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Traumatizados com fracassos, PT desiste de convocar manifestações pelo país



Pouco antes de ser preso, o ex-presidente Lula garantiu que o PT se tornaria ainda mais forte, caso a Justiça ousasse colocá-lo na cadeia. Os representantes do partido também prometiam que haveria uma grande comoção nacional com a prisão de Lula, e que o PT demonstraria sua força nas ruas.

Foram tantas as promessas de revolução, de desobediência civil, de bloqueios de estradas e instalação de caos no país, que muita gente realmente acreditou que haveriam tumultos generalizados após a prisão de Lula. Até mesmo ministros do STF chegaram a profetizar atribulações jamais vistas pelo país.

Mas ao contrário do que se imaginava, não aconteceu absolutamente nada desde o dia em que Lula precisou se esgueirar entre um grupo de militantes que impedia sua saída da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, para se entregar à Polícia Federal do outro lado da rua.

De lá para cá, a situação do PT só se agravou. O fiasco do acampamento de militantes do MST, CUT e PT em frente a prédio da Polícia Federal, em Curitiba, onde o petista se encontra preso, foi apenas o prenúncio de que Lula e os membros de seu partido passariam por outras frustrações inesperadas. A prisão do ex-ministro José Dirceu e o relatório conclusivo apresentado pela Polícia Federal sobre os crimes da presidente nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, aprofundou ainda mais a crise no PT.

Diante dos últimos acontecimentos, dirigentes do PT reconhecem que a desmobilização da militância tende a se tornar ainda mais crônica nos próximos dias. Convocar qualquer manifestação agora está totalmente fora de cogitação no partido. A convicção de que quase ninguém estaria disposto a sair nas ruas para defender Lula, Dirceu e Gleisi Hoffmann é desanimadora, admite um dirigente da legenda. 

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