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Laudo diz que homem que tentou assassinar Bolsonaro não pode ser punido criminalmente



O teor de um laudo encomendado pela Justiça Federal a um grupo de peritos selecionados afirma que Adélio Bispo de Oliveira, o homem que tentou assassinar o presidente Jair Bolsonaro em setembro do ano passado em Juiz de Fora, Minas Gerais, não pode ser punido criminalmente.

Segundo o laudo produzido a pedido da Justiça, Adélio Bispo de Oliveira sofre de uma doença mental não pode ser punido criminalmente pelo crime confesso. As informações foram obtidas pela TV Globo junto a pessoas com acesso à investigação.

Adélio, que está detido em presídio de segurança máxima de Campo Grande, se tornou réu na Justiça Federal por prática de atentado pessoal por inconformismo político, mas o caso ainda não foi julgado.

Segundo o G1, "O laudo, entregue à Justiça na última semana, aponta que ele tem a doença chamada Transtorno Delirante Permanente-paranoia, e, por isso, conforme o documento, foi considerado inimputável. Diz ainda que, em entrevistas com psicólogos e psiquiatras, Bispo afirmou que não cumpriu sua missão, e que saindo da cadeia iria matar o presidente.

Neste caso, ele deve cumprir medida de segurança por tempo indeterminado em um manicômio judicial. De dois em dois anos, Bispo passará por novos exames psicológicos para avaliação da condição clínica. No entanto, segundo a investigação, o resultado será analisado pela Justiça Federal no procedimento de incidente de sanidade mental, apresentado pela defesa do agressor, que caminha junto com a ação penal na 3ª Vara Federal de Juiz de Fora. Para isso, haverá uma audiência com a presença dos peritos para esclarecimentos sobre a constatação da doença. Ainda não há informações sobre data".

A Polícia Federal segue com as investigações. O segundo inquérito foi aberto para apurar possíveis conexões de Adélio, pessoas que podem ter ajudado o agressor a planejar o crime.

O advogado Zanone Manuel Junior informou que ainda não teve acesso ao laudo. O defensor de Adélio informou à reportagem do SBT que recebeu apenas R$ 5 mil até o momento de uma pessoa ligada a Adélio, de um total de R$ 25 mil referentes ao custo da causa. A Justiça Federal afirma que a ação penal corre em sigilo. A Polícia Federal não conseguiu identificar a participação de terceiros no atentado sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro.

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