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Se governo 'errar demais', a conta irá para as Forças Armadas, diz Mourão em Harvard



O vice-presidente Hamilton Mourão ofereceu um duro diagnóstico para os presentes no painel da Brazil Conference, em Boston, nos Estados Unidos neste fim de semana. Durante sua participação no evento organizado por estudantes da Universidade de Harvard e do Massachussetts Institute of Technology (MIT), Mourão afirmou que se o governo Jair Bolsonaro "errar demais", a "conta" irá para as Forças Armadas.

Durante sua palesta, Mourão lembrou que Bolsonaro é um político que está há mais de 30 anos afastado das Forças Armadas,  contrariando declarações do próprio Bolsonaro, que havia pedido desculpas poucos dias antes: "Desculpem as caneladas, não nasci para ser presidente, nasci para ser militar, afirmou Bolsonaro em discurso a servidores durante a inauguração de uma ouvidoria no Palácio do Planalto na sexta-feira (5),

“O presidente Bolsonaro, 30 anos fora das Forças Armadas, ele é um político, mais político do que um militar, mas carrega dentro de si obviamente toda aquela formação que nós tivemos”, afirmou.

Além de corrigir Bolsonaro sobre seu papel como político, Mourão chamou o presidente à responsabilidade que o cargo exige. Ao ser questionado por um estudante sobre a possibilidade de a presença de vários militares em cargos e funções de governo "corroer" a “unidade” e a “legitimidade” das Forças Armadas, Mourão afirmou que o governo não pode errar demais.

“Se o nosso governo falhar, errar demais – porque todo mundo erra –, mas se errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas. Daí a nossa extrema preocupação”, declarou o vice diante de um auditório lotado composto por estudantes de Harvard, empresários e autoridades como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador do Rio, Wilson Witzel.

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