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Emílio Odebrecht confirma que Lula 'liberou 1 bilhão de dólares só da conversa. PGR detona Janot



No corpo da denúncia apresentada contra o ex-presidente Lula e parte de seu núcleo na organização criminosa que assaltou os cofres públicos entre 2002 e 12 de maio de 2016, a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, destaca um evento significativo ignorado por seu antecessor Rodrigo Janot. Na denúncia apresentada contra o ex-presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal, a PGR aborda a "ultimação dos trâmites de reserva do dinheiro e de entrega da vantagem indevida, fruto da corrupção ativa e passiva por parte de Lula e do empresário Emílio Odebrecht.

"Ouvido pela PGR em 14/12/2016 (Termo de Colaboração n° 26 anexo em mídia) especificamente sobre este episódio, EMÍLIO ODEBRECHT confirmou o seguinte (1min20s):

“Foi efetivamente o que ocorreu. Que Marcelo me pediu que eu conversasse com Lula. Foi num período em que houve queda de petróleo muito grande e que Angola e 'tava' com restrições orçamentárias, de disponibilidade; o orçamento mingou bastante e era importante que houvesse uma ampliação na linha de crédito que Brasil tinha com Angola. Tinha um valor que nós chegamos com outras empresas e isso não era só da Odebrecht, era para outras também. Passava por um órgão, a COFIG, um comitê".

Já existia essa linha e nossa provocação foi aumentar para suprir o período que Angola estava com restrições orçamentárias, fruto da redução do petróleo. E isso foi pedido. Cheguei ao Lula e pedi a ele. Estava em tramitação. Se ele pudesse prestigiar para que não houvesse dificuldades nessa extensão na linha de crédito. (…) Foi resolvido. Foi atendido pelo governo. E isso desafogou lá em Angola. Isso foi em 2008, 2009. A aprovação acabou sendo em meados de 2010. E o valor aprovado foi um bilhão de dólares”, confirmou Emílio Odebrecht.

Estes fatos narrados pelo patriarca da maior empreiteira do Brasil foram ignorados pelo ex-PGR, Rodrigo Janot. Nesta nova denúncia da procuradoria-geral, há pedidos de condenação e ressarcimento contra o ex-presidente Lula, a senadora Gleisi Hoffmann, os ex-ministros Paulo Bernardo e Antonio Palocci, além das denúncias por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro contra os citados acima. O empresário Marcelo Oderbecht também foi denunciado por corrupção ativa. 

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