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Mourão se diz contra 'aventuras' e afirma que Brasil não vai embarcar na onda de intervenção na Venezuela



Apesar dos apelos do líder Juan Guaidó no sentido de considerar todas as possibilidades para remover o ditador Nicolás Maduro do poder na Venezuela e da forte campanha dos Estados Unidos para obter maior influência na América Latina com o projeto de derrubada de Maduro, o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, afirmou que o Brasil não deverá encorajar a intervenção no país vizinho.

Nada de Aventuras.


Mourão chegou à Colômbia na noite deste domingo (24), para participar da reunião do Grupo de Lima, que deve contar com a presença do vice-presidente americano Mike Pence. Mourão disse ao G1 "que a posição brasileira na reunião dos países que integram o Grupo de Lima será a de manter a linha de não intervenção na Venezuela. O encontro acontece nesta segunda-feira (25) em Bogotá.

O Brasil vai defender entre os países do grupo uma pressão diplomática para o isolamento internacional do regime Maduro. De forma reservada, militares brasileiros têm reforçado que uma intervenção militar na Venezuela pode criar uma instabilidade na região. Há preocupação com a situação da fronteira no estado de Roraima.

"Vamos manter a linha de não intervenção, acreditando na pressão diplomática e econômica para buscar uma solução. Sem aventuras", garantiu Mourão.

A participação em uma eventual intervenção militar na Venezuela implicaria a responsabilização do Brasil na reconstrução do país vizinho, o que demandaria investimentos bilionários. No caso da invasão americana no Iraque há cerca de 15 anos, houve este tipo de comprometimento. No entanto, o país permanece em ruínas, com escassez de alimentos e energia elétrica até os dias de hoje. Houve ainda um aumento significativo na corrupção após a aprovação da Lei do Petróleo aprovada logo após a intervenção americana na Iraque. Exploradores do petróleo daquele país passaram a 'levar' para casa mais do que deveriam.

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