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Nos EUA, empregado de loja de tênis compra carro igual ao do dono de loja de tênis no Brasil. Aqui, empregado não pode comprar nem o tênis que vende



Há anos se fala que o salário mínimo no Brasil não pode subir muito por conta do peso que qualquer reajuste costuma ter sobre a Previdência. Na ponta do lápis, os governos contabilizam cada centavo para ver até onde é possível reajustar o mínimo, de modo a não 'pesar' no que terá que pagar aos aposentados do INSS. Esta é a justificativa para reajustes mínimos do salário mínimo.

O curioso é que o Governo, seja ele qual for, nunca faz a mesma conta na hora de reajustar os altíssimos salários da elite do serviço público no Judiciário, Executivo e Legislativo, sendo que todos também estão 'misturados' no mesmo sistema previdenciário. Aqui, o pau que bate em Chico está na mão do Francisco.

A elite do serviço público, incluindo filhas e viúvas de militares, de juízes, procuradores que recebem benefícios até 30 vezes maior que o trabalhador comum, é responsável por maior parte do rombo na Previdência. Quase 70% dos trabalhadores da iniciativa privada recebem apenas um salário mínimo.

Foi esta mesma elite a responsável pela sabotagem da proposta de reforma apresenta Nos EUA, empregado de loja de tênis compra carro igual ao do dono de loja de tênis no Brasil. Aqui, empregado não pode comprar nem o tênis que vende da pelo governo anterior, que previa teto único e democrático para todos os brasileiros. Segundo a proposta, "todos os trabalhadores, sejam do poder público ou da iniciativa privada, poderão se aposentar pelo teto do RGPS. Foi a forma encontrada pelo governo para limitar as aposentadorias de alto valor" Por esta proposta, todo brasileiro receberia o teto de cerca de R$ 5.800,00. Leia a proposta anterior AQUI

Não importa com quanto o trabalhador brasileiro contribua durante toda a vida. Ele nunca vai receber um benefício acima deste teto. Se tiver sorte, ficará no mesmo patamar da maioria dos aposentados no INSS, que recebem benefícios abaixo de R$ 2 mil.  Pela nova proposta de reforma da Previdência, o membro da elite do serviço público, que recebe acima de R$ 39 mil, continuarão se aposentando com benefício até 30 vezes maior que o cidadão comum. Isto significa que a sociedade continuará bancando o rombo causado no sistema previdenciário pela elite de servidores do Brasil. Graças ao apetite insaciável do 1% mais rico, não apenas o reajuste decente do salário mínimo permanece inviabilizado, como também a redução de impostos que escraviza o trabalhador. Na proporção ingrata, quem recebe menos, continuará pagando mais impostos.

Graças a esta fórmula perversa de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos, o salário mínimo do Brasil continuará a ser mínimo durante décadas, enquanto a elite de servidores continuará fazendo a alegria de construtoras, grifes, restaurantes finos, hotéis de luxo ao redor do mundo, joalherias e outros segmentos de consumo fora do alcance da massa que movimenta a economia do país. 200 milhões de brasileiros continuam a ser tratados como cidadãos de 2.ª classe pela nova proposta de reforma da Previdência. Vão continuar alegando que não será possível promover um reajuste do mínimo digno do esforço quem sai ainda de madrugada de casa, pega trens lotados, trabalha feito escravo de sol a sol, para movimentar a economia do país.

Nos Estados Unidos e outros países que tratam seus cidadãos de forma igualitária, um empregado de uma loja de tênis consegue comprar, além de uma casa digna, um carro similar ao do dono de uma loja de tênis no Brasil. Aqui, na maioria dos casos, um empregado de uma loja de tênis não conseguem nem comprar alguns produtos que vende. Com uma população de cerca de 320 milhões de habitantes, há nos Estados Unidos cerca de 280 milhões de veículos registrados. Há praticamente um carro para cada cidadão, apenas considerando um bem de consumo de valor elevado. Com uma população de cerca de 2010 milhões, o Brasil tem uma frota de cerca de 40 milhões de veículos.

Além de receber um salário miserável, ainda perde metade dele nos impostos embutidos nos produtos que consome. Não apenas o trabalhador formal, como também o catador de latinhas, o pedinte, qualquer cidadão brasileiro trabalha metade do ano apenas para pagar impostos. Qualquer cidadão que entra em uma loja com R$ 100,00, sai de lá com menos de R$ 50 em produtos. Tudo para bancar a elite que manda no país desde a sua fundação. Pelo visto, vai continuar assim muitos e muitos anos. Não é só o STF que é vergonha nacional. Tudo no Brasil é uma vergonha. A forma com que o Estado continua tratando seu cidadão é uma vergonha. Despidos de sua dignidade e do direito de consumir até mesmo o essencial, em muitos casos, milhões de brasileiros tratados como cidadãos de 2.ª classe estão condenados à servidão eterna em favor das elites de sempre. No Brasil, só se imita os Estados Unidos em campanhas eleitorais. Passada a eleição, tudo volta a ser como sempre foi.

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