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Mourão, agora vice de Bolsonaro, se diz arrependido por declarações sobre intervenção militar



O candidato à vice na chapa do candidato Jair Bolsonaro, o general Hamilton Mourão, do PRTB, criou algumas polêmicas logo após ter sido oficializado como vice do candidato do PSL. No lugar de exaltar os valores e qualidades do povo brasileiro, que teve a educação, saúde e segurança negligenciada por séculos pelas elites do país, Mourão preferiu atribuir alguns problemas do Brasil à uma suposta herança cultural de seu povo. Segundo o general, o brasileiro teria herdado a indolência do índio e a malandragem do negro. O apreço pelos privilégios teria tido origem na herança cultural dos portugueses.

Independente dos argumentos de que o general não foi racista por ter citado, sem mencionar a fonte, uma frase modificada, originalmente atribuída ao economista Roberto Campos, Mourão foi infeliz por manifestar uma suposta insatisfação com a "amalgama" que compõe a sociedade brasileira. Na ocasião, Mourão fez um mea culpa e lembrou seus laços consanguíneos com os povos indígenas, tornando-se ele próprio um testemunho vivo de suas contradições. Como descendente de índios, ascendeu na carreira militar alcançando o mais alto posto do Exercito Brasileiro, e agora pleiteia ocupar o cargo de vice do ocupante do cargo mais alto da nação, no caso a Presidência da República.

Prevendo outros embaraços, Mourão se antecipou para justificar declarações suas sobre uma possível intervenção militar no Brasil. Durante a convenção nacional do PRTB, o general disse que foi mal interpretado quando falou, em dezembro do ano passado, na hipótese de intervenção militar.

“Naquela ocasião, eu não fui feliz na forma como eu respondi. O que eu quis colocar é que as Forças Armadas, dentro da visão militar, são responsáveis pela garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem. Quando se fala isso, está falando em garantir a democracia e a paz social. Felizmente tudo está caminhando da forma que tem que ser.”

Mourão perdeu o cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército, em dezembro do ano passado, por defender a intervenção militar. Em menos de três meses, ele falou duas vezes sobre a possibilidade de ocorrer intervenção no Brasil se o Judiciário não conseguisse resolver "o problema político" nacional, diz o Globo.

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