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Lula e o PT ficam sem narrativa de perseguição política por parte de Moro, caso o petista seja condenado pela juíza Gabriela Hardt



O ex-presidente Lula e o PT podem ficar sem a velha narrativa imaginária de que foram vítimas de perseguição política em breve. Com a saída do juiz Sergio Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba, os processos que pesam contra o ex-presidente passam a ser conduzidos, em um primeiro momento, pela juíza substituta Gabriela Hardt.

Ela já vinha atuando em situações de ausência do magistrado titular. Foi a juíza que decretou a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu em maio deste ano. Além dos casos próprios, a juíza ficará provisoriamente a cargo também de todos os processos sob a responsabilidade de Moro, que não devem ser redistribuídos, permanecendo na 13ª Vara Federal.

Entre os casos que ficarão por ora a cargo da juíza, está por exemplo a ação penal em que o ex-presidente Lula é acusado de receber vantagens indevidas por meio da reforma de um sítio em Atibaia. O processo já está na fase final e Lula será interrogado por Gabriela Hardt no dia14 de novembro, caso não ocorra nenhum imprevisto.

Como o juiz federal Sérgio Moro aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, não há mais nada que justifique a narrativa de que o magistrado exerce perseguição política contra Lula ou quem quer que seja. O próprio Moro declarou recentemente que não poderia pautar sua vida pelo “álibi falso da perseguição política” criada pelo petismo. O magistrado deu a declaração logo após confirmar seu afastamento imediato das atividades como juiz.

Gabriela Hardt é paranaense, tem 42 anos e cresceu em São Mateus do Sul, a 150 quilômetros de Curitiba. O pai dela trabalhava em uma unidade da Petrobras que fica na cidade. Só falta Lula e o PT alegarem que este fato pode interferir no juízo de valor da substituta de Moro.

A chance de Lula ser condenado pela segunda vez na Lava Jato é altíssima. Só que desta vez, a sentença não partirá do juiz Sérgio Moro. Em todo caso, não há mais como acusar o magistrado de perseguição política. É como disse Moro há poucos dias: "O que existe um crime que foi descoberto, investigado e provado, e as cortes apenas cumpriram a lei. Lula foi preso porque cometeu um crime e não por conta das eleições", observou o magistrado.

De fato, o problema de Lula é a Justiça, não o juiz Sérgio Moro


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