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Atípico. Faltando menos de três meses para eleições, presidenciáveis ainda não indicaram seus vices



A eleição presidencial de 2018 apresenta uma série de atipicidades em relação aos pleitos anteriores. Uma delas é a indefinição de maior parte do eleitorado quanto às suas preferências. Cerca de 60% dos eleitores ainda não se decidiram em quem vão votar ou se vão votar em algum dos atuais pré-candidatos.

Os políticos também seguem na corrida ao Palácio do Planalto cercados de indefinições quanto a possíveis alianças e até mesmo sobre a escolha de seus vices. Segundo a Gazeta do Povo, "O senador Magno Malta (PR-ES) avisou que não será vice de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial. Com isso, o capitão da reserva já avalia o “plano B”: a advogada e professora Janaína Paschoal (PSL), autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, e o general Augusto Heleno, do PRP".

Bolsonaro não é o único que enfrenta dificuldades em indicar um vice para sua chapa. No caso do Brasil, a indicação de um bom vice-presidente é importante. No retrospecto da redemocratização, três vices assumiram o comando do país nas últimas décadas: José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer

Mas há casos ainda mais emblemáticos. Alguns pré-candidatos já foram anunciados por partidos, mas ainda não estão com a situação garantida em algumas legendas. O ex-ministro Henrique Meirelles tenta emplacar sua candidatura pelo MDB, enquanto o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin tenta se firmar como candidato pelo PSDB. Até mesmo o PT, partido que venceu as quatro últimas eleições presidenciais, ainda não tem um candidato definido. O ex-presidente Lula, que se encontra preso em Curitiba desde o início de abril, se tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa e não poderá efetuar o registro de sua candidatura em agosto, segundo ministros do Tribunal Superior Eleitoral.

Ao longo do ano, vários presidenciáveis permitiram que seus nomes fossem ventilados como possíveis candidatos, mas acabaram jogando a toalha com suas candidaturas, como foi o caso dos apresentadores de TV, Luciano Huck e José Luiz Datena, além do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa.

Confira as principais datas do calendário eleitoral das Eleições Gerais de 2018:
O pleito ocorrerá no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, nos casos de segundo turno.

Convenções partidárias

As convenções para a escolha dos candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital deverão ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.

Registro de candidatura

O último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem junto à Justiça Eleitoral o requerimento de registro de candidatos é 15 de agosto. O TSE receberá o requerimento de candidatos a presidente e vice-presidente da República, e os tribunais regionais eleitorais (TREs) o requerimento de candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

Propaganda eleitoral

No dia 16 de agosto, passa a ser permitida a realização de propaganda eleitoral, como comícios, carreatas, distribuição de material gráfico e propaganda na Internet (desde que não paga), entre outras formas.

Plano de mídia

O TSE e os TREs têm até 24 de agosto para elaborarem – junto com os partidos políticos e a representação das emissoras de televisão e de rádio – plano de mídia para uso da parcela do horário eleitoral gratuito a que tenham direito, garantida a todos a participação nos horários de maior e menor audiência.

Horário eleitoral

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 31 de agosto (37 dias antes das eleições) e término no dia 4 de outubro. O período foi reduzido de 45 para 35 dias.

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