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Grupo de Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, no Facebook, explode e tem 10 mil pedidos de adesão por minuto



O grupo fechado Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, no Facebook, está se tornando um fenômeno mundial. Em pouco mais de dez dias desde a sua criação, o grupo já agrega quase 1 milhão de mulheres. O grupo fechado é administrado por 9 mulheres e conta com cerca de 50 administradoras voluntárias que tentam dar conta do volume monstruoso de notificações solicitando a adesão ao grupo. Segundo matéria publicada no site Metrópoles, "São mais de 10 mil pedidos de adesão por minuto. Criado em 30 de agosto, a página teve uma explosão.

Confira abaixo um trecho da matéria:

“Até o final da semana seremos 1 milhão. Nós vamos decidir essa eleição, vamos fazer história, a imprensa internacional falará de nós e nunca mais nenhum outro político ousará menosprezar a figura feminina”, escreveu uma das administradoras.

O texto de apresentação do coletivo diz:

“Grupo destinado a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores. Acreditamos que este cenário, que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos, é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força! O reconhecimento da força da união de nós mulheres pode direcionar o futuro deste país! Bem-vindas aquelas que se identificam com o crescimento deste movimento”.

As motivações para criar o grupo são ideológicas. “Não recebemos pagamento ou comissão para estar aqui, estamos trabalhando duro porque acreditamos num propósito viável e importante para nós mulheres”, afirmou outra moderadora.

Entre os depoimentos compartilhados no grupo, há relatos dos mais diversos perfis: mulheres de direita, mas que não concordam com as ideias de Jair Bolsonaro, e de esquerda, que combatem com veemência o discurso violento propagado pelo candidato do PSL.

Uma delas afirmou: “Sou esposa de um coronel do Exército e esse Bolsonaro não nos representa. Ele não tolera as minorias e somos pais de um filho autista. Ele trata deficientes, mulheres, negros, homossexuais com deboche e desprezo”.

O candidato que aparece como favorito a uma das vagas no segundo turno das eleições presidenciais de outubro se notabilizou nas redes sociais por declarações polêmicas contra mulheres, homossexuais e afrodescendentes. Na ausência de feitos dignos ao longo de quase três décadas como político e sete mandatos como deputado federal, Bolsonaro optou por fazer declarações polêmicas para ganhar notoriedade.  Entre seus maiores feitos neste sentido, chamou a colega de Congresso Maria do Rosário de 'vagabunda', levou uma cusparada na cara do colega Jean Wyllys e disse que ninguém gosta de Gay.

Mas estas não foram as únicas declarações polêmicas que projetaram Bolsonaro. Eleitor de Lula e fiel membro da base aliada nos dois mandatos do hoje presidiário, o deputado sempre votou com a esquerda, como em questões como a quebra dos monopólios da exploração do petróleo e das telecomunicações. No vídeo abaixo, Boslonaro admite que conseguiu se projetar nacionalmente graças à suas declarações polêmicas, como a que sugeriu que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso merecia ser fuzilado. No vídeo abaixo, Bolsonaro afirma que se não tivesse dito isto, jamais teria sido entrevistado pelo apresentador Jô Soares:



Bolsonaro enriquece na política. Dono de imóveis em áreas valorizadas, como casas em condomínios na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o deputado recebeu auxílio-moradia para morar em seu apartamento próprio em Brasília durante décadas e chegou a alegar que abrir mão de seus privilégios, como assessores, verbas para viajar de avião, pagar telefone e gasolina seria hipocrisia. Do mesmo modo que Bolsonaro soube fazer uso do dinheiro do contribuinte, o parlamentar não é bem visto pelas mulheres por outro motivo: no vídeo abaixo, Bolsonaro afirma que o Estado não tem que ficar paparicando o cidadão, investindo em creches, escolas e educação para crianças.



O Mulheres Unidas Contra Bolsonaro superou a marca de 1 milhão de integrantes logo após a publicação desta matéria.



Com informações do Metróploes

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