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Ao lado de Witzel e Crivella, Bolsonaro diz que problema do Brasil é a classe política

Imagem do G1


Em meio as dificuldades de relacionamento com o Congresso Nacional, o O presidente Jair Bolsonaro voltou a se queixar da classe política na manhã desta segunda-feira (20). Ao lado do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel  so prefeito do Rio, Marcelo Crivella, Bolsonaro afirmou que o Brasil é "um país maravilhoso" e que o grande problema "é a nossa classe política", disse o presidente durante cerimônia na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

"É um país maravilhoso que tem tudo para dar certo, mas o grande problema é a nossa classe política. É 'nós' [Wilson] Witzel, 'é nós' Crivella, sou eu Jair Bolsonaro, é o Parlamento em grande parte, é a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa. Nós temos que mudar isso. Não existe maior satisfação para um político do que ser reconhecido em qualquer lugar, do Brasil ou fora do Brasil. Ser reconhecido pelo lado bom. Temos que mudar o destino do Brasil."

Bolsonaro atuou como parlamentar por quase três décadas e está bastante familiarizado com as divergências entre deputados, senadores e presidentes da República. Ao longo de sua carreira como deputado, em partidos do hoje Centrão, como PTB, PFL e PP, Bolsoanro discordou de projetos importantes em vários governos. votou contra o Plano Real, a privatização da Vale, a privatização da Telefonia, militou contra várias reformas da Previdência, contra a Reforma Administrativa, contra a quebra do monopólio exploração estatal do Petróleo e Contra Lei de responsabilidade Fiscal, entre outras posições polêmicas. Há poucos dias, o presidente confessou se sentir arrependido por não ter apoiado a proposta de reforma da Previdência do governo Temer. Hoje, como presidente, Bolsonaro reconhece que governar é mesmo uma tarefa árdua.

Diante das dificuldades alegadas para aprovar projetos de interesse do governo, o presidente deveria adotar uma postura mais radical em relação à classe política que tanto condena. Seria ideal que convocasse partidos e parlamentares para explicar a real situação do país. Caso alguém ouse propor o famigerado 'toma-lá-da-cá', deveria denunciar o proponente publicamente. Munido desta disposição, certamente a mais adequada para o momento atual, ninguém ousaria barganhar vantagens com o presidente.

Com informações do G1

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