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Eduardo Cunha estaria esperando apenas a definição sobre o próximo presidente da República para negociar acordo de delação



Enquanto muitos acreditam que o país vai passar por um processo de pacificação política após as eleições presidenciais de outubro, outros preferem o pragmatismo, reconhecendo que o Brasil entrou num ciclo de turbulências que dificilmente serão superadas nos próximos anos.

Além do ativismo do Judiciário, dos meios de comunicação, jornalistas e formadores de opinião, como a classe artística, há um clima de descontentamento entre a população com a classe política. Independentes de quem vencer o pleito majoritário em outubro, a tendência é a de que o Brasil continue dividido e passando pelas mesmas turbulências políticas atuais.

É justamente neste cenário futuro que podem surgir novos fatos aterradores. Uma das possíveis fontes de novas turbulências, o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), é, de longe, uma das mais temidas pela classe política.

Nesta quinta-feira, 11, o juiz titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, Vallisney de Souza Oliveira, manteve a prisão preventiva determinada contra ), no âmbito da Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017 com base na delação da JBS.

As especulações de que um eventual acordo de delação de Cunha poderia sacudir o meio político não são recentes. Apesar do silêncio de Cunha,  a apreensão de boa parte de seus pares permanece. A avaliação é a de que o ex-deputado estaria apenas esperando a definição sobre os novos atores após as eleições de outubro para colocar suas cartas na mesa. Cunha não estaria disposto a queimar 'cartuchos' com defuntos em fim de mandato, mas também não estaria interessado em mofar na cadeia pelo resto da vida. Barganhar com recém-eleitos pode ser mais proveitoso para o emedebista. O consenso é o de que uma delação de Cunha tem o poder abalar toda a classe política brasileira. Seja agora ou no ano que vem.

2019 promete.

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