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Lula está preso porque roubou. O fato de ser um ex-presidente tão poderoso e influente só reforça matiz de seus crimes



O ex-presidente Lula está preso porque roubou muito e permitiu que uma verdadeira cadeia de criminosos também roubassem. Apenas no episódio relativo ao triplex do Guarujá, a ação penal mais leve que pesa contra o petista, ocorreram dezenas de ilícitos envolvendo atos de corrupção e lavagem de dinheiro.

Apesar dos crimes flagrantes, Lula, ao contrário da maioria dos criminosos do Brasil, teve dinheiro para contratar advogados caros, usou seu poder e influência para tentar desacreditar as autoridades, teve o mais amplo acesso à defesa possível, através de centenas de recursos caros, mas acabou condenado e preso pelos crimes pelos quais foi acusado e investigado. Dada a visibilidade do petista, um ex-presidente da República, conclui-se que, para a Justiça, sua condenação e prisão dependeriam de decisões virtualmente mais embaraçosas do que aplicar a Lei sobre um cidadão anônimo.

Não há como ignorar toda a pressão exercida por Lula, por ministros do STF, por políticos e artistas influentes, por jornalistas, meios de comunicação, ativistas de esquerda, movimentos sociais e simpatizantes do condenado. A batalha pelo prevalecimento da Justiça sobre os crimes de Lula não se assemelha a nenhum caso da história da Justiça brasileira. As autoridades envolvidas em todo o processo, sobretudo o juiz federal Sérgio Moro, foram submetidas à uma pressão jamais vista. Lula usou todo seu aparato político para difamar, caluniar, desqualificar e desmerecer a persecução penal de forma implacável. Nesta campanha sórdida para se esquivar de suas responsabilidades, Lula e seus subordinados não pouparam nem os familiares de seus julgadores. Reviraram a vida privada de agentes públicos e tentaram destruir suas reputações com ilações e intrigas do mais baixo nível.

A condenação e prisão de Lula, vistas por este ângulo, fortalecem a perspectiva de que, se ele foi efetivamente condenado e preso, é por que não havia outra alternativa à Justiça, senão condená-lo e prendê-lo. Levar a cabo os dispositivos legais contra uma figura pública tão poderosa, um ex-presidente da República responsável pela nomeação da maioria dos ministros do STF e indicação de desembargadores e juízes de tribunais por todo o país, configura uma situação dificilmente comparável à situação similar envolvendo um cidadão comum, um anônimo.

Mas a Justiça, honrada pela determinação de agentes compromissados com as Leis e a Constituição, ainda exaltaram os conceitos de legalidade ao destacar aspectos relevantes no marco civilizatório de uma nação. Em julgamento na sede do tribunal, em Porto Alegre, os desembargadores se manifestaram em relação ao recurso apresentado pela defesa de Lula contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisão determinada pelo juiz federal Sérgio Moro, relator da Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba. Justamente pelo fato de Lula ter sido um ex-presidente da República, os três desembargadores decidiram ampliar sua pena para 12 anos e 1 mês de prisão.

O desembargador João Pedro Gebran Neto apontou “culpabilidade extremamente elevada” pelo fato de o petista ter ocupado a Presidência da República. “A eleição de um mandatário, em particular de um presidente da República, traz consigo a esperança à população de um melhor projeto de vida. Críticas merecem, portanto, todos aqueles que praticam atos destinados a trair ideais republicanos, sem descuidar, por óbvio, que a corrupção aqui tratada está inserida em um contexto muito mais amplo e, assim, de efeitos perversos e difusos”, afirmou o desembargador em um voto histórico.

Desde que foi recolhido à carceragem da Polícia Federal em Curitiba, na noite do DIA 07 DE ABRIL DE 2018, o sr. Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser mais um entre as centenas de milhares de presos sob custódia do Estado brasileiro. O ex-presidente está fichado sob o nº 700004553820 que consta no ofício de abertura de seu processo de execução provisória da pena de 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado.

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