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Julgamento de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo no STF na terça pode colocar fim em anos de impunidade



O julgamento da senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, acusados de envolvimento no esquema da Petrobras, marcado para a próxima terça, dia 19, pode colocar fim a um longo período de impunidade quanto aos crimes atribuídos ao casal de petistas.

Os dois serão julgados pelos cinco ministros que compõem a Segunda Turma, responsável pelos casos da Lava Jato na corte. Gleisi Hoffmann e o marido são acusados de ter usado R$ 1 milhão oriundo de desvios na estatal na campanha da petista ao Senado em 2010. O valor, segundo a acusação, saiu de empresas que tinham contratos com a Petrobras e era arrecadado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, que virou delator.

A Procuradoria-Geral da República acusa o casal e um empresário de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em novembro passado, a procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu a condenação pelos crimes e o pagamento de R$ 4 milhões como reparação de danos morais e materiais.

A denúncia contra os petistas foi recebida pela Segunda Turma em setembro de 2016. Em agosto do ano passado, Gleisi prestou depoimento e disse que o processo sofria um “alto grau de politização”.

Os dois ocuparam cargos de ministros durante os governos de Lula e Dilma. Mas Paulo Bernardo ainda tem outras 'broncas' com a Justiça.  Segundo a Istoé, "A organização criminosa do ex-ministro de Dilma que desviou R$ 100 milhões e lesou aposentados", numa referência à participação de Paulo Bernardo em um esquema denunciado pelo Ministério Publico Federal. Segundo o MPF, Paulo Bernardo, que chegou a ser preso em 2016, atuou como o “patrono” e “líder” de uma organização criminosa – composta por 13 pessoas – que se especializou em lesar aposentados endividados, brasileiros vulneráveis vítimas de uma fraude que arrecadou R$ 100 milhões e serviu para irrigar as contas de agentes públicos e do Partido dos Trabalhadores.

Segundo a Polícia Federal, cada servidor aposentado e da ativa que contraiu um empréstimo com desconto em folha pagou R$ 1 por mês para a quadrilha, totalizando R$ 100 milhões entre 2009 e 2015. A cada R$ 1 pago, a organização criminosa comandada pelo “gordinho ou número 1”, como o petista Paulo Bernardo foi qualificado em diálogos interceptados pelo Ministério Público Federal em São Paulo, embolsava R$ 0,70 de propina. O sobrepreço da taxa (R$ 0,30) era usado para pagar a empresa que desenvolveu o sistema para gerenciar o software de controle de créditos consignados, a Consist. O serviço até 2009 era realizado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que cobrava menos da metade disso.

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