistas e cidadãos, de modo geral, as manifestações de simpatizantes da direita foram democráticas, sem tumultos ou maiores incidentes. Há poucas semanas, manifestações de estudantes e professores que protestavam contra o contingenciamento de recursos da educação foram incorporadas por setores da esquerda, como o PT, PSOL e CUT. Durante os atos, faixas e gritos de "Lula Livre" eram tolerados pelos manifestantes. Se a esquerda pode tomar as ruas para fazer suas reivindicações e protestar contra aquilo que não concordam, por que a direita não poderia manifestar seu descontentamento de forma democrática e pacífica?

Os simpatizantes não tomaram nem conhecimento. Foram às ruas de todo o país defender aquilo que acreditam e mostraram ao Brasil, de forma civilizada, que não temem críticas ou represálias de setores da esquerda. 

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