linkaki

Quais são os grupos que promovem ataques contra agências de checagem de fatos? Iniciativa incomoda bandidos virtuais



A checagem de fatos é um importante aliado da sociedade para classificar informações que circulam na internet. A proliferação de notícias falsas ocorre em blogs de aluguel, páginas do Facebook e grupos do WhatsApp, mas também são inseridas sutilmente em veículos da grande imprensa, por meio de notinhas maldosas, insinuações, ilações e até mesmo por meio da famosa 'bola' de cristal fajuta de jornalistas inescrupulosos.

Não é raro encontrar em veículos a grande imprensa informações como 'fulano vai fazer isso', fulano quer uma embaixada', etc. Infelizmente, as ilações, previsões maldosas que nunca se concretizam e outros métodos mesquinhos de 'desinformação' que grassam em certos veículos concorrentes do Prêmio Joesley de Jornalismo não são passíveis de punição. O vazamento de transcrições falsas também é outro método utilizado por grandes grupos de comunicação e blogs de aluguel controlados por especuladores do mercado financeiro para desestabilizar o governo e interferir na cotação do dólar, valor de ações no mercado e debilitar politicamente pessoas públicas.

Os alvos da ira destes segmentos da imprensa são aqueles que ajudaram a expulsar os bandidos do PT do poder. Saudosos da farra com o dinheiro do contribuinte nos cofres públicos, grupos de picaretas da imprensa tentam se vingar do atual governo com fofocas, ilações e futurologia negativa. Por meio de notas, tons na fala e caretas, qualquer notícia pode ser manipulada, fatos positivos podem ser convertidos em fatos negativos com os tradicionais poréns, os 'mas', os poderia ser melhor, etc. Enfim. A grande imprensa inescrupulosa possui meios e métodos de manipular a notícia e permanecerem impunes, e ainda continuar pagando de paladinos do combate às fakenews.

Entretanto, a checagem de fatos é um meio importantíssimo para combater as mentiras, propriamente ditas. O Imprensa Viva apoia a iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Abaixo, a nota sobre os ataques de grupos organizados que vazam informações falsas nas redes sociais. A iniciativa é relevante, sobretudo em ano eleitoral. Políticos inescrupulosos vão apostar todas suas fichas na guerra virtual, divulgando mentiras contra adversários e exaltando a si próprios com outras mentiras. A sociedade precisa de aliados que atuam na fiscalização destas informações.

Desde o anúncio da parceria entre o Facebook e as agências de checagem Aos Fatos e Lupa em um programa de verificação de conteúdo postado na rede social, em 10.mai.2018, jornalistas e colaboradores desses veículos têm sido alvo de ataques no próprio Facebook e​ em​ outras plataformas, como Twitter e WhatsApp.

Por meio de vídeos e montagens de imagens, páginas e pessoas públicas ​classificam a iniciativa de checagem como "tentativa de censura da direita", atribuindo às agências ​e a profissionais que as compõem ​o rótulo de "esquerdistas"​. Os conteúdos e falas incitam o público a "reagir".

Perfis pessoais de colaboradores dos veículos​ em redes sociais ​​têm sido vasculhados​ e ​expostos​ em montagens, como supostas evidências de que as agências de checagem estariam a serviço de uma ideologia. Em alguns casos, fotos de cônjuges e pessoas próximas aos profissionais também foram disseminadas junto a afirmações falsas e ofensivas.

​​Para a Abraji, a crítica ao trabalho da imprensa é válida e necessária. Ao incitar, endossar ou praticar discurso de ódio contra jornalistas, porém, aqueles que reprovam as iniciativas de checagem promovem exatamente o que dizem combater: o impedimento à livre circulação de informações.

​​Os ataques pecam ainda pela imprecisão: o programa do qual a Aos Fatos e a Lupa fazem parte não envolve a retirada de conteúdos do Facebook ou o impedimento à publicação. De acordo com o próprio Facebook, conteúdos identificados como falsos continuarão disponíveis no feed de notícias; mas não poderão ser patrocinados. Quem quiser compartilhá-los receberá um alerta de que a veracidade da informação foi questionada.

Os critérios de checagem das agências são públicos e atendem aos requisitos da International Fact Checking Network (IFCN) -- um dos quais é o apartidarismo. A IFCN é parte do Poynter Institute, um dos mais renomados centros de formação e aprimoramento do jornalismo.

A Abraji se solidariza com os profissionais do Aos Fatos e da Lupa.

Diretoria da Abraji, 16 de maio de 2018.

Informe seu Email para receber notícias :