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Chega de exploração. O Brasil precisa acabar com a farra com o dinheiro do povo com altos salários, privilégios e penduricalhos



O povo brasileiro é um dos mais sacrificados do mundo em termos de carga tributária. Aqui são praticados os impostos mais elevados do mundo. Toda a população parece ciente da abusiva carga tributária que incide sobre produtos e serviços no país, onde um simples celular pode custar vários salários mínimos e um carro, centenas de meses de trabalho.

Não fosse os altos impostos, todo cidadão poderia ter acesso a bens de consumo de melhor qualidade e em maiores quantidades. Isto significaria melhor qualidade de vida e mais empregos para a população, como ocorre em países como os Estados Unidos, onde é possível comprar até três TV's de tela grande com o preço que os brasileiros pagam por apenas uma. Com o dinheiro que o brasileiro paga por um automóvel popular como o Gol, que chega a custar mais de R$ 50 mil, seria possível comprar um Volkswagen Jetta nos EUA.

O problema dos impostos altos no Brasil não é novo, mas a situação chegou a um ponto crítico nos últimos anos, quando os gastos obrigatórios do governo atingiram 93% de tudo que a União arrecada. A maior parte destes recursos é drenada pela elite do serviço público. Tantos os ativos quanto os inativos. Além dos altos salários, privilégios e penduricalhos garantidos por força de Lei, os servidores no Brasil chegam a ganhar até sete vezes mais que um trabalhador da iniciativa privada.

Para esta elite, a corrupção é um fator muito bem vindo, uma vez que os delitos cometidos por políticos são usados como cortina de fumaça para ocultar o rombo de centenas de bilhões provocado por um grupo seleto de servidores, sobretudo no Judiciário. Não é por acaso que o Rio de Janeiro, um dos estados com maior número de casos de corrupção, teve como governadores nos últimos anos gente como Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. A corrupção é endêmica no Estado e contamina os tribunais, forças policiais e classe empresarial de forma profunda. A população foi às ruas manifestar apoio à Operação Lava Jato, mas os membros do Judiciário e do Ministério Público travavam batalhas nos bastidores para assegurar aumentos salariais e manutenção de privilégios vergonhosos, como o auxílio-moradia para muitos que possuíam imóveis nos locais em que atuavam. Parecem fingir ignorar que disputam na verdade é o dinheiro do povo, que deveria ser reinvestido no bem estar do próprio povo.

A corrupção, embora deva ser combatida com rigor, serve para mascarar não apenas os desmandos das autoridades, como também ocultar a desproporcionalidade dos altos salários e benefícios de um pequeno grupo de privilegiados detentores de cargos e benesses vitalícias. O Brasil é um dos países com maior desigualdade na distribuição de riquezas do mundo.

O cidadão brasileiro trabalha metade do ano apenas para pagar impostos, recebe um dos piores salários do planeta e paga mais caro por produtos e serviços que trabalhadores de outros países. Qualquer cidadão, empregado ou não, que entra em um supermercado com R$ 100,00 para fazer compras, sai de lá com menos de R$ 50,00 em produtos. Seja um catador de latinhas ou um motorista de ônibus. A maior parte deste dinheiro não retorna para o cidadão sob a forma de melhores serviços em áreas como saúde, segurança e educação. Vão para os bolsos da elite do serviço público. É como se o brasileiro fosse sócio de um clube bem caro, pagando suas mensalidades em dia, mas sem poder frequentá-lo.

Enquanto isso, além dos altos salários, a elite do serviço público recebe auxílio-educação para os filhos até 24 anos de até R$ 7 mil (por filho), auxílio isso, auxílio aquilo, alimentação, hospedagem, carros, combustível na faixa, jatinhos, etc. São centenas e centenas de bilhões do dinheiro do pobre do contribuinte.

O povo precisa despertar para um dos maiores desafios do Brasil na próxima década.

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