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Lula, Palocci, Gleisi e Paulo Bernardo foram denunciados ao STF por corrupção, mas até o momento, nada



Há cerca de três meses, a Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-presidente Lula, a ex-ministra senadora Gleisi Hoffmann, os ex-ministros Antonio Palocci e Paulo Bernardo,  por corrupção e lavagem de dinheiro. Os quatro foram acusados de receber propina da Odebrecht em troca de favores políticos, em 2010. A denúncia foi apresentada no dia 30 de abril ao Supremo Tribunal Federal, três semanas após o ex-presidente Lula se entregar à Polícia Federal.

A denúncia se baseia em delações de executivos da Odebrecht. Segundo Raquel Dodge, os atos criminosos começaram em 2010 quando a Odebrecht prometeu ao então presidente Lula a doação de US$ 40 milhões em troca de decisões políticas que beneficiassem o grupo econômico.

As investigações revelaram que o dinheiro ficou à disposição do Partido dos Trabalhadores. Na denúncia oferecida ao STF contra os quatro petistas, Raquel Dodge destaca que, além dos depoimentos dos delatores, a prática dos crimes foi comprovada por documentos apreendidos como planilhas, mensagens e quebra de sigilos telefônicos.

Entre as contrapartidas oferecidas pelo PT à Odebrecht, segundo a denúncia, está o aumento da linha de crédito do BNDES para Angola.

Raquel Dodge afirma na denúncia que, em 2014, Gleisi Hoffmann e o marido dela, Paulo Bernardo, aceitaram receber, via caixa dois, a doação de R$ 5 milhões, destinados à campanha eleitoral. A denúncia está na mesa do relator da Lava Jato no Supremo, ministro Luiz Edson Fachin.

A procuradora-geral informa que o esquema tinha quatro núcleos específicos: político, econômico, administrativo e financeiro. Ela pediu a condenação de Lula, dos ex-ministros Paulo Bernardo e Antonio Palocci e do chefe de gabinete Leones Dall’Agnol por corrupção passiva, e de Marcelo Odebrecht, por corrupção ativa.

No caso da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, além da corrupção ativa, a denúncia inclui lavagem de dinheiro. A última providência do STF sobre a senadora petista foi inocentá-la no processo em ela e seu marido Paulo Bernardo figuravam como réus, acusados dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo desvios de R$ 1 milhão da Petrobras. Quanto à mais recente denúncia da PGR, até o momento, nada. 

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