linkaki

Chora Lula, chora Marina. Gilmar Mendes, do TSE, descarta eleições gerais antes de 2018



Os planos de Lula e Marina de provocar mais instabilidade no fragilizado momento político do país como forma de forçar a convocação de eleições gerais para este ano foram por água abaixo. Um grupo de senadores ligados à Lula e Marina chegou a apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para antecipar as eleições presidenciais. Estavam todos animados com a proposta, quando se reuniram com o ex-presidente.[right-post]

 Logo após o café com os senadores, o ex-presidente Lula se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para tratar do assunto. Dilma deu sinais de que estria disposta a enviar ao Congresso a PEC da antecipação das eleições para encurtar o seu próprio mandato. A presidente se comprometeu com Lula que os dois deveriam avaliar o melhor momento para tomar a iniciativa.

Horas mais tarde, os dois se reuniram com presidente do Senado, Renan Calheiros, de quem ouviram que não haveria como criar mecanismos para viabilizar a convocação de eleições ainda este ano, o ex-presidente Lula e Dilma ficaram inconsoláveis, mas ainda assim, os dois não haviam desistido totalmente da ideia.

Ao lado de gente como Marina Silva, Ciro Gomes e com o apoio da presidente Dilma Rousseff, Lula se movimentava freneticamente nos bastidores para articular um golpe contra Michel Temer. A estratégia de ataques para sabotar e desestabilizar novo governo seria agressiva e envolvia greves, bloqueios de estradas e invasões de propriedades e meios de comunicação. Lula e Dilma chegaram a se reunir naquele mesmo dia com João Pedro Stédile, do MST, Vagner Freitas, da CUT e Guilherme Boulos, do MTST. Marina provavelmente estava a par de todos os passos para o golpe.

O problema é que horas mais tarde, no mesmo dia, o ministro Gilmar Mendes, presidente eleito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), jogou um balde de água fria nos planos de Lula e Marina. O ministro negou a possibilidade de convocar novas eleições gerais antes de 2018.

Segundo Gilma Mendes,a proposta é completamente inviável pelo simples fato de Dilma não contar com apoio para aprovar uma medida como esta no Congresso e nem o TSE dispõe do tempo necessário para cumprir os prazos eleitorais previstos em lei. "Esta não é uma ideia séria. Do ponto de vista jurídico, há uma série de etapas que precisam ser cumpridas. Do ponto de vista procedimental, seria praticamente impossível conseguir colocá-la em prática diante das dificuldades que é se fazer uma eleição no Brasil. Do ponto de vista político, seria praticamente impossível", assegurou o ministro durante evento no Instituto para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea internacional).

Informe seu Email para receber notícias :