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Boechat e o contundente editorial sobre sabotagens contra o país no auge da recuperação da economia



Entre as inúmeras aparições que marcaram a trajetória do jornalista Ricardo Boechat, está um editorial da Rede Bandeirantes, no qual a emissora contestava manobras de grupos poderosos para desestabilizar o país durante o auge da recuperação da economia em 2017.

Na época em que o governo do presidente Michel Temer realizava um esforço histórico para aprovar a reforma da Previdência, uma súbita manobra engendrada no prédio da Procuradoria Geral da República reverteu todo o esforço político e voltou a mergulhar o país no caos.

Boechat leu o editoria da Band sobre o posicionamento da emissora durante a crise política gerada pela delação do empresário criminoso Joesley Batista, do Grupo JBS, citando o presidente Michel Temer. A crise assumiu proporções graves, logo após a Rede Globo usar uma transcrição falsa de uma conversa gravada pelo empresário com o presidente. A emissora se aproveitou de um vazamento clandestino, supostamente feito pelo próprio Joesley Batista, para pedir a renúncia de Temer, enquanto o empresário e outros especuladores promoviam um ataque especulativo no mercado de câmbio e na Bolsa de Valores, que registrou prejuízos de R$ 219 bilhões naquele dia.

O Grupo JBS, que confirmou ter lucrado pelo menos R$ 1 bilhão comprando dólares na véspera do vazamento para a Globo, se tornou alvo de seis processos investigativos por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Globo, que tinha Joesley Batista entre seus maiores clientes, colocou todos seus empregados para pedir a renúncia do presidente. No editorial, Boeachat se refere a Joesley Batista como um "ladravaz dedicado a corromper para enriquecer, recebendo as benesses de delator premiado, depois de grampear o presidente da República"

Todo o episódio que custou praticamente dois anos da vida do país foi muito estranho. Joesley Batista, que fez fortuna durante os governos do PT de Lula e Dilma, participou de uma manobra contra o presidente Temer e acabou se tornando beneficiário de um controverso acordo de delação premiada. Pouco antes do episódio que instalou o caos no país, o empresário e seu grupo já haviam sido alvos de inúmeras operações da Polícia Federal e estaria prestes a ser preso.

O jornalista Ricardo Boechat, mesmo sendo um duro crítico do governo Temer, demonstrou profissionalismo ao apresentar o editorial sobre a posição da emissora em relação ao episódio que acabou impedindo a aprovação da reforma da Previdência e custou centenas de bilhões aos cofres públicos.



Como finaliza o editorial, Temer conseguiu conduzir o país em meio a mais grave crise econômica de sua história e fez a transição democrática do comando da nação por meio de eleições livres e democráticas, cumprindo o compromisso assumido logo após o banimento do PT do poder. Apesar de ter sido impedido de aprovar a tão necessária reforma da Previdência, Temer comandou o país durante o período em que o ex-presidente Lula acabou preso, conseguiu acabar com o imposto sindical, promoveu reformas importantes, como a trabalhista. O jornalista, apresentador e radialista Ricardo Eugênio Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo, em um acidente de helicóptero. 

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