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Em conversa com sindicalistas, FHC diz que "Presidente que não toma em consideração o Congresso corre o risco de cair"



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ainda se mantém como uma voz ativa na política nacional. Apesar da polidez e elegância, o tucano não consegue esconder seu descontentamento com o governo do presidente Jair Bolsonaro. Há poucos dias, FHC sugeriu que seria melhor que Bolsonaro ficasse calado em certas circunstâncias, por não entender de economia. O ex-presidente postou a sugestão em suas redes sociais na ocasião em que Bolsonaro interferiu na decisão da Petrobras de elevar o preço do Diesel. A empresa acabou aumentando o valor do combustível cinco dias depois, mas suas ações na Bolsa sofreram uma queda considerável durante o episódio.

"A Bolsa caiu, as ações da Petrobras despencaram. Pr que não avalia consequências do que diz leva a incertezas. As da economia nem sempre controlamos. As políticas, vindas de quem mais pode, são perigosas. O país paga caro. Tomara que os que pouco sabem aprendam ou calem" sugeriu FHC na ocasião.

Esta semana, durante conversa com sindicalistas da Força Sindical, em São Paulo, o tucano afirmou que um presidente da República que não tem maioria no Congresso corre o risco de perder o cargo. FHC falava sobre o impeachment de Dilma Rousseff, afastada em 2016, e não citou o presidente Jair Bolsonaro, mas admitiu que o risco existe.

“No episódio da Dilma é um caso perigoso que pode acontecer. Os partidos são fracos mas o Congresso é forte. É um paradoxo no Brasil. O presidente que não toma em consideração o Congresso corre o risco de cair. Tem que entender que aquilo ali representa uma vontade nacional”, disse o ex-presidente.

Segundo o Estadão, Fernando Henrique frisou "que é em princípio contra deposições de presidentes porque considera o movimento traumático e que gera custos elevados ao país mas afirmou que em alguns casos, como o da petista, isso é inevitável. Sobre o momento atual, disse ser impossível prever o futuro mas considera que a conjuntura “ainda” permite fazer tal afirmação.

“Não dá para prever o que vai acontecer porque as coisas mudam. Mas estou dizendo agora porque as circunstâncias permitem ainda dizer isso”, afirmou o tucano.

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