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Lula se torna réu por lavagem de dinheiro em negócios na África



A notícia de que o ex-presidente Lula se tornou réu em mais uma ação penal passou praticamente despercebida do grande público, em meio às expectativas em relação ao novo governo do presidente Jair Bolsonaro. A imprensa também quase não deu destaque para o fato da Justiça Federal em São Paulo, pouco antes da virada do ano, ter tornado Lula réu por lavagem de dinheiro em negócios de uma empresa brasileira na Guiné Equatorial, no continente africano.

Lula havia sido denunciado em novembro pela Operação Lava Jato por ter supostamente recebido dinheiro da construtora ARG para intermediar negócios do grupo na Guiné Equatorial.

Os promotores disseram que o empresário Rodolfo Geo, dono da ARG, solicitou a Lula que interviesse junto ao presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que o governo daquele país continuasse realizando transações comerciais com o grupo empresarial ARG Ltda., especificamente no que se refere à construção de rodovias no país.

Entre os documentos apresentados pelos procuradores estava o recibo de doação ao Instituto Lula, feito pelo grupo ARG, no valor de R$ 1 milhão. Para a Lava Jato, seria o pagamento por ter ajudado a ARG.

O ex-presidente Lula, que já era réu em cerca de sete ações penais, vai se sentar novamente no banco dos réus para responder pelo crime de lavagem de dinheiro. Como ele tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência já prescreveu. O controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, também virou réu. Foi denunciado por lavagem de dinheiro e vai responder ainda por tráfico de influência internacional.

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