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Mais da metade da população teme que economia do Brasil piore após as eleições



Durante sua participação no programa Canal Livre da Band no início desta semana, diretora de Inteligência do Ibope, Márcia Cavallari, afirmou que mais da metade dos eleitores brasileiros temem uma piora geral na situação do país após as eleições de outubro deste ano.

O programa que abordou o Cenário Pré-Eleitoral de 2018, contou com a participação dos jornalistas Ricardo Boechat, Fernando Mitre e Julia Duailibi conversam com o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, além da CEO do Ibope, Márcia Cavallari.

Durante os debates em torno do cenário para a disputa presidencial em outubro deste ano, a diretora de Inteligência do Ibope chamou a atenção para o quadro de estagnação das pesquisas desde outubro do ano passado. Segundo Márcia Cavallari, apesar da pequena queda na avaliação do ex-presidente Lula após a prisão, o petista ainda lidera as pesquisas, seguido de perto pelo pré-candidato Jair Bolsonaro, que estacionaram na casa de 12% e 10% nas pesquisas espontâneas.

Segundo o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o quadro de estagnação nas posições dos favoritos é observado desde dezembro de 2017. A pesquisadora chama a atenção para o alto número de eleitores indecisos, indicando que este grupo deverá decidir a eleição apenas na reta final da disputa. Segundo Márcia Cavallari, 43% dos eleitores não pretendem votar nem em Lula nem em Bolsonaro de jeito nenhum. Tecnicamente, nenhum dos dois consegue, no cenário atual, atrair o interesse de cerca de 65% do eleitorado. Outro fato curioso apontado pelos pesquisadores é que 90% dos eleitores de Bolsonaro são extremamente ativos na internet e nas Redes Sociais, o que indica que esta ajuda espontânea não tem sido capaz de alavancar o nome do pré-candidato nos últimos seis meses.

Os dois pesquisadores foram unânimes em apontar que o temor entre a maioria dos eleitores é o de que a situação da economia piore após a eleição. Mantida esta tendência, o quadro de disputa permanecerá indefinido até o último dia de campanha, avaliam os especialistas.

Apesar do aumento significativo no consumo de alimentos como trigo, frango, arroz, feijão, leite e carne de boi registrados pelos atacadistas e redes de supermercados, houve queda de mais de 30% nos preços destes itens no último ano. A safras agrícolas recordes nos últimos anos também aponta para uma tendência de queda nos preços de outros gêneros alimentícios para este ano. Com a redução recorde nas taxas de juros, os produtores se animaram e a safra deve bater novo recorde em 2018. As despesas com alimentação consomem mais da metade da renda dos 90 milhões de brasileiros que ganham até 2 salários mínimos. O mercado também tem se mostrado sensível à mudanças drásticas na economia. 

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