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Tudo indica que Haddad é o candidato com maiores chances de chegar ao 2.º turno e vencer as eleições presidenciais



Como já era de se esperar, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, desponta com maiores chances de chegar ao segundo turno das eleições presidenciais de outubro, segundo aponta a nova pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha nesta sexta-feira, 14.

Herdeiro natural dos votos de Lula, Haddad foi o candidato que mais avançou numericamente entre os adversários e quase triplicou as intenções de votos ao longo das últimas pesquisas, partindo de 4% para 6%, 9% e agora aparece com 13%,. Segundo a pesquisa, Haddad apresenta uma forte tendência de superar o candidato do PDT, Ciro Gomes, que também aparece com 13%, já na próxima rodada de pesquisas.

A partir de agora, a campanha de Haddad deve explorar ao máximo a imagem de Lula, visando garantir o maior índice de transferência de votos possível até o final do primeiro turno das eleições. Lula aparecia com mais de 30% de intenções de votos nas últimas pesquisas em que figurou como candidato.

Uma vez no segundo turno, é provável que a campanha de Haddad dê uma guinada, abandonando a ancoragem de Lula e focando em outras estratégias. Como os dois adversários nesta fase da disputa poderão contar com o mesmo tempo na propaganda eleitoral na TV e rádio, a campanha de Haddad deve apostar na desconstrução da imagem do adversário. Ao que tudo indica, Bolsonaro se tornará alvo de uma campanha feroz.

Ainda no primeiro turno, a campanha de Haddad deve se concentrar em garantir os votos na Região Nordeste, onde Lula consegue seu melhor desempenho e onde há o maior número de indecisos até o momento. Na última pesquisa, Haddad já aparece com 20% de intenções de votos nesta região.

Segundo a Folha. "Ainda há espaço Na última sondagem do Datafolha em que apareceu, Lula foi mencionado como o candidato preferido de 59% dos nordestinos. Por isso o esforço do PT em ampliar, na região, a transferência dos votos do ex-presidente para seu escolhido".

 No segundo turno, a artilharia contra o candidato Jair Bolsonaro deve ser pesada. A campanha de Haddad poderá usar a vice, Manuela d'Ávila, garantir os votos femininos. Haddad também herdará uma ampla aliança e provavelmente contará com o apoio de candidatos como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles, (MDB), para ficar apenas nos mais expressivos.

Na outra ponta, os ataques mútuos das campanhas de Bolsonaro e Alckmin podem ter inviabilizado qualquer aliança no segundo turno e esta possibilidade abre uma avenida enorme para a volta do PT ao poder. Bolsonaro é o mais rejeitado, segundo a pesquisa e seus índices negativos podem ser ampliados ainda mais com as campanhas de desconstrução de sua imagem que estão sendo reservadas para o segundo turno.

A notícia ruim é que neste momento, as chances do PT voltar ao poder com Haddad são enormes. Desde a redemocratização, nenhum candidato com mais de 40% de rejeição venceu uma eleição presidencial. Nesta última pesquisa, Bolsonaro manteve seu alto índice negativo e aparece com 44% de rejeição, contra 26% de Haddad. É virtualmente o candidato com menores chances de derrotar o PT no segundo turno. Isto explica o fato de ser ele o candidato preferido da esquerda para este enfrentamento.

O calcanhar de aquiles da campanha de Bolsonaro foi ainda mais fragilizado pelos ataques de seus apoiadores a candidatos como Álvaro Dias, Geraldo Alckmin e João Amoêdo. Além de garantir a antipatia de eleitores da esquerda, Bolsonaro e seus apoiadores romperam laços importantes que poderiam fortalecê-lo em um eventual segundo turno. Neste sentido, as chances de eleitores atacados por sua campanha votarem nulo no segundo turno podem ser maiores que o voto útil no candidato.

A volta do PT ao poder significa a volta de Lula, solto por um eventual indulto presidencial, além da volta de José Dirceu, João Vaccari Neto e outros petistas. Pode significar ainda o fim da Operação Lava Jato. Com o ministro Dias Toffoli na Presidência do STF, o caminho para a permanência da esquerda no poder pode ser pavimentado com mais facilidade. 

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