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Defesa de Lula quer explorar semelhanças entre sentenças de Gabriela Hardt e Moro



Diante da ausência de fatos concretos para contestar as condenações do ex-presidente Lula na primeira instância, a defesa do petista pretende explorar algo surpreendente: as semelhanças das sentenças impostas ao petista pelo ex-juiz federal Sérgio Moro e proferida no início do mês pela juíza Gabriela Hardt. "No recurso contra a condenação do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia (SP), a defesa do petista vai apontar similaridades na redação da sentença proferida por Gabriela Hardt com a redigida pelo então juiz Sergio Moro no do tríplex", diz a Folha.

Considerando que Lula foi condenado pelos mesmos crimes, praticados através do mesmo modus operandi, no âmbito de uma mesma investigação, a Lava Jato, de acordo com as Leis do mesmo país, o Brasil, é óbvio que serão encontradas semelhanças nas sentenças.

Segundo a publicação, "Os advogados de Lula identificaram que Hardt alterou a ordem de trechos, mas utilizou frases e expressões idênticas àquelas utilizadas pelo hoje ministro. Na parte em que trata da dosimetria da pena, um parágrafo inteiro é idêntico ao escrito por Moro em 2017".

Há quem conteste a exatidão das regras que regem dosimetrias de penas, mas isto não exime o réu da responsabilidade pelos crimes pelos quais foi condenado. De qualquer forma, a pena poderá ser revista em instâncias superiores, como foi o caso da condenação do triplex. Moro condenou Lula a 9 anos e 6 meses pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na segunda instância, o petista foi condenado por unanimidade no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a uma pena maior. Os três desembargadores da 8ª Turma votaram em favor de manter a condenação e ampliar a pena para 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado.


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