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PF diz que Rodrigo Maia recebeu R$ 1 milhão da OAS. OAS diz que deu R$ 50 mil. Maia diz que não pegou nada



Em matéria publicada na imprensa no início de fevereiro de 2017, a Polícia Federal anunciava a conclusão de um inquérito que apontava que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teria recebido cerca de R$ 1 milhão da empreiteira OAS. Segundo a PF, diz Maia prestou 'favores políticos' e defendeu interesses da OAS no Congresso. (Leia aqui a matéria)

Esta semana, a imprensa noticia que  o delator da OAS, Adriano Santana, afirmou que houve um acerto da empreiteira com Maia para o repasse de R$ 250 mil, via caixa dois, mas diz que apenas R$ 50 mil teriam sido efetivamente pagos.  (Leia aqui a matéria)

Já o presidente da Câmara afirma que nunca recebeu vantagem indevida para votar projetos e que todos os recursos que recebeu forma por vias legais, devidamente contabilizados por suas campanhas.

Na prática, o que se percebe é que há muito disse me disse circulando na imprensa por conta da divulgação de investigações inconclusivas, vazias de provas e que não contribuem em nada para o clima político do país. Se a PF conclui um inquérito, o mínimo que se espera é que apresente provas robustas e inquestionáveis sob o ponto de vista legal. A população espera que a Justiça seja feita, mas também espera que injustiças sejam evitadas por parte das instituições do país.

Maia é o responsável por conduzir reformas importantes na Câmara dos Deputados, como a da Previdência, que afeta interesses poderosos no serviço público. A sociedade testemunhou uma avalanche de denúncias contra políticos, inclusive contra o ex-presidente da República, Michel Temer, durante a tentativa de aprovar a última reforma da Previdência, e até hoje, nenhum processo foi concluído. Em plena eleição no ano passado, vários candidatos foram alvos de denúncias que já haviam sido engavetadas e alguns dos políticos denunciados durante o período eleitoral estão agora sendo inocentados de acusações que definitivamente interferiram nas eleições. Diante de todo este disse me disse por parte de autoridades que deveriam trazer segurança jurídica e zelo com o processo Democrático, é impossível não considerar a possibilidade de uso das instituições com base em interesses espúrios. Quando o acusado é inocentado, fica a sensação de que pode ter havido tentativas deliberadas de destruir a reputação de agentes públicos.

Em outros casos, acordos de delação escandalosos permitiram que criminosos confessos conseguissem a liberdade, fatos que ampliaram a sensação da sociedade de que, em vários momentos da história recente do país, prevaleceu a impunidade. 

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