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Deputados adiam votação que prevê economia de R$ 2,3 bilhões com o fim dos penduricalhos de servidores



A votação do relatório prevê economia de pelo menos R$ 2,3 bilhões com o fim dos penduricalhos e limita o teto do funcionalismo público foi adiada  mais uma vez na Câmara dos Deputados, em Brasília, esta semana.

Uma manobra orquestrada por integrantes da Frente Parlamentar da Segurança Pública e contrários à lei do teto de salários adiou a votação. Pouco antes do deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) ler o seu parecer sobre projeto de lei que regulamenta o teto remuneratório do funcionalismo público, os deputados se adiantaram e pediram vista coletiva ao texto e ao substitutivo ao projeto.

Ficou decidido que caberia a uma comissão especial da Câmara analisar o texto do parecer na tarde de terça-feira, 12. Com o pedido, uma nova data para a votação deve ser marcada. Bueno é o relator do projeto e apresentou o parecer na segunda, no qual é prevista  uma economia do dinheiro do contribuinte de pelo menos R$ 2,3 bilhões com o fim dos penduricalhos. Esta é a estimativa de economia anual com a aprovação do substitutivo ao projeto de lei 3123/2015. “São até R$ 1,16 bilhão com base no gasto máximo com o pagamento de auxílio moradia, que hoje não é submetido ao abate teto, e de até R$ 1,15 bilhão com o fim do pagamento da venda de 30 dias de férias por integrantes do Judiciário e Ministério Público da União e dos Estados” revela Rubens Bueno, autor do projeto.

A manobra da Frente Parlamentar de Segurança Pública, da qual fazem parte os deputados Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Eráclito Fortes, (Veja a lista completa aqui), de pedir vista para adiar votação do parecer sobre teto do funcionalismo e o fim dos penduricalhos, não deixou margem sobre uma nova data de votação e o povo continuará pagando os privilégios da elite sustentada pelo contribuinte.

Em um vídeo que circulou na internet esta semana, o pré-candidato Jair Bolsonaro demonstrou irritação quando foi indagado sobre o excesso de privilégios dos políticos. Ao comentar o assunto, Bolsonaro não mencionou que recebe auxílio-moradia, mas reconheceu que seria hipocrisia de sua parte propor corte das vergonhosas regalias que usufruiu há décadas como parlamentar. Infelizmente, o pensamento de parte da classe política de que eles têm o direito de se servir à vontade do dinheiro suado do contribuinte ainda prevalece entre muitos parlamentares, que custam quase R$ 2 milhões por ano ao povo, inclusive para o catador de latinhas e o deficiente que pede moedinhas na esquina. Eles acham justo receber quase R$ 5 mil por mês para morar em suas próprias casas, torrar quase R$ 50 mil com passagens aéreas e transportes todo mês, mesmo recebendo salários acima de R$ 30 mil. Muito dizem que o problema do Brasil é a corrupção apenas para ocultar que fazem parte da elite que drena dezenas de bilhões do povo por mês. Além dos salários e privilégios que não condizem com a realidade do país, as pautas corporativista do Congresso causam um grande desserviço à população sofrida que rala para perder metade do que ganha em impostos.


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