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Alta de Bolsonaro é adiada em uma semana, diz porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros



O Hospital Albert Einstein, onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL) está internado há cerca de uma semana, informou nesta desde o dia segunda-feira, 04, que a alta do paciente deve ser adiada por mais uma semana. Segundo informou o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros teve elevação na temperatura na noite deste domingo (3), passou a tomar antibiótico, quadro que teria levado ao adiamento da alta prevista para amanhã.

Na semana passada, Bolsonaro passou por uma cirurgia para a retirada de uma bolsa de colostomia e a ligação entre o intestino delgado e parte do intestino grosso. Esta foi a terceira cirurgia de longa duração a que Bolsonaro foi submetido nos últimos seis meses, desde o atentado à faca sofrido na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, durante a campanha eleitoral.

De acordo com o boletim médico do Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, Bolsonaro está internado na unidade de cuidados semi-intensivos e "apresentou elevação da temperatura (37,3 °C) e alteração de alguns exames laboratoriais" neste fim de semana.

Ainda de acordo com o documento, "foi iniciado antibioticoterapia de amplo espectro e realizados novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia. Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local. Está no momento sem dor, afebril, em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral exclusiva."

"Já apresenta movimentos intestinais e teve dois episódios de evacuação. Segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no quarto. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas", disse o boletim assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, cirurgião; Leandro Echenique, cardiologista; e Miguel Cendoroglo, diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo Rêgo Barros, o presidente não tem agenda prevista para os próximos dias e a alta deve ser alterada para a próxima segunda-feira (11).

"Quarta-feira não será mais o dia de alta de nosso presidente, até porque ele entrou num estágio que está sendo administrado antibióticos por no mínimo sete dias. Então, se tivermos, a partir de hoje, já contarmos um prazo, este prazo não será antes desses sete dias, que é exatamente o tempo de ação do antibiótico para debelar eventual infecção que possa ser gerada", disse Rêgo Barros.


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