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Justiça do Brasil parece fingir ignorar gravidade dos crimes envolvendo Dilma e o assalto na Petrobras



Os depoimentos de vários delatores sobre o envolvimento da ex-presidente Dilma Rousseff nos desvios de dinheiro dos cofres públicos apontaram para delitos gravíssimos em torno de esquemas criminosos de financiamentos de campanhas. Testemunhas como Marcelo Odebrecht, Joesley Batista, Antonio Palocci, além do casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, colocaram Dilma no epicentro do gigantesco assalto praticado na Petrobras, BNDES e Caixa Econômica.

Em um dos episódios envolvendo as investigações sobre o assalto na Petrobras que serviu para financiar as campanhas de Dilma, o juiz federal Sérgio Moro lavou a alma dos brasileiros  ao reagir às alegações do criminalista Fabio Tofic, que atuava na defesa do marqueteiro do PT, João Santana e da mulher, Mônica Moura. Na ocasião, Tofic afirmou com a maior naturalidade que o casal "não roubou dinheiro de ninguém" e  que "o único crime por eles cometido seria o de evasão fraudulenta de divisas", algo irrelevante.

O juiz Sérgio Moro foi implacável ao responder o advogado do casal de marqueteiros do PT. No despacho que prorrogou a prisão de João Santana e Mônica Moura, Sérgio Moro fulminou o criminalista Fabio Tofic e suas declarações sem sentido.

"Este Juízo não reputa tão insignificante assim este delito. Mais relevante, há indícios, como já apontados, de que os investigados podem estar incursos em práticas delituosas bem mais graves, como lavagem de dinheiro e corrupção", escreveu Moro.

Moro prosseguiu:

"Não vislumbro ainda como banalizar a prática de fraudes, com utilização de recursos escusos ou pelo menos não-contabilizados, em campanhas eleitorais, quer no Brasil ou no exterior, considerando a consequente afetação da integridade do processo político democrático. Nada há, portanto, de banal nessas condutas."

João Santana e Monica Moura confirmaram que Dilma comandava os esquemas de pagamentos ilegais feitos por Marcelo Odebrecht no exterior com recursos provenientes de contratos superfaturados obtidos pela empreiteira junto aos governos da petista. O próprio Marcelo Odebrecht também confirmou as irregularidades que irrigaram as campanhas de Dilma em 2010 e 2014.

Em setembro do ano passado, o ex-ministro petista Antonio Palocci, confirmou juiz Sérgio Moro que participou de reunião em 2010, no Palácio da Alvorada, para discutir o financiamento de campanha da então candidata Dilma. Estavam presentes, segundo Palocci, a própria Dilma, o então presidente Lula e o petista Sergio Gabrielli, que comandava a Petrobras. A conversa girou ao redor da obtenção de propinas para abastecer as arcas da campanha.

Em abril desde ano, o ex-ministro Antonio Palocci celebrou um acordo de delação com a Polícia Federal, no qual apresentou uma relação de fatos que envolvem o esquema de arrecadação do PT com empreiteiras citadas na Lava-Jato e a atuação dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff nos crimes apurados pela operação. Por se tratar de uma colaboração negociada na primeira instância, os temas abordados pelo ex-ministro dizem respeito a fatos investigados — ou passíveis de investigação — pela 13ª Vara Federal de Curitiba, comandada pelo juiz Sergio Moro, que terá o papel de homologar o acordo.

Assim como o ex-presidente Lula, Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016. Ele foi condenado por Moro a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já a ex-presidente Dilma continua livre de embaraços com a Justiça. 

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