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Lula pedia e recebia propinas e vantagens indevidas no esquema do pré-sal, diz fundador do PT na Lava Jato



O ex-ministro Antonio Palocci, um dos fundadores do PT e considerado o terceiro homem na hierarquia do partido, abaixo apenas do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu, confirmou em depoimento na Lava Jato que Lula atuou pessoalmente pedindo propinas e vantagens indevidas.

Aos procuradores da Lava Jato, Palocci afirmou que Lula se envolveu pessoalmente em esquemas ilícitos em negociatas relacionadas a projetos do governo no pré-sal. Segundo o ex-ministro, Lula e o governo petista entraram num clima de “delírio político” com a descoberta das reservas bilionárias de óleo e passaram a atuar de maneira descuidada do ponto de vista jurídico. Ex-braço direito de Lula, Palocci afirma que o petista foi beneficiário direto de propinas de outros projetos do governo, como a negociação do contrato bilionário de compra de caças para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) e no caso da construção da Usina de Belo Monte.

“O pré-sal colocou todos os âmbitos do governo em torno dessas riqueza. No governo Lula, o pré-sal foi enxergado como um passaporte para o futuro, que foi um bilhete premiado no final de governo. Que o clima era de delírio político. Que isso dá ao ex-presidente um momento de atuação raro, descuidando da parte jurídica. Que ele passa a atuar diretamente no pedido de vantagens indevidas”, diz Palocci no depoimento. “Que, em outros casos de atuação direta do ex-presidente Lula, como dos caças, com atuação do presidente francês, receberam vantagens indevidas Lula e o PT, ou, no caso de Belo Monte”, segue o ex-ministro.

Palocci não é um delator qualquer. Fundador do PT, ex-prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, Palocci participou das decisões mais importantes do partido nas últimas duas décadas.

Acompanhe o depoimento completo de Palocci no vídeo abaixo:



Com informações de O GLOBO

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