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Se Paulo Guedes cair antes da eleição? Economista de Bolsonaro teria se beneficiado de fraudes em fundação ligada ao BNDES



Apresentando-se como arauto do combate à corrupção, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), penhorou toda a sua confiança do economista Paulo Guedes, garantindo antecipadamente a vaga de ministro da Fazenda em seu eventual governo.

Mas ao que tudo indica, a aura de confiança no escolhido por Bolsonaro parece se esvair em meio ao surgimento de uma notícia grave: Paulo Guedes foi apontado pelo juiz Tiago Pereira, da Quinta Vara Criminal Federal do Rio, como beneficiário de um esquema fraudulento que causou prejuízos à fundação responsável pela gestão da aposentadoria dos funcionários do BNDES, a Fapes.

Apesar de não figurar como réu no processo, o juiz condenou três executivos da Dimarco por gestão fraudulenta de instituição financeira. As operações coordenadas pela Dimarco deram à fundação ligada ao BNDES um prejuízo de R$ 12,8 milhões no período investigado, enquanto os clientes tiveram lucro de R$ 5,85 milhões. A GPG, corretora de Guedes e sua esposa, Maria Cristina Bolívar Guedes, lucrou R$ 596 mil.

Além da GPG, de Guedes, e dos sócios da Dimarco, oito investidores individuais e dois fundos de investimento são citados como beneficiados pelas fraudes. Segundo o juiz, os elevados índices de sucesso nas operações desses clientes "evidencia altíssima probabilidade do cometimento de ilicitude".

Ao ser citado em um processo envolvendo fraudes milionárias envolvendo fundos de aposentadoria de funcionários do BNDES, o economista de Bolsonaro é exposto publicamente antes mesmo da eleição. Ainda é prematuro avaliar que tipo de impacto isto terá na escolha de Paulo Guedes. Caso o futuro ministro da Fazenda de um eventual governo de Bolsonaro caia antes da eleição, o candidato fica órfão de seus discursos para a área econômica.

Confira a matéria completa na Folha

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