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Homem que tentou matar Bolsonaro não pode ser responsabilizado por seus atos, dizem laudos. E agora?



Adélio Bispo de Oliveira, o homem que tentou assassinar o presidente Jair Bolsonaro em setembro do ano passado na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, não pode ser responsabilizado por seus atos, de acordo com laudos encomendados pela Justiça Federal.

Na peça, os peritos indicados pela Justiça concluíram que o homem que Adélio tem uma doença mental. Já foram produzidos três laudos para detectar a possibilidade de problemas mentais do autor do atentado contra o presidente.

Em outubro, um laudo particular atestou transtorno delirante grave em Adélio Bispo. Em fevereiro, dois laudos foram feitos a pedido da Justiça. Fontes confirmaram à órgãos da imprensa que o laudo psiquiátrico atestou que Adélio tem transtorno delirante permanente paranoide e que, por isso, ele não pode ser punido criminalmente.

Há um terceiro laudo: o psicológico, cujo teor é mantido em sigilo. O procurador do caso, Marcelo Medina, afirmou que há divergências relevantes de conteúdo entre os três laudos. Ele pediu à Justiça que cobre explicações dos peritos.

O confronto de laudos pode demandar a produção de novos exames, de modo que a Justiça precisará de informações conclusivas para definir o destino de Adélio. Somente após o resultado final da averiguação sobre sua saúde mental, a Justiça poderá definir se Adélio poderá responder criminalmente, com base na Lei de Segurança Nacional, se poderá ser considerado semi-imputável e beneficiado com redução de pena, ou se a Justiça considerá-lo inimputável. Nesse caso, ele ficaria fora da prisão, sem implicações criminais. Mas seriam aplicadas medidas de segurança relacionadas à saúde, como tratamento em estabelecimento especializado durante período indeterminado. Neste caso, Adélio seira submetido a exames regulares para avaliar suas condições de voltar ao convívio com a sociedade.

Com informações do JN

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