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Emílio Odebrecht confirma que reforma do sítio era retribuição a Lula por favores ao grupo



Por meio de seus advogados, o empresário Emílio Odebrecht apresentou, nesta segunda-feira (7), suas alegações finais no processo que investiga reformas no sítio em Atibaia no qual ele e o ex-presidente Lula figuram como réus. No documento, o empresário confirmou que fez as reformas na propriedade rural como forma de retribuição ao ex-presidente Lula por ter beneficiado seu grupo empresarial.

“A reforma do sítio seria uma forma de retribuição ao ex-presidente da República em sua atuação em prol da organização, uma vez que Lula sempre teve boa vontade de ouvir pleitos da Odebrecht”, diz o documento, entregue pela defesa do empreiteiro.

Emílio também confirmou que foram tomados cuidados para que o nome da empresa não aparecesse em nenhum momento na reforma, de modo que todas as operações eram feitas de forma dissimulada. Segundo o empreiteiro, os operários não usavam uniforme com o objetivo de “resguardar a imagem do grupo de eventual exploração política ou reputacional”.

No documento, a defesa destaca que, em diferentes oportunidades, Emílio "detalhou as tratativas que culminaram na realização das obras do Sítio Atibaia, a pedido da então primeira-dama Marisa Letícia, pelo Grupo Odebrecht".

Neste processo, Emílio é acusado de lavagem de dinheiro por ter dissimulado e ocultado “a origem, a movimentação, a disposição e a propriedade de aproximadamente R$ 700 mil, provenientes dos crimes de cartel, fraude à licitação e corrupção praticados pela Odebrecht em detrimento da Petrobras".

Nas alegações finais, a defesa de Emílio Odebrecht destacou a importância de sua contribuição para o avanço da Operação Lava Jato e o êxito da investigação que, entre outros feitos, levou o ex-presidente Lula para a cadeia. De fato, o empresário não poupou seu velho companheiro de negociatas com o dinheiro do contribuinte.

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