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A vez de Favreto. CNI já afastou magistrados que usaram plantão para livrar parentes, amigos, traficantes e organizações criminosas



O desembargador que mandou soltar o ex-presidente Lula no início de julho caiu no radar do  Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O colegiado vai analisar se Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, cometeu infração disciplinar ao conceder uma liminar para livrar da Lula da cadeia durante seu plantão no TRF-4.

Ao que tudo indica, e os brasileiros sabem bem disso, a conduta de Favreto é mais comum do que o recomendável para um Judiciário que se preze. O CNJ já afastou magistrados suspeitos de aproveitar o plantão judicial para favorecer parentes, amigos, advogados, traficantes e organizações criminosas.

Mas Favreto, nomeado por Dilma para o cargo de desembargador do TRF-4 em 2014, pode contar com a sorte de ter sido filiado ao PT durante quase 20 anos. Cabe ao presidente do CNJ definir pautas de julgamentos. A partir de setembro, o CNJ estará sob o comando do ministro Dias Toffoli, que foi o relator do processo que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu, em junho. Toffoli, assim com Favreto, possui um vasto histórico de relações com o PT.

Segundo o site O Antagonista, Favreto foi nomeado por José Dirceu para o cargo de assessor especial do então subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Dias Toffoli, em 2005, durante o primeiro mandato de Lula.

Com informações da Folha.

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