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Alvo de ataques de Marco Feliciano e do astrólogo guru de Bolsonaro, general Hamilton Mourão mantém tranquilidade



O vice-presidente Hamilton Mourão tenta cumprir um papel importante na conciliação de polêmicas envolvendo os núcleos do governo do presidente Jair Bolsonaro, sobretudo o núcleo militar. Apesar de sua postura moderadora, o general tem sido alvo de duras críticas e ataques pessoais por parte de outras alas do governo, como os 'olavistas' e parte da bancada evangélica.

Os ataques liderados pelo astrólogo e guro do bolsonarismo radicado na Virgínia, nos Estados Unidos, e pelo pastor Marco Feliciano, tem sido constantes. O deputado do PODE chegou a protocolar um inusitado pedido de impeachment de Mourão, o primeiro caso em que um vice se torna alvo deste tipo de procedimento.

Esta semana, a apresentadora do SBT afirmou, em entrevista à Folha, que o "pedido de impeachment não tem respaldo político nem legal. Não passa de mais um factoide para agitar militância, criando uma falaciosa conspiração do vice".

Sheherazade foi envolvida no caso porque o parlamentar usou como base para pedir o impeachment o fato de o vice ter curtido uma mensagem dela no Twitter com conteúdo elogioso a si próprio e crítico ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).

No pedido de impeachment, Marco Feliciano alega que Mourão age com deslealdade perante o presidente, como "críticas e contraditas" feitas em público que colidem com posicionamentos do titular do Planalto.

A principal tese do parlamentar é que Mourão conspira contra Bolsonaro.

Mas a disputa por nacos de poder não envolve apenas os evangélicos que ajudaram a eleger Bolsonaro. O astrólogo da Virgínia, que exerce forte influência no Itamaraty e no Ministério da Educação, também parece descontente com o núcleo militar do governo. Mourão é um de seus alvos favoritos. Apesar de se encontrar no meio do fogo cruzado de interesses inconfessos, o general da reserva mantém a tranquilidade.

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