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Joesley Batista é denunciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e mais dois ilícitos



O açougueiro de Goiás que se tornou um megaempresário durante os anos de corrupção dos governos do PT de Lula e Dilma, Joesley Batista, foi denunciado pela primeira vez pelo Ministério Público Federal em uma vasta lista de crimes que permanecem impunes. Esta deveria ser apenas a primeira denúncia contra o empresário que tem tudo para superar o mega criminoso Sérgio Cabral em termos de ações penais. O MPF denunciou o açougueiro e osexecutivo Francisco de Assis, do grupo JBS, sob acusação de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e embaraço de investigação.

A denúncia é uma forma de pressionar o ministro Edson Fachin, do STF, que ainda está sentado sobre o calhamaço que pede a rescisão do acordo que blindou o criminoso de mais de 200 crimes confessos, garantido pelo  ex-rocurador-Geral da República, Rodrigo Janot. A blindagem sobre o que pode ser compreendido como uma organização criminosa se estendeu aos executivos no acordo de delação premiada assinado há um ano, que os protegia de serem denunciados por crimes cometidos.

Esta denúncia é apenas uma amostra do que pode vir pela frente, caso as autoridades estejam realmente dispostas a fazer Justiça no Brasil. Joesley e seu grupo atuaram durante anos como corruptores de autoridades, agentes públicos, políticos e até mesmo fiscais sanitários, segundo a Polícia Federal. O MPF acusa o procurador Ângelo Goulart Vilella de receber ajuda de custo da JBS para vazar informações internas da Procuradoria do Distrito Federal para os investigados.

O presidente da OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil), Juliano Costa Couto, o advogado Willer Tomaz e o publicitário André Gustavo Vieira também foram denunciados.

No documento, os procuradores afirmam que o grupo ocultou e dissimulou propina recebida entre 21 de fevereiro e 2 de março de 2017 como contrapartida de benefícios oferecidos a JBS, então alvo na Operação Greenfield. Comandada pelo MPF, a operação investiga o uso irregular de dinheiro de fundos de pensão.

A denúncia é toda baseada na delação premiada dos executivos do frigorífico e na ação controlada feita por Francisco de Assis, autorizada pelo Supremo.

Na delação, Assis disse que a empresa pagava mesada de R$ 50 mil a Villela, que na ocasião integrava a força-tarefa da Greenfield.

A denúncia foi apresentada ao TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) no dia 27 de abril porque Villela tem foro especial devido ao cargo de procurador.

O caso está em segredo de Justiça, com a desembargadora Monica Sifuentes.

A peça é assinada por Gustavo Velloso, Marcelo Serrazul e Bruno de Acioli, da PRR-1 (Procuradoria Regional da República na 1ª Região).

O MPF pede aos denunciados o pagamento de R$ 24 milhões a título de reparação de danos morais, além da perda do cargo de Ângelo Villela.

O presidente da OAB-DF e o publicitário são acusados pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A denúncia foi feita com base na delação dos próprios denunciados, de modo que não há qualquer dúvida sobre a prática dos ilícitos. Após a suspeita de que os executivos omitiram informações relevantes impõe a rescisão dos acordos, solicitada reiteradas pela procuradora-geral Raquel Dodge.

A rescisão não foi, no entanto, homologada pelo relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Edson Fachin, o que faz com que o acordo vergonhoso com os criminosos confessos ainda esteja em vigência. A sensação da sociedade de que Joesley Batista é blindado por ministros do STF é patente. O próprio Fachin teria conseguido seu cargo no STF através do patrocínio da JBS-Friboi. Até o momento, o nome de Janot e de seu ex-braço direito Marcelo Miller, ainda não apareceram em nenhuma denúncia formal da PGR.

Os meios de comunicação e blogs de aluguel que concorrem ao Prêmio Joesley de Jornalismo evitam abordar um dos maiores escândalos de corrupção da história da República. 

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