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Mais uma leva de problemas para Lula na Lava Jato. Além da delação de Palocci, acordo de ex-diretor da Petrobras eleva tensão no PT



O PT tem novos problemas. Após 13 anos envolvidos intensamente com inúmeros esquemas de corrupção e desvio de recursos públicos, a impressão que se tem é a de que os problemas do PT de Lula e Dilma jamais terão fim.

Além da prisão de 47 doleiros esta semana durante a deflagração da Operação "Câmbio, Desligo" da Polícia Federal e da assinatura do acordo de delação do ex-ministro Antonio Palocci, uma outra ameaça está tirando o sono de muita gente no PT: o possível acordo de delação do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, apontado como operador de propina do PT na estatal petrolífera.

Os sinais de que Duque está em estágio avançado de negociação de sua delação com os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, são inequívocos. O operador de propina do PT já  se tornou colaborador formal da força-tarefa em um acordo internacional com a Itália – já formalizado pelo juiz federal Sergio Moro – e deve passar a delatar também nos casos da Lava Jato.

Duque era mantido como uma reserva estratégica da Lava Jato contra possíveis ingerências na investigação por parte de inimigos não tão ocultos no próprio Judiciário. A carta na manga foi sacada logo após  a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), conhecida como "Turminha", ter tirado das mãos de Moro trechos da delação da Odebrecht que citam o ex-presidente Lula. Considerado pelos investigadores o principal intermediador de propinas para o PT dentro da Petrobras, Duque em tese poderá fechar as lacunas abertas pela retirada das informações de delatores da empreiteira. O ex-diretor disse, em depoimento a Moro, que Lula comandou o esquema de propinas na estatal.

A organização criminosa comandada por Lula está preocupada com o que poderá emergir no eventual acordo de delação do engenheiro, que foi condenado a 57 anos de prisão por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Duque já colheu benefícios de redução de pena concedidos pelo juiz Sérgio Moro por ter confessado alguns crimes e ter colaborado espontaneamente com a Justiça. Renato Duque renunciou a 20,5 milhões de euros que tinha em contas em Mônaco. O dinheiro equivalente a quase R$ 90 milhões pela cotação atual e foi recebido em propina. Quando repatriado, será devolvido à Petrobras.

Segundo Duque, o ex-presidente Lula tinha ‘pleno conhecimento de tudo’ que ocorria em termos de desvios na Petrobras. Em depoimento a Moro em maio de 2017, Duque admitiu ter recebido propina e afirmou que o ex-presidente Lula comandou o esquema de arrecadação de dinheiro de contratos da Petrobras para o PT. Disse que teve três encontros com Lula (em 2012, 2013 e 2014 – este último já com a Lava Jato em andamento) em que ficou claro que o ex-presidente “tinha pleno conhecimento de tudo”. “Ele tinha o comando [da corrupção na Petrobras].”

Na ocasião, Duque afirmou que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto começou a atuar no esquema de arrecadação de dinheiro com empreiteiras que tinham negócios com a Petrobras em 2007 “porque o ex-presidente Lula determinou”. “O Vaccari era um braço que atuava para o Lula”, confirmou o ex-diretor da Petrobras.

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