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Lula foi absolvido em investigação descuidada de Janot, diz a Folha



A Folha chama a atenção para aspectos sobre a controversa postura do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante o período em que comandou o Ministério Publico Federal do país. São vários episódios permeados de suspeitas, como os absurdos acordos de delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e do dono do grupo JBS, Joesley Batista. Nenhum dos casos rendeu qualquer condenação a membros do PT, apesar das relações espúrias entre os delatores e os integrantes dos governos Lula e Dilma reveladas pelas investigações da Operação Lava Jato e pelos próprios delatores.

Nesta quinta-feira, 12, o juiz federal do DF Ricardo Augusto Soares Leite, absolveu o ex-presidente Lula da denúncia de obstrução à Justiça e ressaltou a ausência de provas, a fragilidade de argumentos do Ministério Público e as dúvidas que foram levantadas mas não comprovadas ao longo da apuração.

Segundo a Folha, "As referências mostram que a raiz da absolvição de Lula foi uma investigação ruim, descuidada, conduzida pela equipe da PGR (Procuradoria-Geral da República) sob a chefia do então procurador-geral da República Rodrigo Janot".

Curiosamente, outros investigados por Janot também foram poupados, pelo menos até o momento, de punições por supostos crimes atribuídos a suspeitos durante o reinado do ex-procurador-geral que chegou a ser fotografado em um boteco em Brasílias em um encontro secreto com um dos advogados de Joesley Batista. A lista de supostos poupados pela alegada 'incompetência' de Janot é extensa. As denúncias do ex-PGR contra gente como Lula, Dilma, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, Decídio do Amaral e outros parecem ter sido de 'araque'. 

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