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Dilma ataca general Heleno com distorções de fatos claros



Na ânsia de rebater críticas pontuais sobre sua gestão na área de inteligência feitas pelo ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do governo Bolsonaro, o general da reserva Augusto Heleno, a ex-presidente Dilma Rousseff acabou se permitindo seduzir por narrativas desbotadas. A petista publicou um artigo em seu blog no qual se percebe claramente a tentativa de distorcer fatos de conhecimento de toda a nação.

Durante solenidade de transmissão de cargo, Augusto Heleno elogiou o trabalho do general Sérgio Etchegoyen, responsável pelo GSI no governo de Michel Temer, e disse que "Esse sistema foi recuperado pelo general Etchegoyen e foi derretido pela senhora Rousseff, que não acreditava em inteligência"

Em seu blog, Dilma acabou apelando para distorções afirmando que durante seu mandato, o GSI falhou "ao não detectar e impedir o grampo feito ilegalmente no meu gabinete, em março de 2016 - sem autorização do Supremo Tribunal Federal -, quando foi captado e divulgado meu diálogo com Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas dele ser nomeado para a Casa Civil."

O fato concreto é que gabinete de Dilma jamais foi grampeado. Com ou sem autorização do STF (Supremo Tribunal Federal). Quem teve o telefone grampeado foi o ex-presidente Lula, com autorização do atual ministro da Justiça, Sergio Moro, então o juiz responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, que investigava uma série de delitos ligados ao petista.

Foi graças à gravação das conversas de Lula que a Justiça descobriu uma manobra ardilosa tramada pelo investigado e a então presidente da República para livrar o petista da cadeia. Dilma negociava a nomeação de Lula para o cargo de ministro de seu governo, o que garantiria ao petista a prerrogativa de foro privilegiado. Dilma se queixa do famoso diálogo com Lula (aquele no qual informava ao padrinho político que estava enviando 'o papel' através do "Bessias").

De forma desqualificada, Dilma tentou rebater observações feitas pelo General Augusto Heleno, mas evitou mencionar uma série de fatos, como a suposta tentativa de obstruir a Justiça assegurando a Lula um cargo de ministro ou sobre a retirada das câmaras do Palácio do Planalto, supostamente para evitar o registro do ingresso dos amigos do PT.

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