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Alexandre Frota declara independência, pede prisão de Queiroz e afastamento de Flavio Bolsonaro



O deputado Alexandre Frota (PSL-SP) chutou o pau da barraca nesta quinta-feira (14) ao rebater 'recados' de interlocutores do presidente Jair Bolsonaro sobre  seus discursos na Câmara sobre o escândalo envolvendo o filho do presidente, senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) e seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a postura de Frota acabou transformando-o em persona non grata no governo, informou o BuzzFeed:

"Segundo o deputado, três ou quatro pessoas lhe repassaram esse recado, dizendo que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) estaria “chateado" devido aos discursos em que Frota pediu a prisão de Fabrício Queiroz e de afastamento do mandato do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

"[Uma] pessoa chegou pra mim e falou, olha, você hoje é uma persona non grata dentro do governo Bolsonaro", disse. "Várias pessoas que são amigas do Jair falaram: ‘olha o Jair ficou chateado, é melhor você dar um tempo’. Eu não vou dar tempo de nada, vou fazer meu trabalho como deputado federal, sou independente de governo, sou independente de partido”, completou.

Frota disse que não aguenta mais ouvir ataques de deputados de esquerda contra os apoiadores de Bolsonaro por conta da suspeita de desvio de recursos públicos por Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O caso, que envolve movimentação milionária de recursos e depósitos nas contas de Flávio e da primeira-dama, Michele Bolsonaro, é tratado em Brasília como um tema perigoso que, a depender de seus desdobramento, pode respingar diretamente no presidente da República.

"Já que o Queiroz assumiu que ele fez a rachadinha, que ele trabalhou em cima, eu quero que o Queiroz seja preso e gostaria que o Flávio Bolsonaro se afastasse para poder se defender. E, se nada tem, que voltasse aqui e esfregasse na cara da esquerda, porque todos os dias nós subimos aqui e somos fuzilados pela esquerda”, disse Frota.

O deputado ainda prometeu continuar com as cobranças e disse não se preocupar com consequências políticas dentro de seu grupo por cobrar investigações em casos onde há indícios de corrupção.

“O partido é um partido que não me deu absolutamente nada. Eu fiz a minha campanha sozinho. Sou amigo do Jair Bolsonaro, defendo ele o tempo todo aqui, agora, se ele ficou chateado comigo, só lamento”.

Questionado se o PSL não deveria se empenhar em esclarecer o caso Queiroz, Frota respondeu o seguinte:

"Eu subir aqui acho que é um exemplo, ainda que seja só eu.", disse Frota.

O deputado já havia se indisposto com outros integrantes do PSL, como o ministro do Turismo,  Marcelo Álvaro Antônio e a deputada Joice Hasselmann.

As informações são do BuzzFeed

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