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Em depoimento por escrito ao MP, Queiroz admite uso de dinheiro público em favor de Flavio Bolsonaro



Em depoimento por escrito encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio, o ex-PM Fabrício Queiroz, que atuou durante cerca de dez anos como assessor de Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, apresentou outra versão sobre a movimentação financeira atípica em sua conta identificada no curso das investigações sobre a atuação de uma organização criminosa na Aerj.

O ex-PM admitiu que usava parte da dos salários dos servidores (dinheiro do contribuinte) do gabinete de Flavio Bolsonaro, para contratar "colaboradores informais" e, assim, expandir a sua "atuação parlamentar". Segundo Queiroz, Flávio Bolsonaro não tinha conhecimento sobre o esquema.

A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo". No documento enviado pela defesa ao MP, Queiroz, que movimentou cerca de R$ 3 milhões em sua conta nos últimos três anos,  confirmou que servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro devolviam parte do salário e que esse dinheiro era usado para ampliar a rede de colaboradores que atuavam junto à base eleitoral do deputado.

O ex-assessor confirmou ao MP que servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro devolviam parte do salário e que esse dinheiro era usado para ampliar a rede de colaboradores que atuavam junto à base eleitoral do deputado. O ex-PM não forneceu detalhes sobre como ocorriam essas contratações e quantas pessoas teriam sido chamadas para trabalhar para Flávio. Na prática, Queiroz admitiu que gerenciava os salários dos servidores do então deputado Flavio Bolsonaro.

Queiroz diz ainda que acredita que agiu de forma lícita e que seus superiores não tinham conhecimento dessa prática.

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