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Raquel Dodge espreme Edson Fachin contra a parede. Ministro do STF faz corpo mole sobre rescisão do acordo JBS de Joesley Batista



A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, colocou o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, numa verdadeira saia justa em relação a absoluta falta de providências da famigerada delação da JBS-Friboi, do açougueiro Joesley Batista. Fachin, responsável pela homologação do acordo de delação premiadíssima dos criminosos que confessaram mais de 200 crimes está sentado há quase dez meses sobre um pedido de cancelamento do acordo de delação do grupo que prosperou de forma sobrenatural durante os governos corruptos do PT de Lula e Dilma.

Em dezembro do ano passado, Raquel Dodge, enviou STF mais um parecer no qual reiterava um  pedido anterior para homologação da rescisão do acordo dos benefícios da delação premiada de Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F, e do executivo do grupo Ricardo Saud. Edson Fachin, relator do caso. dicou de resolver a questão, mas não tomou qualquer providência.

Na ocasião, Raquel Dodge afirmou que os acusados omitiram da procuradoria a participação do ex-procurador Marcelo Miller a favor dos interesses do grupo J&F e uma suposta conta bancária de Saud no Paraguai.

“Trata-se, portanto, de forte indício, e não mera especulação, a reforçar que os colaboradores agiram movidos pelo intuito de ludibriar o MPF e proteger aliados, em conduta claramente desleal e afrontosa ao pacto que fizeram nos acordos de colaboração premiada e à Justiça”, destacou a procuradora-geral na época.

Como não houve qualquer providência quanto à 'desomologação' do vergonhoso acordo montado pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot e Joesley Batista, aprovado a toque de caixa por Fachin, Raquel Dodge encontrou uma forma de apertar o ministro, sem abraçá-lo. Noves meses após a apresentação de documentos complementares pelos delatores do Grupo J&F,  Dodge, pediu que  Fachin que tome providências em relação a 76 temas que poderão ser investigados em outras instâncias ou no próprio STF. A maioria dos pedidos é de desmembramento de informações de anexos para envio a outras instâncias, inclusive para a 13.ª Vara Federal de Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

Segundo Raquel Dodge, não faz qualquer diferença se Fachin rescinde de uma vez o acordo ou não. O importante é que os casos sejam logo encaminhados para instâncias inferiores para que os envolvidos sejam investigados e, possivelmente indiciados. Entre os anexos, trechos da delação na qual Joesley afirmou que manteve contas no exterior para os ex-presidentes Lula e Dilma, e que teria movimentado para os dois petistas cerca de R$ 500 milhões (U$ 150 milhões) nestas contas.

Raquel Dodge lembra que aguardava uma decisão do Supremo sobre a rescisão dos acordos de colaboração de Joesley Batista, Ricardo Saud, Wesley Batista e Francisco de Assis e Silva, que foi pedida em dois momentos diferentes a Fachin, sem que nada fosse resolvido. Diante da falta de definição do ministro do STF, a procuradora-geral resolveu se antecipar e cobrou de Fachin a liberação dos anexos para a Justiça comum.

“Os anexos complementares em sua grande parte estão relacionados a fatos que já fizeram parte da primeira cisão realizada, dessa forma, em muitos casos a providência a ser adotada é simples remessa para juntada no procedimento já em curso a partir da primeira fase da colaboração premiada dos executivos do Grupo J&F. Contudo, verificou-se, como consta na planilha acima, casos em que não foi instaurada investigação para fatos específicos narrados pelos colaboradores, o que motivou os diversos requerimentos de autuação de Petições autônomas”, disse Raquel Dodge.

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