linkaki

Bolsonaro começa a se consolidar como alternativa por meio de possíveis alianças com políticos tradicionais



O pré-candidato Jair Bolsonaro começa a quebrar resistências ao seu nome na disputa pela Presidência da República. Na medida em que as eleições se aproximam, Bolsonaro se torna mais pragmático e já admite alianças com políticos e partidos tradicionais.

Além da tentativa de aliança com o PR de Valdemar Costa Neto, Bolsonaro já não descarta alianças até bem pouco tempo inimagináveis. Segundo o Antagonista, "em visita a Marabá, o agora consolidado presidenciável respondeu da seguinte forma, quando questionado sobre a possível aliança entre o PSL e o MDB no Pará (comandado pelo clã Barbalho)" Bolsonaro foi direto ao ponto: "Se o nosso foco é a cadeira presidencial, paciência.”

Enquanto isso, o provável futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro, Paulo Guedes, sinalizou que pretende manter quadros do atual governo de Michel Temer na área econômica. O presidenciável já contaria com o apoio de boa parte do DEM, de Rodrigo Maia, o que pode significar a ampliação da disputa por cargos num eventual governo de Bolsonaro. Coisas da política vistas com bons olhos pelo mercado e por meios de comunicação.

Enquanto se mantinha isolado como um deputado do baixo clero, como ele próprio reconhece, Bolsonaro ainda conseguia manter alguma distância dos demais representantes da classe política. Mas para quem pretende dar um passo rumo à Presidência, torna-se praticamente impossível ignorar alianças com forças políticas nos partidos, no Congresso e nos estados, onde os palanques serão cruciais durante a curta campanha deste ano. É como diz o próprio: "Se o nosso foco é a cadeira presidencial, paciência.”

No passado, o ex-presidente Lula também enfrentou resistência de seus apoiadores quando firmou alianças com gente como Valdemar Costa Neto e os representantes emedebistas do clã Barbalho do Pará.

Se por um lado, o pragmatismo de Bolsonaro em firmar alianças políticas visando horário gratuito na TV durante a campanha e manter quadros do atual governo para agradar o mercado desagrada parte de seus apoiadores, sua candidatura começa a ganhar corpo entre a classe política. 

Informe seu Email para receber notícias :