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Mais um ex-tesoureiro do PT vai pra cadeia. Sérgio Moro condenou Paulo Ferreira a nove anos e dez meses



O juiz Sergio Moro acaba de condenar mais um ex-tesoureiro do PT. Após a condenação de João Vaccari Neto e Delúbio Soares, foi a vez de Paulo Ferreira

O magistrado, responsável pelos processo da Lava Jato na primeira instância do Paraná, condenou nesta segunda-feira (14) um total de 13 investigados por envolvimento em um esquema de corrupção do PT que movimentou R$ 20 milhões em propinas ligadas à licitação para a ampliação do Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello), da Petrobras, no Rio de Janeiro. As obras custaram mais de R$ 1 bilhão.

Entre os condenados nesta nova sentença da Lava Jato, estão o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, o operador de propina do PT na Petrobras, Renato Duque, Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS que reservou o triplex de Lula, e o operador Adir Assad. Também foram condenados executivos das construtoras Construbase, Construcap e Schahin Engenharia. As defesas foram contatadas pela reportagem, que aguarda resposta dos advogados.

Com João Vaccari Neto e Delúbio Soares, Ferreira é o terceiro secretário financeiro do partido na mira dos investigadores da Lava Jato. Ele, que também foi deputado federal, ocupou o cargo de tesoureiro do PT entre 2005 e 2010, antes de Vaccari. Em março, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, aumentou de cinco para seis anos a pena do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado por lavagem de dinheiro em um processo oriundo da Operação Lava Jato,

Ao denunciar o caso, a Lava Jato, a fez acusações contra 14 pessoas pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, cometidos separadamente ou em conjunto. Todos atuavam no âmbito da organização criminosa comandada pelo ex-presidente Lula no PT.

Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS
Alexandre Correa de Oliveira Romano, operador de propinas
Edison Freire Coutinho, ex-executivo da Schahin Engenharia
José Antônio Marsílio Schwartz, ex-executivo da Schahin Engenharia
Genésio Schiavinato Júnior, ex-executivo da Construbase
Roberto Ribeiro Capobianco, ex-executivo da Construcap
Ricardo Pernambuco Backheuser, ex-executivo da Carioca Engenharia
Roberto Trombeta, operador de propinas
Rodrigo Morales, operador de propinas

A maioria dos réus condenados recebeu benefícios para o cumprimento da pena por ter colaborado com o processo, como no caso de Léo Pinheiro e Renato Duque, ou por ter assinado acordo de delação premiada, como aconteceu com a maioria dos executivos das construtoras.


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